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BENDITA ACROMEGALIA II

“Tenho consciência que não sirvo de referência ou parâmetro para ninguém…”
Alexandre Costa – Ensaios & Reflexões de um Pedagogo Organizacional

Atrevo-me a iniciar este artigo contestando a citação acima, escrita pelo mestre Alexandre Costa em seu livro Ensaios & Reflexões de um Pedagogo Organizacional – capítulo 21 – Bendita Acromegalia.

No referido capítulo, o autor nos revela detalhes sobre como foi descobrir o diagnóstico de sua doença e as consequências que a sua vida sofreu a partir daquela revelação.

Ao ter que optar entre viver ou se entregar ao coitadismo, ele escolheu a vida e não apenas isso, ele deixou a mesmice de lado e passou a buscar novos desafios e conhecimentos.

Há no transcorrer do texto a seguinte afirmação: “Tenho consciência que não sirvo de referência ou parâmetro para ninguém…” o que certamente foi sua modéstia notável que o levou a escrever.

Meu papel hoje é de certa forma desapontá-lo, pois não concordo com as palavras acima. Através do desempenho da sua função de pedagogo, o senhor influencia muitas pessoas, dentre elas a minha pessoa.

O senhor é exemplo vivo da diferença entre professor e mestre. Aquele possui apenas alunos, enquanto este possui seguidores. Aqui, peço licença para homenageá-lo através destas humildes palavras.

No livro de sua autoria o senhor agradeceu suas novas oportunidades e estímulos à Bendita acromegalia. Hoje venho como se pode notar através do título do artigo, agradecer a ela também, pois sou um fruto daquele momento vivido pelo senhor em julho de 2007.

Uma pessoa, uma palavra, uma atitude, um acontecimento podem mudar completamente a vida do outro. Foram as palavras de incentivo, a confiança em mim creditada em sala de aula que me levaram a creditar que sou capaz, que posso ir mais longe. Onde eu me encontrava não era o fim, era o início de um caminho, o qual nem sei aonde pode me levar.

A cada dia descubro novas percepções do mundo, das pessoas que me rodeiam, das palavras soltas, de mim mesma…

Antes eu era apenas uma pedagoga, fazendo uma especialização de MBA em gestão de pessoas. Hoje, além disso, sou escritora, colunista de duas páginas online das quais somos colegas. Estou escrevendo meu primeiro livro, juntamente com outro grande profissional: Professor Júlio Di Paula. Sigo me planejando para o magistério, me preparando para o mestrado, e se antes eu pensava no impossível, agora acredito que basta eu querer e acreditar em mim.

Sei que muitos projetos ainda surgirão com as bênçãos de Deus. Sei que muitos livros inspiradores surgirão de sua autoria. Que continue com saúde para curtir por muitos anos o convívio familiar com sua esposa, filhos e netos. Assim como, para viver sua vida acadêmica que o senhor desempenha com tanto orgulho e fascínio.

De minha parte, espero ter provado que o senhor serve como referencial sim. Um dia quem sabe alguém vai escrever algo sobre mim, quem sabe…

Hoje com meu esposo busco formar uma família sólida e feliz. Que Deus nos abençoe em tempo oportuno, pois tudo é no controle dele.

Quem sabe também, aluna e mestre um dia se encontrarão em uma mesma obra. Quem sabe…

Sonhos são para serem sonhados, projetos realizados, e nada é impossível ao que crê.

Perdoe-me por ter citado sua obra sem prévia autorização, queria mesmo surpreendê-lo.

Concluo parafraseando o senhor: “Para a maioria, ser portador de Acromegalia é uma tragédia, para mim tem sido o contrário, por isso costumo tratar essa patologia crônica como “ Bendita Acromegalia”. Ou seja, para muitos a dor é o suficiente para desistir; para muitos o coitadismo é a solução. Isso para muitos, pois poucos tornam-se a exceção: transformam a maldição em benção!

Agradeço-te: Bendita acromegalia II

Simone Barroso
Pedagoga
Habilitação em Matemática e Física
MBA em Gestão de Pessoas

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