Artigos

Bendita Acromegalia.

Há 7 anos, em julho de 2007, aos 49 anos de idade, recebi o diagnóstico de que sou portador de Acromegalia, uma doença raríssima, até então totalmente desconhecida por mim, como para a grande maioria de brasileiros até hoje.

Para facilitar sua compreensão, veja a seguir o que é Acromegalia:

É uma doença crônica, de difícil diagnóstico, causada pelo aumento da produção do hormônio do crescimento (GH), levando ao crescimento exagerado das extremidades e órgãos internos, deformidade da face, dores articulares (nas juntas), aumento da língua (macroglossia), alteração da voz e redução da expectativa de vida, se não tratada. Alguns sinais servem de alerta de que algo está errado. Veja alguns:

> Aumento das mãos (a aliança não cabe mais);
> Aumento dos pés (mudança do número do sapato por um maior);
> Aumento da região frontal (testa);
> Aumento do nariz e dos lábios;
> Aumento da mandíbula (queixo);
> Formigamentos em mãos e pés;
> Rugas e pregas faciais bastante evidentes;
> Pele oleosa, grossa e sudorese excessiva;
> Aumento da língua, dentes separados;
> Dedos grandes, espessos e maciços,
> Doenças cardiovasculares.
(Fonte: Instituto Espaço Vida).

O recebimento dessa informação foi muito impactante, foi minha pior “travessia de deserto”, especialmente quando o médico disse que eu tinha um tumor no cérebro, exatamente na Hipófise, também conhecida como glândula pituitária, uma pequena glândula com cerca de 1 cm de diâmetro, localizada na sela túrcica ou fossa hipofisária do osso esfenoide na base do cérebro. A hipófise é considerada a glândula mestra ou maestrina, pois secreta hormônios que controlam o funcionamento de outras glândulas, sendo grande parte de suas funções reguladas pelo hipotálamo.

Diante dessa nova realidade em minha vida, entendi que precisava optar por uma entre duas alternativas, “viver ou morrer”, e preferi a primeira opção, partindo, imediatamente, em busca de uma nova razão de viver, contrariando a tudo e a todos, que me recomendavam a aposentadoria, por acreditarem que eu passaria a integrar o grupo dos “inutilizáveis”, ou seja, que ficaria esperando a morte chegar, adotando o “coitadismo” como lema de vida.

Escolher a opção “viver” me gerou um estímulo enorme para voltar à vida acadêmica, minha nova “razão de viver”, uma grande descoberta para um homem que hoje, aos 56 anos de idade, trabalha pelo menos 14 horas por dia, de 2ª feira a sábado, dividindo o seu tempo entre algumas atividades geradoras de grande satisfação, mesmo que não sejam as mais rentáveis.

Tenho consciência que não sirvo de referência ou parâmetro para ninguém, mas gostaria de destacar que nessa nova fase de minha vida fiz um novo curso superior (pedagogia), duas especializações (educação corporativa e educação a distância), formação coach (personal, professional e leader coach), lancei meu primeiro livro (Descortinando a Educação), escrevi 61 artigos de opinião, estou escrevendo mais dois livros e um artigo semanalmente, continuo trabalhando como consultor organizacional, professor de graduação e pós-graduação e palestrante.

Onde pretendo chegar como acadêmico? Se Deus permitir meu objetivo é o pós-doutorado!

Espero que ao ler este artigo você entenda que meu objetivo é mostrar que se eu estou conseguindo produzir mais do que produzia antes da Acromegalia, qualquer um, inclusive você, pode fazer igual ou muito mais do que estou fazendo e que tudo é uma questão de foco, apenas isso, foco!

Para a maioria, ser portador de Acromegalia é uma tragédia, para mim tem sido o contrário, por isso costumo tratar essa patologia crônica como “Bendita Acromegalia”.

Prof. Esp. Alexandre Costa
Pedagogo Organizacional, Escritor, Palestrante,
Personal, Professional e Leader Coach
alexandre@plenacommkt.com.br

Por: Prof. Esp.

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of