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Benefícios: Um tiro no pé quando mal implementado.

Os Benefícios, podem ser armas poderosíssimas para as empresas quando falamos de Retenção de Talentos, melhorias de produtividade, ganhos na performance, melhorias na qualidade, etc. Mas também pode ser a arma se dará o “Tiro no Pé” dos Gestores e da própria empresa. Pois, uma vez implementado um Benefício eu diria que é praticamente impossível de retirar, pois mesmo que sua implementação não seja satisfatória para as empresas, sua retirada poderia desencadear problemas ainda maiores.
A Gestão de Pessoas focada nos resultados para empresa, também está muito focada nos anseios e expectativas individuais dos colaboradores, ou seja, quando a empresa por meio de sua Gestão de Pessoas, consegue atender as expectativas individuais do colaborador, este em contrapartida, provém maiores e melhores entregas para que a empresa possa atingir seus objetivos.
Em minha carreira tanto como Gestor ou Consultor, me deparei com algumas situações relacionadas a Benefícios mal planejados e mal implementados. Algumas empresas, deixaram de avaliar as diversas variáveis quando pensamos em implementar um novo Benefício, para citar apenas algumas, temos:
1. Qual o objetivo a empresa pretende observar com a implantação do Benefício.
2. Esse benefício atende as expectativas ou alguma necessidade dos colaboradores
3. A disponibilização desse benefício, trará os resultados a curto, médio ou longo prazo?
4. A disponibilização desse Benefício, sustentará os resultados para empresa, a médio ou longo prazo?
5. A disponibilização desse Benefício, sustentará as expectativas ou necessidades dos colaboradores a médio ou longo prazo?
Apesar de algumas empresas ainda tratar os investimentos em benefícios como custo, cabe a nós Gestores ou responsáveis pela Gestão dos Benefícios, equilibrar a equação Investimento X Benefício = Resultados.
E por entenderem Investimento como Custo é onde ocorre, mais um grande erro. Pretendendo minimizar os “custos” algumas empresas oferecem Benefícios/vantagens somente para algumas áreas, ou Funções ou Categorias funcionais. Aí, aquela área, ou uma Categoria de Funcionários que não se percebia qualquer problema, começam a cair a produtividade, aumenta o absenteísmo, etc, por se sentirem excluídas do processo de reconhecimento.
Também podemos considerar que muitos Benefícios implementados, visa corrigir algum problema percebido pela empresa. E é muito comum, a empresa recompensar os “colaboradores que causam problemas” ou “más condutas”. Exemplo: Para quem não faltar mais, terá um Bônus lançado no seu contracheque ou um Vale Compras. Esse tipo de Benefício associado a uma meta é totalmente valido, mas no exemplo acima, o cuidado que se deve ter é na comunicação e divulgação, não ressaltando em quem Falta ao trabalho e se não faltar receberá o Benefício, mas reconhecer em quem nunca falta ao Trabalho.
Para finalizar esse artigo, trago uma Exemplo Real de uma má implementação de Benefício ao colaborador.
Uma indústria, tinha um sério problema de absenteísmo, num levantamento, verificou que uma quantidade considerável de colaboradores que trabalhavam apenas 10 a 12 dias no mês e apresentando atestados para o restante dos dias. A diretoria da empresa numa atitude desesperada, resolveu divulgar e implementar sem qualquer estudo e envolvimento dos Gestores o Benefício do Vale Gás.

A divulgação foi direta e clara, “Para evitarmos o grande número de faltas, quem não faltar nenhum dia do mês, receberá junto com seu contra-cheque 01 Vale Gás. (Esse vale gás, dá o direito de retirar gratuitamente um botijão de GLP, gás de cozinha). Aqui já houve o problema na comunicação e o RH recebeu várias reclamações de quem já trabalhava a tempos na empresa e não teve nenhuma falta, nunca recebeu nenhum incentivo e agora os colaboradores que faltam, recebem incentivos para não faltar.

Outro problema foi, o colaborador que faltava muito e não teve nenhuma falta no mês e recebeu seu vale gás, portanto a duração do gás em uma residência de um casal e 02 filhos, é em média de 03 meses. Logo, esse Benefício foi um grande “Tiro no Pé” da empresa que só percebeu uma diminuição na quantidade de faltas no 1º mês de implementação do benefício. Pois que faltava muito, continuou faltando e só parava as faltas quando seu gás de

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