Artigos

Cada Profissional Escolhe O Modelo Mental Que Quer. Cuidado Com O Seu!

Hoje nossa conversa é sobre modelos mentais no ambiente de trabalho. Um fator quase que imperceptível à maioria de nós em nosso dia-a-dia corporativo, mas, que muito define a qualidade do nosso comportamento e relações profissionais. Ou seja, modelo mental nada mais é do que a forma como você relaciona o que vê, interpreta fatos, pessoas, e consequentemente, se comporta ou age profissionalmente. Assim, convido você através do exemplo de três comportamentos descritos a seguir, compreender se está cultivando um modelo mental positivo e que assim está lhe projetando para o sucesso ou um modelo mental negativo, que fatalmente, poderá estar aos poucos “minando” a saúde da sua carreira!

Conheço profissionais que em seu modelo mental, orgulham-se de ser reconhecidos como “espertos”. Carregam consigo a convicção que são bons ou melhores que os outros não porque estão dedicados na construção de algum projeto ou resultado diferenciado, mas, porque sempre estão “sempre por dentro” do que os outros estão fazendo.
Tipicamente, estão através de pequenas brechas espiando como quem não pagou ingresso, a construção do trabalho dos outros e tentando opinar, sem nenhum poder de criticidade, sobre processos que na maioria das vezes requer muito acima de uma visão limitada por brechas, mas, um olhar visionário! Olhar de quem enxerga ao longe que riscos, mudanças, contentamentos e descontentamentos são necessários no trabalho em equipe para gerar os resultados esperados e que isso estimula o desenvolvimento das outras pessoas envolvidas nestes processos. O mix de cenários, a diversidades de problemas e relacionamentos profissionais, a forma como lidamos e nos arriscamos com eles, estimulam as melhores formações. Cuidado como você busca participar do processo de construção dos projetos dos outros. Existe uma enorme diferença entre participar e efetivamente contribuir!

Conheço outros profissionais que em seu modelo mental julgam-se merecedores de estar em lugares que não conseguiram e nem conseguirão chegar. São os “Egocêntricos” míopes: Formação, algum tempo de empresa, trabalho impecável e irretocável, mas simplesmente por centralizar inúmeras tarefas em si mesmos! Temem qualquer autocrítica ao seu trabalho ou desempenho, alegam perfeccionismo, tentando na verdade camuflar a insegurança de ter que reconhecer erros ou de descobrir que no espaço corporativo de hoje, existem outras pessoas capazes de fazer com a mesma perfeição aquilo fazemos e a partir daí, ter que encarar o fantasma mais temido: conhecer alguém que faz tão bem seu trabalho quanto você mesmo e o pior, que ainda faz inovações!
Cuidado com o comportamento centralizador! Observe se você não está se privando da experiência de formar outras pessoas, passar conhecimentos, gerenciar equipes, processos e acima de tudo, se não está se privando de deixar de coração aberto seu trabalho receber críticas construtivas e ser retocado. Esses são comportamentos que causam uma tremenda inspiração, contrário a aqueles que nunca sairão de onde estão! Permita-se retoques.

Por fim, há ainda aqueles profissionais que intimamente, involuntariamente, sentem certo prazer diante do fracasso de algumas pessoas. São os hienas. Isso mesmo, hienas! Aparentemente felizes, sorridentes, cooperativos, sempre à disposição, pronto para ajudar tudo e a todos, mas, no fundo, vivem o conflito interno entre admirar projetos e resultados de colegas e em certas ocasiões sentir um fiozinho de satisfação com o insucesso de um ou outro menos grato. Certifique-se de ter um sentimento sadio diante das pessoas que você admira e as que menos admira no ambiente de trabalho. Seja qual for seu grau de empatia com as pessoas, lembre-se: Os bons inimigos sempre se respeitam!

Por isso acredito que a qualidade de um profissional está no modelo mental que ele decide cultivar: negativo ou positivo? Com licença! Vou me servir generosamente de uma porção da segunda opção!

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of