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Capital Humano: o que é e como fazer sua gestão

capital humano

No mundo corporativo, nunca se falou tanto em valorização do capital humano. Mas você, como gestor de RH, sabe o real significado desse termo? Caso sua resposta seja “não”, saiba que entender o que é de fato o capital humano, desde a sua origem, é fundamental para alavancar os resultados do negócio. Isso porque, a gestão de pessoas está totalmente interligada a esse assunto. 

Hoje, sabemos que o acúmulo de pressões diárias no ambiente organizacional pode ser um grande fator contribuinte para as doenças mentais, como estresse, depressão e Burnout. Logo, torna-se essencial que as empresas desenvolvam ações e estratégias de gestão do capital humano para motivar e engajar a equipe. 

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Nesse âmbito, graças ao avanço da tecnologia na área de RH, o profissional de Recursos Humanos torna-se um protagonista na empresa por estar munido de ferramentas e softwares que permitem uma atuação estratégica de valorização do capital humano de acordo com cada perfil comportamental.

Ficou interessado e quer entender tudo sobre capital humano? Então, continue a leitura até o final!

O que é capital humano?

O capital humano, atualmente, pode ser entendido como o bem mais precioso que uma organização pode ter. Trata-se do valor agregado pelos profissionais por meio dos seus conhecimentos técnicos e comportamentais, também conhecidos como soft e hard skills,  além de suas vivências culturais.

De acordo com os fundamentos da gestão de pessoas, todos os indivíduos contam com peculiaridades, como forças, motivações, formas de liderança e comunicação, entre muitas outras competências que proporcionam um profundo autoconhecimento por parte do profissional e que, quando bem desenvolvidas, também trazem resultados extraordinários para a organização. 

Logo, podemos entender que a gestão do capital humano está totalmente interligada à gestão de talentos, quando o RH tem o desafio de contribuir para o desenvolvimento dos colaboradores, tanto como profissionais quanto como pessoas. 

Qual a origem do capital humano?

Apesar desse termo já ser debatido há muito tempo nas esferas acadêmicas e políticas, sua consolidação ocorreu mesmo na década de 1950, quando o economista Theodore W. Schultz compartilhou seus estudos sobre esse conceito. 

Ganhador do Prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 1979, Schultz deu a seguinte definição para o termo: “capital humano é o conjunto de conhecimento, habilidades e atitudes que favorecem a realização de trabalho de modo a produzir valor econômico”.

Dando sequência aos estudos na área, em 1960, Gary Becker, outro economista americano, aprofundou-se no assunto, o que tornou o conceito popular no mundo acadêmico da economia. 

Para Becker, o capital humano era um identificador competitivo que fazia a diferença no desenvolvimento econômico entre os países por desenvolver os indivíduos em todas as suas potencialidades, trazendo bem-estar e prosperidade a uma nação.

Mas afinal, por que trabalhar o capital humano dentro da empresa?

Fazer a gestão do capital humano do negócio, ou seja, colocá-los em primeiro lugar na organização, tem sido uma das principais ferramentas para que a empresa não só tenha os melhores resultados financeiros, mas também crie um diferencial no mercado como uma marca empregadora.

Um bom profissional de RH entende que, não basta contratar os melhores profissionais, é preciso que eles estejam alinhados com a cultura da empresa e também colocá-los para realizar atividades que vão de encontro ao seu perfil comportamental.

Assim, desde o momento do recrutamento e seleção, o setor de Recursos Humanos pode trabalhar em ações e estratégias de gestão do capital humano, não só para contratar a pessoa certa para uma vaga, mas também para reter esse talento no time.

Logo, a valorização do capital humano dentro da empresa permite que o colaborador vá além das suas responsabilidades, tornando-se um profissional de alta performance. Assim, ele se sentirá parte de algo maior, vestirá a camisa do time e oferecerá o seu melhor para que a organização alcance ótimos resultados. 

Agora que você já conhece um pouco mais sobre o conceito de capital humano, vamos apresentar algumas estratégias para fazer sua gestão dentro da empresa. Continue acompanhando!

Como o RH pode gerir o capital humano na organização?

O primeiro passo para o setor de Recursos Humanos realizar uma boa gestão do capital humano é efetuar a coleta e o cruzamento de dados dos perfis comportamentais de candidatos e colaboradores em uma plataforma de RH. 

Assim, será possível realizar uma gestão comportamental eficaz, contratando, direcionando e desenvolvendo talentos que se identifiquem com a cultura da empresa, melhorando assim a motivação, engajamento, o clima organizacional, além de muitos outros benefícios que agregam e valorizam o capital humano.

Agora, vamos apresentar mais algumas dicas de como o RH pode ajudar a empresa a colocar o capital humano em primeiro lugar na organização.

Invista em treinamento e capacitação

Hoje, a maioria dos profissionais atuantes no mercado de trabalho são os chamados “Millennials”

Nascidos na virada do século 20, esses profissionais buscam trabalhar em uma empresa não só pela remuneração, mas, também, procuram estar em um ambiente organizacional que invista em treinamento e capacitação.

Ainda, para essa geração é importante que a tecnologia esteja alinhada a esse processo. Logo, uma forte tendência no momento é o e-learning.

O e-learning nada mais é que o ensino pelas mídias eletrônicas. Ainda mais em um momento em que a maioria das empresas está com seus colaboradores em home office, esse método permite o conhecimento por meio de gamification ou videoaulas, o que leva o colaborador a realizar o treinamento em um momento mais tranquilo em sua agenda, reduzindo custos para a empresa com aluguéis de espaço físico, coffee break etc. 

Plano de desenvolvimento individual 

O Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) é uma das principais estratégias de gestão do capital humano e funciona como um processo de desenvolvimento personalizado, como uma trilha que indica por onde o colaborador deve percorrer para alcançar uma alta performance. 

No entanto, o PDI depende muito mais de onde o profissional quer chegar como ser humano e profissional do que o desempenho que a empresa espera dele. As principais ferramentas do Plano de Desenvolvimento Individual são: análise de desempenho, feedbacks constantes, consultoria com coaching, dentre outras.

Plano de carreira

Diferente do Plano de Desenvolvimento Individual, o plano de carreira deve ser elaborado pelo RH, junto dos gestores e líderes, definindo os possíveis caminhos que o colaborador percorrerá dentro da empresa.

Logo, com os dados do perfil comportamental em mãos, o RH também consegue desenvolver estratégias e ações para que o profissional aprimore seus pontos fortes e desenvolva os pontos fracos para que eles possam enfrentar os desafios para alcançar uma melhor performance e ocupar novos cargos na organização. 

Employe experience

Podemos definir employe experience (experiência do colaborador) como uma série de ações e estratégias para criar um ambiente de trabalho inspirador para os colaboradores. 

Para isso, as empresas precisam oferecer boas lideranças, cultura com objetivos claros, clima organizacional saudável e diversos outros fatores que podem tornar essa experiência um diferencial para o capital humano.

Nesse cenário, o RH pode colaborar com o desenvolvimento de pacote de benefícios personalizados, política de horários flexíveis, além de ações que fortaleçam a cultura organizacional, como happy hours virtuais, palestras sobre temas como diversidade cultural, dentre outras estratégias.

Employer branding

Depois de selecionar, contratar e desenvolver seus colaboradores, certamente, você não vai querer perder esses talentos. Logo, uma peça-chave de gestão do capital humano para retenção de talentos é o employer branding ou “marca do empregador”. 

Trata-se de um conjunto de técnicas que busca mostrar que a sua empresa é um excelente lugar para trabalhar e utiliza o engajamento dos próprios colaboradores que já fazem parte da organização. 

Depois de colocar em prática as quatro primeiras dicas de gestão do capital humano, com certeza, seu time estará alinhado com a política e os valores da empresa, além de se sentirem motivados e engajados para propagar essa cultura para fora do ambiente organizacional. 

Ainda, alimentar as redes sociais da empresa, como Instagram e LinkedIn, com vídeos sobre o ambiente de trabalho e a rotina organizacional, depoimentos de colaboradores e artigos sobre suas profissões ou organizar workshops para o público externo, são algumas das estratégias que o RH pode desenvolver para mostrar ao mercado que ela de fato valoriza o capital humano.  

Se você, como gestor de RH, souber fazer uma gestão de capital humano assertiva, sua empresa contará com colaboradores motivados e engajados que literalmente  “vestirão a camisa” da organização. Além disso, seguindo as dicas apresentadas, os melhores talentos do mercado enxergarão na sua empresa uma opção para o desenvolvimento da sua carreira e de seu potencial produtivo

E o impacto de tudo isso serão os resultados incríveis para o negócio! Então, não perca tempo e seja um gestor que fará a diferença na organização. Baixe agora o nosso guia completo do RH!

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