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Cargos E Salários – O Desafio De Implantá-los No Setor Logístico

Com o amplo desenvolvimento que a área de logística vem tomando nesses últimos anos, um dilema tem tomado conta por parte das empresas que atuam direta ou indiretamente com operações logísticas, que é a capacidade de reação em tempo hábil, visto que a demanda tem crescido de maneira exponencial, e a falta de qualificação e políticas de estruturas salariais tem feito muitos profissionais da área buscarem melhores oportunidades.

O próprio Governo Federal reafirmou que serão investidos cerca de 133 bilhões de reais para alavancar toda a infraestrutura do país, para desenvolverem e captarem maiores investimentos do exterior e promover melhor fluxo de importação e exportação das empresas. Entretanto, muitas empresas estão encontrando dificuldades de operacionalização, devido à falta de políticas de Gestão de Pessoas na retenção e captação de talentos, principalmente em virtude de que muitas organizações brigam e caçam profissionais bem qualificados para o desenvolvimento do seu negócio.

Várias empresas no setor operacional recebem queixas por parte de seus colaboradores no tangente à promoção de cargos e uma melhoria na política salarial, e também treinamentos de atualização e qualificação. Por outro lado, encontramos um desafio enorme enquanto setor de Recursos Humanos no momento de defender uma nova política e estrutura organizacional, que não permite mais que o setor logístico seja encarado como centro de custos, mas sim setor que permite a ligação entre empresa e consumidor, além de agregar valor ao produto final.

A perspectiva de continuarmos apagando incêndio todos os dias não pode mais existir, o setor deve ser visto com a importância que lhe é devida. Neste caso, não havendo a promoção de estruturas salariais, muitos profissionais de anos de experiência tendem a buscarem nas maiores empresas a oportunidade que lhes é vetada em ascensão profissional e melhoria salarial.

Mas em contrapartida percebemos que muitas empresas que ousam implantar a política de cargos e salários vêm encontrando dificuldades no processo, pois muitos colaboradores acomodam-se pelo tempo de casa e por si só não buscam qualificação necessária para se valer das oportunidades que são ofertadas, delegam suas carreiras à empresa e esperam que a mesma faça tudo por eles, cometendo assim um grande erro.

No momento de uma promoção e quando se busca, dentro da casa, por profissionais qualificados, o desafio da área de Recursos Humanos torna-se maior ainda em virtude da falta de interesse por muitos profissionais de se qualificarem, forçando por vezes o setor a contratar pessoas do mercado, pois muitos possuem experiência, mas lhes faltam o conhecimento e/ou a habilidade e a atitude de querer aprender e de se desenvolver.

É fato, que muitas empresas aos poucos estão formatando sua estrutura organizacional, colaborando para a retenção de talentos e o desenvolvimento dos colaboradores, mas não existe mais espaço para uma política arcaica de salários, onde o colaborador não possui voz altiva na negociação por melhorias e uma estrutura engessada na definição de cargos, afim de que para se alcançar uma promoção é necessário doar muito mais do que sua força de trabalho.

Sabemos que a premissa sempre será a mesma, as empresas devem se manter competitivas no mercado para sobreviverem, mas de nada adiantará investir em tecnologia, em modais de transportes e planejamento estratégico para atenderem demandas de mercado, se não atentarem para a força propulsora do sucesso da organização que são seus colaboradores, os quais todos os dias suam a camisa para fazer os processos fluírem e os consumidores satisfeitos.

Por Jessé Barbosa de Araújo

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