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Cibersegurança: o que é e por que é importante para o RH?

cibersegurança

Com a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados, as empresas passaram a ter mais obrigações e consciência no que diz respeito a informações sensíveis. Mas você sabia que o RH também precisa ficar ligado quando o assunto é cibersegurança? 

Com a evolução da tecnologia, a implementação de ferramentas de RH e o modelo de trabalho home office, o setor passou a ficar mais exposto a ataques de hackers e softwares maliciosos. 

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Quer entender melhor os riscos desse tipo de ataque e como você pode utilizar estratégias de cibersegurança para preveni-los? Confira este artigo na íntegra. 

O que é cibersegurança?

O termo cibersegurança se refere à “segurança de computadores” e é uma prática que visa proteger computadores, servidores, dispositivos eletrônicos, redes e dados contra-ataques maliciosos, por exemplo, vírus, malwares e hackers.

Essa segurança pode ser feita de diversas formas, como no uso de antivírus, conexões por rede privada, trocas de senhas e até mesmo treinamentos para colaboradores.

Além disso, esse tipo de medida é de extrema importância para qualquer empresa, independentemente do porte ou área de atuação. Isso porque, toda organização armazena dados e processos importantes em suas máquinas, sejam eles relativos a clientes e fornecedores ou mesmo aos colaboradores.

LGPD e cibersegurança

Criada recentemente, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) visa proteger as informações pessoais e dar autonomia às pessoas sobre seus dados. Para isso, ela exige que as empresas sigam determinadas regras que tornam o tráfego e o compartilhamento de dados mais seguros.

Entre os dados protegidos pela lei estão:

  • nome;
  • documentos pessoais;
  • endereço;
  • telefone;
  • IP;
  • e-mail.

Além disso, dados biométricos, genéticos, políticos, religiosos e referentes à origem e orientação sexual também estão inclusos.

Dessa forma, qualquer negócio que colete dados dessa natureza precisa entrar em conformidade com a lei. O descumprimento das normas pode levar à condenação, que inclui o pagamento de indenizações.

Qual a relação do RH com a cibersegurança?

É normal relacionar cibersegurança e LGPD apenas a informações de clientes, mas a verdade é que o RH também tem muitos dados sensíveis que precisam ser protegidos conforme a determinação.

Entre esses dados estão, por exemplo, as informações sobre colaboradores, como nome, CPF, endereço, número de conta bancária, valores de transferência, frequência, exames periódicos laborais, atestados, currículos, holerites, entre outros.

Além dos dados de colaboradores, o setor também armazena informações sobre candidatos de processos seletivos, empresas parceiras e contratos. Todos esses dados são importantes e sensíveis e podem causar estragos se chegarem às mãos de um cibercriminoso. Sendo assim, eles devem ser protegidos e utilizados com cuidado.

De acordo com a lei, é necessário informar aos profissionais quais dados estão sendo coletados e qual o uso específico de cada um deles. Além disso, é uma exigência que a empresa aplique medidas de cibersegurança, para evitar vazamentos e crimes virtuais.

A necessidade desse controle fica ainda mais em evidência com a mudança para o trabalho remoto. Isso porque, muitas empresas têm adotado ferramentas virtuais que, sem a devida segurança, podem ser facilmente invadidas por hackers.

Quando vazamentos dessa natureza ocorrem, a organização pode sofrer muito mais do que multas e indenizações. O problema também afeta a imagem da empresa, provocando queda na reputação da marca no mercado e falta de confiança dos colaboradores.

Principais ameaças

Uma das ameaças mais comuns ao RH são os e-mails contendo links maliciosos. Com o grande volume de mensagens recebidas pelo setor diariamente, pode ocorrer da equipe deixar passar despercebido algum link não confiável, acreditando se tratar, por exemplo, de um currículo ou portfólio de candidato.

Quando esse tipo de link é aberto, o sistema pode ser invadido por um software malicioso que bloqueia o acesso ao banco de dados da empresa, trata-se do chamado “sequestro de informações”.

Além dessa ameaça, existem também os casos de vazamento que ocorrem por brechas nos programas de segurança no data center do RH. Esse tipo de ataque é bastante danoso para a organização e pode causar um colapso na infraestrutura virtual e, consequentemente, a paralisação dos serviços internos.

6 dicas para evitar ciberataques 

Para evitar os danos de um ciberataque na sua empresa, é essencial adotar estratégias eficientes de segurança virtual. A seguir, listamos algumas dicas bastante úteis. Confira! 

1. Implemente uma política de segurança

O primeiro passo para adotar medidas de cibersegurança é elaborar uma política interna baseada em protocolos e procedimentos bem definidos. As regras devem direcionar todo o time sobre melhores práticas, tanto nos equipamentos utilizados dentro da empresa quanto nos usados em trabalho remoto.

Além disso, é preciso definir medidas de segurança para a proteção de informações arquivadas e processadas online, como updates periódicos e restrições de acesso.

Uma dica interessante é montar um time de segurança formado por profissionais de diversas áreas. Dessa forma, ficará mais fácil elaborar a política considerando todos os detalhes de cada procedimento.

2. Conheça o básico

Não é obrigação dos profissionais de RH conhecerem a fundo os detalhes técnicos, mas é interessante pesquisar o básico sobre cibersegurança e LGPD para evitar falhas.

Uma boa prática que o setor deve ter como base é controlar o acesso de usuários a dados importantes. O ideal é que os profissionais tenham acesso apenas aos softwares, programas e serviços essenciais para suas funções. Além disso, vale a pena optar por tecnologias com maquiagem de dados e criptografia.

3. Estabeleça contratos de confidencialidade

Outra ação que o RH pode tomar para evitar vazamentos de dados é adotar contratos de confidencialidade como medida preventiva. É importante lembrar que os ataques também podem vir de dentro da empresa, se os colaboradores não forem bem selecionados.

De toda forma, um contrato de confidencialidade torna o acordo mais seguro e legal, possibilitando penalidades no caso de problemas relacionados à quebra de sigilo.

4. Realize treinamentos internos

Não é apenas o RH que precisa de treinamento e conhecimentos básicos em cibersegurança, afinal, qualquer profissional pode acabar clicando em um link suspeito e expor os dados da empresa.

Dessa forma, é importante realizar treinamentos periódicos com a equipe, informando a importância da proteção de informações e as políticas e procedimentos definidos pela organização.

Além disso, instrua o time sobre boas práticas de navegação, por exemplo, não abrir anexos enviados por remetentes anônimos, não clicar em links sem conferir o remetente, usar serviços na nuvem e não repetir senhas em contas variadas.

5. Estabeleça uma parceria com o setor de TI

Outra medida importante é estabelecer um canal de comunicação aberto entre RH e TI. Nesse sentido, é preciso que os dois setores se integrem e que o RH receba orientações de segurança e notificações sempre que acontecer alguma atividade suspeita.

Além disso, os profissionais de TI podem dar suporte ao RH na contratação de ferramentas de segurança, além de auxiliar no treinamento dos colaboradores.

6. Conte com uma plataforma de gestão na nuvem

Por fim, uma boa medida para garantir a cibersegurança é contar com ferramentas de gestão de RH que armazenem as informações na nuvem. Esse tipo de solução conta com a tecnologia SSL (secure socket layer), que oferece um canal criptografado entre o servidor web e o browser, garantindo mais segurança e sigilo.

Os softwares de gestão também são importantes, pois centralizam todas as informações em uma mesma plataforma, mantendo todos os dados seguros e monitorando o fluxo de acesso a ele em tempo real.

O que fazer no caso de um vazamento de dados?

Mas e nos casos em que sua empresa já sofreu com um vazamento de dados, como proceder? Mesmo com diversas medidas de proteção, não é possível ficar 100% seguro contra o vazamento de dados. Dessa forma, é importante saber como proceder para lidar com o problema.

Detecção

O primeiro passo é detectar o problema. Para isso, é importante utilizar mecanismos de monitoramento para identificar atividades maliciosas e suspeitas, alertando o time de TI.

Contenção

Depois de identificado o problema, o time de TI deve realizar ações emergenciais para conter o vazamento e impedir que ele tome maiores proporções. Essa é uma ação provisória, mas que pode ajudar e minimizar os danos.

Investigação

Depois de contido, é necessário investigar o vazamento para entender de onde ele veio e qual a causa raiz. Normalmente, os ataques deixam rastros, por isso, o time de TI deve mapear a infraestrutura e analisar todas as causas da ocorrência.

Erradicação

Por fim, a última etapa é solucionar o problema de vez, identificando o que levou ao vazamento e treinando os colaboradores relacionados ao processo para que o erro não volte a ocorrer.

Além disso, é preciso agir com transparência com a equipe, comunicando os detalhes do vazamento, explicando quais dados podem ter sido vazados e notificando o departamento jurídico para que ele fique ciente.

Concluindo, lidar com ataques virtuais e vazamentos de dados é um processo bastante desgastante, que pode prejudicar a empresa de diferentes maneiras. Sendo assim, a melhor forma de lidar com o problema é apostando em medidas de cibersegurança e prevenção.

Agora que você já sabe como fazer isso, descubra também como proteger as informações corporativas nos aplicativos de mensagens.

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