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Como anda a sua resiliência?

O termo resiliência foi tomado emprestado da física e está relacionado com a capacidade que alguns materiais têm de voltar ao seu estado normal depois de terem sido submetidos a um esforço, ou a alguma situação que lhes causaram uma deformação. Esses materiais após serem estressados e deformados, conseguem voltar ao seu estado original.

Analogamente esse termo é utilizado para referir à capacidade que as pessoas têm de voltarem ao seu estado normal após passarem por situações difíceis, onde foram muito exigidas psicologicamente e emocionalmente. As pessoas resilientes passam por situações de alta carga de estresse, lidam com as mais conturbadas situações que a vida lhes apresentam, mas após vivenciá-las, elas conseguem retomar o seu estado original e seguir em frente.
Nesses tempos de incertezas, mais do que nunca precisamos ser resilientes. A resiliência se tornou uma competência obrigatória nesse momento onde um novo conceito de normalidade ´nos é apresentado.

O psicólogo americano Kenneth M. Nowack, no seu artigo intitulado: Abordagens baseadas em evidências para melhorar a resiliência, apresenta algumas sugestões que podem potencializar a nossa resiliência:

Nova call to action

1. Pratique exercícios de relaxamento

As pessoas podem desenvolver a capacidade de estar sob estresse e experimentar menos sofrimento psicológico e até físico praticando diferentes formas de exercícios de relaxamento (como a meditação, o mindfullness, o relaxamento muscular progressivo etc.) Pesquisas sugerem que a prática de técnicas de relaxamento está associada a mudanças significativas e importantes no nível de estimulação do cérebro e nas respostas as inflamações causadas pelo estresse.

2. Fortalecer e usar sua rede de suporte social

Uma fraca rede de apoio social e relações interpessoais tóxicas afetam a longevidade e a saúde. Um estudo sugere que a influência das relações sociais no risco de morte é comparável a fatores de risco bem estabelecidos para mortalidade, como tabagismo e o consumo de álcool, e até minimiza a influência de outros fatores, como a inatividade física e a obesidade. Além disso, a disponibilidade percebida e a satisfação com a rede de suporte social, principalmente o suporte emocional, têm efeitos diretos na saúde física e amortecem os efeitos negativos do estresse.

3. Pratique Gratidão

Pessoas resilientes tendem a viver o ditado de que “as coisas saem melhor para aqueles que tiram o melhor proveito de como as coisas saem”. Diariamente, dedique algum tempo para refletir sobre as coisas que você foi afortunado em ter na vida e se concentre em pelo menos uma que você preza e valoriza, para praticar a gratidão. Numerosos estudos demonstram que um foco consciente nas realizações e a capacidade de expressar a gratidão, traz benefícios emocionais e interpessoais altamente positivos.

4. Esperança, significado e propósito de vida

Deborah Danner e seus colegas publicaram um estudo onde classificaram o comportamento de 180 freiras católicas para a expressão de otimismo, propósito de vida e conteúdo emocional positivo. Em seguida, relacionaram isso à sua sobrevivência entre as idades de 75 a 95 anos. As freiras mais felizes viveram 10 anos a mais do que as freiras menos felizes e, aos 90 anos, as freiras mais otimistas, propositadas e alegres sobreviveram 66% das vezes, enquanto as irmãs menos alegres sobreviveram apenas 30% das vezes. Então, viver uma vida longa e saudável parece ser mais do que apenas uma questão de ser feliz ou alegre.
Evidências crescentes sugerem que encontrar um significado e estabelecer um objetivo na vida ajuda as pessoas a lidar e até florescer diante dos desafios e das adversidades

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Por: Gilberto Fernando de Paiva Santos

Diretor da GPDH Treinamento e Desenvolvimento. Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho. Especialista em Psicologia Clínica. Pós-graduação em Terapia Cognitivo Comportamental. MBA em Gestão Estratégica de Negócios, pela Fundação Getúlio Vargas e Ohio University – EUA. Formação em Consultoria Interna de Organizações, pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento – ABTD. Formação em Professional & Self Coaching e Behavioral Analyst pelo Instituto Brasileiro de Coaching, European Coaching Association e Global Coaching Community. Formação em Executive Coach e Alpha Coach pela Sociedade Brasileira de Coach – SBC. Formação em Ericksonian Hypnotherapy pelo The Milton H. Erickson Foundation, Inc. – Phoenix, Arizona – EUA. Membro da American Psychological Association. Associado à ATD – Association for Talent Development. Experiência de trinta anos como Psicólogo Organizacional de uma das maiores empresas do Brasil. Larga experiência como professor universitário, palestrante e consultor de empresas.

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