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Absenteísmo: o que é, como calcular e diminuí-lo na sua empresa

absenteísmo

O absenteísmo é uma questão séria e taxas altas, na maioria das vezes, significam desempenho ruim. Isso porque, a ausência ou atrasos frequentes podem ser reflexos de problemas na empresa ou com o colaborador. Trata-se de fatores que impactam diretamente na produtividade da equipe. 

Neste artigo, você vai saber tudo sobre absenteísmo: suas causas, tipos e exemplos, como calcular e o que fazer para reduzir os índices. Acompanhe!

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O que saber sobre cálculos e índices de absenteísmo?

Calcular a taxa de absenteísmo é relativamente simples. Basta conhecer as horas de ausência no trabalho e dividi-las pela jornada de trabalho, ou seja, as horas que deveriam ser trabalhadas pelo colaborador. Monitorar os índices de absenteísmo é fundamental para evitar custos extras, representados por horas pagas e não trabalhadas pelo profissional faltoso. 

Além disso, conhecer os números permite dar atenção ao problema e buscar soluções para enfrentá-lo. Por isso, reforçamos o uso desse cálculo simples representado pela porcentagem entre o número de horas pagas e não trabalhadas ou perdidas e o número de horas de fato pagas ou planejadas. 

Na prática, os índices de absenteísmo podem ser confrontados com o planejamento estratégico da empresa. Se os números estiverem elevados, é possível descobrir as causas de projetos entregues com atraso, das metas não atingidas ou encontrar etapas do processo que não são executadas como deveriam. 

Uma ação que facilita o acompanhamento das métricas é segmentá-las, por exemplo, tendo um índice global para toda a organização, além de índices separados por função/setor ou conforme a razão da ausência dos colaboradores (as mais recorrentes). 

Assim, quanto mais detalhada for a análise das métricas e o conhecimento dos motivos, maior será a possibilidade de atuação do RH para diminuir as taxas de absenteísmo. 

Quais os tipos de absenteísmo?

O absenteísmo provoca sérias consequências nas empresas. Mas antes de saber como combatê-los, é fundamental conhecer os tipos existentes. 

Absenteísmo justificado

Trata-se das faltas justificadas e já esperadas pela empresa. Nesses casos, o colaborador informa ao seu gestor sobre a necessidade de se ausentar por um período. Assim, não ocorrem por imprevistos e permite-se que o gestor organize processos durante a ausência do colaborador. 

Nesse caso, são faltas permitidas por lei. Por isso, o funcionário pode se ausentar caso algo prejudique sua capacidade de executar as tarefas inerentes ao cargo. Ainda, nos casos em que o próprio coloca outros colaboradores em risco. 

Exemplos do absenteísmo justificado

  • doenças ou problemas de saúde: nesses casos, vale investigar se há algum elemento comum que esteja afetando a saúde dos colaboradores e promover ações de conscientização;
  • licença médica e familiar: quando o colaborador ou familiar próximo necessita de tratamento médico, por exemplo. Licença-maternidade ou paternidade também são ausências justificadas, tanto de filhos biológicos quanto adotivos. Cuidados com um parente também estão previstos em lei;
  • depressão: a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta essa doença como uma das principais causas do absenteísmo no trabalho. Nesses casos, as empresas devem prestar auxílio necessário ao colaborador atingido. Para tanto, deve promover orientação e aconselhamento, inclusive, concedendo licença para tratamento especializado, quando for o caso. 

Absenteísmo injustificado

Aqui, temos as ausências imprevisíveis, ou seja, os casos em que o colaborador deixa o trabalho sem permissão da empresa e não informa o motivo. As causas mais comuns são os conflitos internos, acidentes, insatisfação com o ambiente de trabalho, falta de motivação ou atrasos constantes. 

Exemplos de absenteísmo injustificado

    • problemas pessoais: situações imprevistas de ordem pessoal podem afetar o colaborador causando atrasos e ausências não comunicadas. Quando evolui, esse tipo de absenteísmo pode ocasionar a desmotivação do indivíduo;
  • estresse: fatores como pressão, má gestão, problemas pessoais e conflitos internos podem causar estresse e impedir que o colaborador cumpra sua jornada de trabalho. Por isso, o RH deve monitorar as condições de atuação das equipes para garantir certo grau de satisfação. Em casos onde não há intervenção da gestão de pessoas, o estresse do colaborador pode evoluir para a síndrome de Burnout;
  • falta de motivação: profissionais desmotivados podem gerar prejuízo para as empresas. O desinteresse afeta a produtividade e o bem-estar das equipes. Assim, promover ações de engajamento é importante para descobrir as causas do problema. 

Absenteísmo emocional

É a presença parcial do colaborador, ou seja, ele está presente fisicamente, mas não emocionalmente. Significa que ele comparece ao trabalho e realiza suas atividades, mas seu desempenho cai e sua produtividade diminui. 

Esse é o tipo de absenteísmo mais difícil de identificar e pode ter consequências graves para a organização e para o profissional. Ademais, também é chamado de presenteísmo e pode ter causas pessoais. 

O que causa absenteísmo nas empresas?

As causas do absenteísmo são multifatoriais e podem ser responsabilidade da empresa ou do próprio colaborador. Nesse contexto, cabe ao RH observar onde está a origem do problema.

Nesse sentido, o absenteísmo pode resultar da dificuldade de relacionamento com colegas ou de um perfil comportamental mal encaixado. Assim, se um comunicador se sente frustrado pela falta de oportunidades para mostrar seu trabalho, por exemplo, ele vai querer buscar outras alternativas de emprego e começa a faltar. 

Os padrões de comportamento auxiliam o setor de RH a evitar equívocos já no recrutamento. Desse modo, os recrutadores conseguem encontrar profissionais mais resilientes às condições de trabalho e às rotinas da empresa.  

Muitas vezes, é possível que o problema não esteja na estrutura da organização, e sim na maneira como ela conduz seus processos. Ainda, na escolha dos profissionais que passarão a integrá-la. 

Qual a diferença entre turnover e absenteísmo?

Turnover e absenteísmo são termos ligados a indicadores distintos, mas podem estar relacionados, principalmente quando os índices de ambos estiverem muito altos. 

O absenteísmo é um indicador que monitora a ausência dos colaboradores no trabalho. Já o turnover representa os desligamentos que ocorrem em uma organização. O cálculo desse indicador é resultado da relação entre a quantidade de entradas e saídas de profissionais em determinado período. 

A partir dos conceitos, percebemos que ambos índices são diretamente proporcionais, pois quando a taxa de absenteísmo está alta, há grande possibilidade do turnover também estar alto. Mas o contrário também é possível. 

Quando esses indicadores estão elevados, a produtividade cai, por isso é necessário investigar sintomas de problemas com a estrutura ou o funcionamento da empresa. 

Como diminuir os índices de absenteísmo?

Conhecer as causas do absenteísmo na organização é meio caminho andado para aplicar soluções. Já que, ao identificar as possíveis razões, os gestores conseguem direcionar esforços para solucionar o problema. Nesse sentido, sugerimos algumas boas práticas para reduzir as taxas de absenteísmo. 

Trabalhar e fortalecer a cultura organizacional

A cultura organizacional é a base para boas relações e para o atingimento de metas. Ainda, ela norteia atitudes, comportamentos e decisões cotidianas, fatores que tornam o ambiente laboral um espaço agradável ou não. Assim, vale investigar se a cultura organizacional está afetando o colaborador a ponto de provocar ausências ou contribuindo para engajar seus times. 

Valorizar a força de trabalho

A falta de valorização no trabalho contribui para ausências frequentes. Essa relação é comprovada pela redução do engajamento e da produtividade. No entanto, algumas estratégias podem fortalecer a sensação de pertencimento do colaborador e aumentar sua valorização.

Um exemplo é o plano de carreira, que oferece perspectiva de crescimento profissional, fazendo com que o colaborador busque aperfeiçoamento e capacitação. Além disso, os feedbacks também dão muito retorno para valorizar os recursos humanos, pois melhoram a comunicação entre líderes e liderados. 

Promover treinamentos e capacitações  

Ações que aumentam o engajamento e a motivação dos profissionais são uma via de mão dupla que beneficia a organização e o colaborador. Nesse sentido, indivíduos mais capacitados resultam em qualidade no trabalho, gerando vínculo e comprometimento com a empresa. 

Analisar a ergonomia

A disciplina científica conhecida como ergonomia estuda a relação entre os seres humanos e o ambiente laboral, com o objetivo de melhorar. A ergonomia física busca elevar as condições de trabalho, para evitar danos à saúde do trabalhador. 

Nesse caso, a gestão de pessoas deve estar atenta, pois condições ergonômicas inadequadas podem acarretar lesões por atividades repetitivas e outros danos ocupacionais. 

Contribuir para melhorar a qualidade de vida dos funcionários

Problemas de saúde físicos e mentais são consequências da baixa qualidade de vida. Diante disso, as empresas precisam desenvolver uma visão global sobre as necessidades dos colaboradores. E muitas delas estão além de bons salários, boa parte das soluções têm pouco ou nenhum custo. 

NR17 e absenteísmo

A Norma Regulamentadora nº 17 (NR17), expedida pelo Ministério do Trabalho, estabelece diretrizes para adaptar as condições laborais. Assim, servem para maximizar o conforto, a segurança e o desempenho dos trabalhadores. Ela foi criada para melhorar a qualidade de vida dos empregados e, desse modo, reduzir as taxas de absenteísmo. 

Na NR17, encontramos regras que ditam as condições dos equipamentos e até programas de saúde ocupacional e treinamentos. O documento funciona como um guia ergonômico para as organizações. 

Ambiente de trabalho e saúde mental

Um ambiente de trabalho tóxico pode afetar gravemente a saúde mental das equipes. Nesse sentido, com a saúde emocional debilitada, os níveis de absenteísmo, presenteísmo e turnover aumentam. 

Desse modo, dependendo da ocupação de um indivíduo, ele passará metade do seu tempo no trabalho, sem contar os períodos de deslocamento, as horas extras e os horários de almoço. Isso significa que, se o ambiente de trabalho não for favorável, a conta do adoecimento certamente chegará para as empresas e para os colaboradores. 

Portanto, a pressão por resultados, dificuldades de relacionamento entre colegas e problemas pessoais não resolvidos são causas para o aumento do estresse e do desânimo. Quando não há assistência, o trabalhador será atingido em sua saúde mental. 

Sendo assim, as empresas têm o compromisso de criar ações e campanhas que valorizem a qualidade de vida do trabalhador. Da mesma maneira, a cultura organizacional e a gestão de pessoas devem cumprir seu papel. É possível combater o absenteísmo nas empresas. Mas melhor do que sanar danos é evitar com prevenção

Agora que você conseguiu entender o que é o absenteísmo, já sabe como medi-lo e o que fazer para melhorar seu saldo, conheça o maior portal de RH da América Latina. Acesse e veja as principais tendências na área de Recursos Humanos!

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