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Como estruturar uma controladoria de maneira estratégica

Controladoria Estratégica é uma técnica de decisão e organização pensando no futuro da empresa. Mas antes de falarmos em controladoria estratégica em particular, vamos entender o que é a controladoria de forma geral.

Considerada uma ramificação da contabilidade e da administração, a controladoria ainda é bastante utilizada pelas empresas, com o propósito de fiscalizar e controlar atividades. Sendo assim, ela tem como foco o controle financeiro empresarial, em particular a otimização dos lucros e criação de valores, agregando informações importantes para os gestores, que os auxiliam na parte operacional.

O que é Controladoria Estratégica

A controladoria estratégica é mais como uma ampliação do conceito geral, abrangendo também o planejamento estratégico, além da contabilidade e da administração. Dessa forma, a controladoria é elevada ao nível estratégico e deixa de ser uma ferramenta focada somente na otimização dos resultados econômicos. Além disso, ela fica responsável pelo desenvolvimento e acompanhamento da estratégia ao invés de só focar no controle do negócio.

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Somado a isso, ela se torna uma facilitadora no processo de tomada de decisão por parte dos níveis diretores e patentes mais altas da empresa. Em outras palavras, a Controladoria Estratégica é uma forma de pensar no futuro. E, exatamente por esse motivo ela deve estar integrada ao processo de decisão das organizações e envolver um extenso conhecimento do negócio além de uma verificação sistemática de tendências.

Como funciona a Controladoria Estratégica?

Ela funciona quando algumas etapas em questão são colocadas em prática, sendo assim possível alcançar seus benefícios.

Tais etapas são:

1 – Análise da estratégia e reconhecimento de necessidades

O primeiro passo para entender onde a empresa deseja chegar é fazer uma análise do planejamento estratégico. Do mesmo modo é preciso saber quais são as suas necessidades. Por exemplo, se o plano estratégico prevê uma redução de custos, é preciso encontrar meios de otimizar uso de recursos de modo a tornar toda a estrutura mais barata. Com isso em vista, fica a cargo da controladoria iniciar esse planejamento e mapear ações que sejam adequadas à essa necessidade.

2 – Coleta e análise de dados

Logo após dar o primeiro passo, é hora de ir em busca dos dados concretos, ou seja, aqueles que dão sustentação à operação. Eles podem ser levantados de inúmeras formas, dentre elas:

  • por meio de auditorias internas;
  • aquisição de dados gerenciais;
  • análises quantitativas e qualitativas dos resultados do negócio.

A partir disso, é possível encontrar padrões e tendências que não tenham sido percebidos anteriormente pelo negócio de maneira geral. Então, é possível orientar e dar instruções que podem ser seguidas pela empresa de modo a alcançar as metas e objetivos traçados.

3 – Acompanhamento de resultados

Não basta apenas juntar os dados e fazer análises pontuais, é também preciso fazer um acompanhamento regular dos resultados. Com isso, é possível identificar quais são os impactos de cada decisão e mudança, e assim garantir um maior detalhamento para otimizá-los.

Portanto, a controladoria é um trabalho de médio e longo prazo, onde é possível identificar a criação de novos padrões e o surgimento contínuo de novas tendências. Em especial aquelas baseadas em decisões anteriores do negócio. Além disso, esse controle serve para que sejam corrigidas rapidamente decisões que tenham sido tomadas erroneamente.

Como implantar de forma efetiva a Controladoria Estratégica nas empresas

Existem diversas formas de formalizar a implantação da controladoria em uma organização. Todas elas exigem ferramentas específicas, vejamos quais são:

1 – Balanced Scorecard (BSC)

Traduzido do inglês como “Indicadores Balanceados de Desempenho”, o BSC é uma ferramenta de planejamento estratégico onde a empresa tem claramente definidas as suas metas e estratégias, visando medir através de indicadores quantificáveis, o desempenho empresarial. Em outras palavras, ela tem como propósito alinhar o planejamento estratégico com as ações operacionais da empresa.

Se feito da forma correta, sua aplicação proporciona uma série de benefícios, como a integração de medidas financeiras, a comunicação e o feedback da estratégia, a ligação da estratégia com o planejamento e o orçamento, a garantia de foco e o alinhamento organizacional.

2 – Custeio baseado em atividades (Custeio ABC)

O Custeio Baseado em Atividades é um método de apuração de custos na contabilidade, que proporciona uma análise separada de acordo com as diferentes atividades da empresa. Também chamado de Custeio ABC, ele oferece aos profissionais contábeis uma avaliação de desempenho para cada etapa que se deseja analisar.

3 – Administração baseada em atividades (ABM)

A gestão baseada em custeio por atividade é o modelo de gestão que utiliza o Custeio por Atividade para gerenciar a organização e a produção. Sendo assim, ela fornece novas fontes de informações e proporciona formas diferenciadas de análise da empresa. Como resultado dessas novas visões do negócio é permitida uma melhor compreensão do comportamento dos custos, melhorando o controle sobre eles.

4 – Valor econômico agregado (Economic Value Added – EVA)

O valor econômico agregado é uma medida de criação de valor identificada no desempenho operacional da própria empresa, conforme retratado pelos relatórios financeiros. Em outras palavras, ela indica se a empresa está conseguindo arcar com todos os seus custos e despesas, incluindo o custo de capital próprio. Além disso, ela analisa se a empresa está tendo a capacidade de gerar lucro aos seus acionistas, uma vez que todo negócio deve produzir um lucro que cubra, pelo menos, seu custo de capital.

Como resultado, se for apurado um valor inferior a este custo, diz-se que a empresa está em prejuízo econômico (destrói valor). Em contrapartida, se apurado um valor acima do custo de capital, diz-se que a empresa está em lucro econômico (agregação de valor).

Conclusão

Em síntese, embora se trate de um processo que trará resultados a longo prazo, o ideal é que seja iniciado o quanto antes. De acordo com o que mencionamos, a controladoria permite que a empresa tenha um autoconhecimento fundamental durante todo seu funcionamento

E para competir ativamente em diversos contextos econômicos, é essencial ter uma inteligência de negócios que esteja preparada para lidar com problemas no desempenho, novidades tecnológicas e outras adversidades comuns do meio empresarial.

Participe conosco do treinamento: Controladoria Estratégica Aplicada, apresentado por Clóvis Padoveze e aprenda a pensar e agir como controller, como estruturar uma controladoria acompanhando as estratégias de sucesso e permitindo o adequado desempenho das operações. Veja um painel completo das funções de controladoria, bem como os principais conceitos e instrumentos a serem utilizados para conseguir implantar de forma efetiva a controladoria nas entidades.

Por: Fernanda Sousa

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