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Como Evitar Saídas Que Prejudiquem Sua Empresa

O índice de rotatividade, ou turnover, de colaboradores nas empresas depende basicamente da forma na qual administram e motivam seus colaboradores. Não existe um índice de rotatividade adequado, já que ele dependerá de variáveis do ramo de trabalho.

O termo turnover é a medição da rotatividade de pessoal, que mede o giro de entradas e saídas de colaboradores. Se o índice de saída for muito alto, isto se torna muito desgastante, pois a cada saída de funcionário, normalmente, segue de uma nova admissão, e este giro cria um custo alto de mão de obra.

O problema se torna preocupante quando acontecem quedas na produção e, normalmente, quando a organização enfrenta esse problema, é o momento de fazer uma criteriosa avaliação dos motivos que levaram a esse ponto.

Para reduzir este índice, deve-se, em primeiro lugar, pesquisar as principais causas, diagnosticar cada uma e finalmente atribuir uma solução. Muitos administradores podem estranhar, mas diferente do que se possa pensar, a questão salarial não é a única que influência no alto turnover, segundo a pesquisa “A Coontratação, Demissão e Carreira dos Executivos Brasileiros”, realizada pela Catho, 28,3 % dos profissionais saem ou mudam de emprego buscando uma perspectiva de carreira melhor. E também, com certeza, uma empresa que paga muito pouco para seus valores terá primeiramente que repensar essa situação, para depois utilizar outras medidas motivacionais, já que, 22,6% dos profissionais mudam em busca de um salário mais atrativo.

Algumas medidas motivacionais estão sendo adotadas, segundo Ricardo Barbosa, diretor executivo da Innovia Training & Consulting: As empresas estão investindo em programas de capacitação em educação executiva para os colaboradores, participação nos lucros da empresa, auxílio-creche, 14º salário, happy hour, meio expediente no dia do aniversário e viagens como gratificação – atitudes que cooperam para fidelizar o quadro de pessoal”.

Além destas medidas, o clima organizacional é outro fator que faz a diferença para um colaborador. Para Marcus Soares, especialista em gestão de pessoas do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), um salário alto ou equipamentos de última geração não vão motivar, porém, a falta deles sim. “O clima é um conjunto de percepções que o funcionário tem que vão desde a estrutura, produtos ou serviços que a empresa presta, mas, principalmente o clima e gestão dentro da companhia. Alguns profissionais se comportam mais como chefes e não como líderes, ou seja, tratam suas equipes de forma ríspida, causando desconforto”, explica Soares.

Existem detalhes que fazem diferença, por exemplo, uma empresa que reduz seus gastos cortando o café do funcionário gera descontentamento em suas equipes, pois, o colaborador sentirá que o efeito de uma crise caiu diretamente em sua rotina. Sendo assim, é mais eficiente dialogar com os funcionários e explicar os motivos de alguns cortes, tornando-os peças chave na mudança do quadro crítico, propondo desafios de redução de custos, por exemplo, reduções de impressões de papeis.

Um movimento interessante observado é que existem profissionais formados em universidades de ponta, que falam três idiomas e que recebem salários abaixo do mercado para trabalhar em empresas que permitem a eles ganhar know how.

Fonte: Catho

Por: Michele

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