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Como Lidar Com As Diferentes Gerações No Mundo Corporativo

Com o mundo globalizado, o Brasil pôde ter oportunidade de negócios que superaram fronteiras e distâncias, por meio da crescente mobilidade de pessoas, formou-se e forma uma rede interativa entre os países, facilitada pela tecnologia nova da informação e comunicação.

Durante os anos 90, em velocidade e dimensão nunca visto antes a globalização e responsabilidade social ganharam espaço no mundo.

Podemos entender a cultura como crenças, valores e comportamentos transmitidos de geração em geração, através do aprendizado, onde é necessário romper com a visão do “próprio humbigo” e começar a ver multiculturalidade como uma oportunidade para maior compreensão e empatia por grupos marginalizados, como os índios, “legítimos donos do Brasil”; os negros – co-criadores da riqueza no Brasil; a mulher -“a verdadeira criadora, se pensarmos pelo ângulo de que todos somos nascidos dela” e tantos outros.

Nova call to action

O líder deve visualizar que cada pessoa com cultura diferente é a chave da inovação nas empresas. No âmbito empresarial, as práticas de diversidade multicultural devem ter medidas que promovam a diferença racial, mental e comportamental entre pessoas, como um valor a ser agregado em benefício do desenvolvimento da empresa e da inteligência corporativa, com uma lucratividade de forma que a empresa tenha uma capacidade para atrair e reter talentos, clientes, fornecedores, parceiros e investidores, para alcançar seu objetivo maior: crescer e expandir com lucro.

Agora não tem mais jeito o líder deve pensar globalmente, aprender internacionalmente e agir localmente. Nossas equipes hoje são multiculturais e compostas principalmente por todas as gerações: Baby boomers, X, Y e Z. E o líder precisa ter habilidades para lidar com tantos comportamentos, valores, pensamentos e idades diferentes. Este é o desafio do gestor do presente e do futuro.

Por exemplo, temos a geração baby boomer, que visa o trabalho como a coisa mais importante do mundo e, por sua vez, o emprego é a sua identidade. Eles, nascidos após a 2ª guerra mundial, normalmente buscam um emprego para ficar nele até a sua aposentadoria. E mesmo depois de aponsetado teimam em continuar na empresa. Já a Geração X, que são os atuais executivos, nascidos entre o ano de 1965 e 79, tem foco em construir uma carreira. Os títulos adquiridos são muito importantes para eles, além de serem ágeis no aprendizado e bons empregados. São também estrategistas e acumulam riquezas para financiar e estabilizar a elevada qualidade de vida e de educação dos filhos. E a geração Y? Esta geração não tem muitas preocupações com isto, pois moram com os pais na maioria das vezes, dominam o mundo da tecnologia, e não gostam muito de monotonia e principalmente de serem contrariados. Eles nasceram entre 1980 e 2000 e são muitos dinâmicos e inovadores, com grande marketing pessoal e líderes da geração Z que já estão chegando no mercado de trabalho também, nascidos a partir de 2000 os quais serão líderes mundiais nas próximas décadas. Para eles o que importa é o conteúdo e criatividade, eles não sabem trabalhar em equipe e ainda são bem individualistas.

Por isso, a visão do líder deve ser de águia para extrair desses profissionais o melhor que cada um possa oferecer e conseguir amenizar os conflitos dentro das empresas, principalmente entre a geração X e Y. Pois a X é mais rígida, gosta das coisas mais certinhas e não aceita, por exemplo, que a geração y navegue na internet na empresa, ou fale ao celular enquanto estiverem no trabalho. Enquanto que a Y não tem paciência com os baby boomers que tem dificuldade em lidar com a tecnologia e eles também detestam reuniões longas. Este é o desafio do líder para lidar com as diferentes gerações no mundo corporativo.

Enfim, o líder deve ouvir e fornecer feedback, propiciar trabalhos desafiadores, principalmente para a geração Y que almeja um crescimento rápido e não gostam de ficar acomodados.

A sabedoria de um lider eficaz é saber aproveitar as diferenças das competências de todos, de forma sinérgica com um olhar diferente e transformador nas organizações. Poder participar mais, acompanhar de perto o desenvolvimento pessoal e profissional de cada liderado.

Por Francine de Oliveira

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