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Como O Rh Pode Não Deixar Que A Empresa Tenha Resultados!

Título estranho, não é? Pois é…

Nesse RH POSITIVO, a "equipe" de redação resolveu compartilhar um fato bem recente, nele buscando mostrar como, por vezes, RH pode estar na exata contramão da sua missão, por falta de sintonia de um que outro dos seus profissionais com aquilo que, pelo menos em tese, defendem com tanto entusiasmo: o cliente! A íntegra já foi publicada no RH.COM.BR, mas é assunto sério demais para deixar os pacientes leitores da série RH POSITIVO sem conhecê-lo.

Um profissional de consultoria recebe uma solicitação de proposta de serviços, como sempre "urgente, para ontem… coisa de quase vida ou morte… os "ômi" da diretoria estão esperando, etc.!" Entrando pela madrugada, eis que o dito profissional prepara uma detalhada proposta para execução de uma série de palestras de sensibilização para a importância estratégica dos clientes, dirigidas para o quadro de colaboradores de uma grande rede de hotéis.

Preparada a proposta, é enviada por e-mail. Passam-se os dias, dez para ser mais preciso, e é dado início a uma série de telefonemas do profissional para a empresa solicitante, na expectativa de uma resposta, qualquer resposta! Nada de uma ou de outra! A pessoa procurada nunca se encontra na sala e não se dá ao trabalho de um contato para, pelo menos, registrar o recebimento dos recados.

Passam-se mais vinte dias e – pimba! – o profissional consegue falar com a pessoa na empresa solicitante que, perguntada sobre a proposta, responde de forma displicente: "Ah! A sua proposta, né? Pois é…Num deu, né? A gente já fez as palestra (sic) e foi com outra consultoria, né? Fica para uma próxima, né? Tudo bem?". O profissional agradece polidamente, embora estivesse sentindo ferver o sangue, com vontade de carregar a displicente gestora de RH com os mais ácidos vitupérios e maldições jamais proferidas, mas existem regras de cortesia e a necessidade de auto-controle…

Passam-se mais uns quinze dias. O profissional em questão é convidado a fazer uma visita em uma grande organização da mesma cidade daquela empresa que solicitara a sua proposta. Debate daqui, negocia dali e o negócio é fechado: uma série de eventos de treinamento gerencial, envolvendo oito turmas, com dois dias de trabalho para cada uma. A empresa menciona o nome do hotel escolhido para sediar os trabalhos (um daquela rede, daquela rede!), pedindo o aval do consultor o qual, é claro, não foi dado. O profissional recomenda um outro hotel da cidade, sendo imediatamente aceita a sua sugestão, ratificada pelo preço melhor e mais serviços adicionais.

Resultado do atendimento displicente a um potencial fornecedor, na verdade um cliente mais que real: o faturamento perdido por aquela rede de hotéis (aquela, aquela!), foi, entre diárias de locação de salas e equipamentos, refeições e outros serviços, de R$15.000,00.

Pois é… Emblemático, não? Dá para pensar a respeito, não é verdade? Às vezes, a "galera" de RH trata os fornecedores de serviços como se fossem o "vice tróço do sub-tréco" , esquecendo-se de que, um dia, poderá precisar de um deles e que, como nesse caso, o fornecedor É CLIENTE, com o poder de dizer EU É QUE NÃO QUERO OS SEUS SERVIÇOS! 

Benedito Milioni,
54 anos, é graduado em Sociologia e Administração de Empresas e, por vocação e escolha, um especialista em educação empresarial. Sua carreira começou em março de 1970, como instrutor substituto de programas de treinamento de pessoal de supervisão industrial.

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