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Como ser um executivo de sucesso tendo um chefe empreendedor?

Reconhecer
o perfil empreendedor em diretorias e gerências de pequenas e médias empresas
pode ser o caminho a uma carreira de sucesso.

Pequenas e médias empresas foram as principais
responsáveis pelo crescimento da produção industrial no quarto trimestre de
2006. Segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria
(CNI), o aumento da renda e do crédito e a queda dos juros foram os principais
responsáveis por essa recuperação. Afetadas pela redução das exportações
e a valorização do real diante do dólar, as grandes empresas indicaram uma
evolução de 52 pontos, enquanto a evolução de pequenas e médias foi de 53,3
pontos.

Neste cenário, estas empresas tendem a
empregar mais. Segundo o administrador, consultor e estudioso do comportamento
empresarial há 17 anos, Luiz Fernando Garcia, reconhecer quando o chefe é um
empreendedor é fundamental para o desenvolvimento da carreira de um executivo.
“Só assim, durante o relacionamento profissional será possível identificar
algumas características comportamentais básicas e saber a melhor maneira para
agir em determinados momentos”, explica.

Para essa missão o consultor recorre às
teorias de Kets De Vries e David Mc Clelland, psicanalistas estudiosos do
comportamento empreendedor, que afirmam: “os empresários empreendedores
apresentam comportamentos semelhantes”. Têm:

1) Alta necessidade de realização;
2) Desejo do poder e de tomada de decisões;
3) Não gostam do trabalho rotineiro;
4) Preferem relações patriarcais com seus subordinados;
5) Têm alto grau de ansiedade e destruição;
6) Ausência de um planejamento em longo prazo; o que permite compreender porque
a carreira deles é uma notória sucessão de sucessos e fracassos;
7) Não faz distinção entre decisões operacionais e do dia-a-dia e mudanças
estratégicas de longo prazo;
8) Não têm senso de prioridade e podem dispender o mesmo tempo em resoluções
triviais e em decisões estratégicas fundamentais.

O caminho do empreendedor é uma estrada longa,
solitária e difícil. Os homens que a seguem são por necessidade uma classe
especial. Um grupo deles não possui as qualidades da paciência, da compreensão
e da clareza que vários de nós admiram e desejam em nossos companheiros. Os
homens que seguem o caminho do empreendedor não são pessoas notoriamente agradáveis.

A empresa simboliza a capacidade do
empreendedor de resolver e compensar as duras frustrações da infância e as
injustiças criando um ambiente onde, para que ocorra uma mudança, ele tem que
estar no controle, independente dos caprichos e favores de duvidosas figuras
autoritárias. Como resultado, a empresa apresenta:

1) Um sistema de informações (não
compartilhadas) pouco aproveitado;
2) Ausência de procedimentos padronizados e de regras e uma falta de formalização;
3) A empresa acaba utilizando critérios pessoais e subjetivos do empreendedor
com o propósito de mensuração e controle;
4) As descrições e responsabilidades dos cargos são pobremente definidas ou
inexistentes;
5) A ocultação das informações se torna uma prática comum e contribui para
o estado geral de desorganização.

A tendência, no mundo dos negócios atuais, é
fazer surgir ou formar um novo tipo de empreendedor; um indivíduo mais bem
educado, não tão impulsivo, menos preocupado com o controle e independência e
mais adaptativo em sua abordagem com o meio ambiente. Se esta for a tendência
dos novos negócios, o impacto em grandes empresas já existentes (até o ponto
que os empreendimentos internos são entendidos, a criação de novos produtos
de risco e novas distribuições tecnológicas em companhias já existentes)
pode ser enorme.

Identificar a possibilidade de ter um chefe
empreendedor para melhor agir será a melhor maneira de desenvolver sua
carreira. “Ser uma pessoa mediadora, capaz de circular entre a empresa fazendo
o meio de campo é uma ótima alternativa neste ambiente. E claro, há dicas
para isso.” explica o consultor.

Em geral, a abdicação e a sucessão são com
freqüência a única alternativa caso o crescimento continuado da empresa seja
uma meta prioritária. Mais freqüente que nunca, a separação da empresa e do
empreendedor se torna a única proposta de sobrevivência. Enquanto o espírito
empreendedor é uma das forças de compensação que previnem a queda e o declínio
da economia como um todo, no último momento, o empreendedor paga um preço
extremamente elevado no campo emocional pelo crescimento econômico.

Autor: Luiz Fernando Garcia

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