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Sumário

Como sobreviver ao mundo do downsizing

Na gestão empresarial, downsizing refere-se à redução da força de trabalho de uma empresa. Essa redução pode ser temporária ou permanente, e pode ser realizada por meio de demissões, aposentadorias incentivadas ou outros métodos.

O “fantasma” do downsizing está assombrando milhares de trabalhadores. Mesmo nos países cuja economia vai bem, este é um problema que afeta grande parte da população e tal situação se deve basicamente a dois fatores.

Primeiramente, devemos lembrar que as reestruturações internas são uma necessidade para as organizações que desejam se manter vivas e competitivas frente a esta nova realidade social e econômica.

Os negócios precisam se tornar mais enxutos e eficientes ao mesmo tempo e as empresas precisam reaprender a se relacionar com esse novo mercado que não pára de se transformar.

Frente a isso, a maioria das organizações vem redefinindo seus conceitos de gestão, suas formas de empregar recursos, seus sistemas de produção, suas relações com clientes, com fornecedores e com os próprios profissionais.

Como resultado dessas mudanças, diversos empregos de diferentes naturezas têm sido impactados diretamente. Funções de diversos níveis declinam, tornam-se obsoletas e desaparecem, ao passo que emergem novas e mais complexas oportunidades de aplicação para o trabalho humano.

A automação e o controle dos negócios online, por exemplo, pulverizaram milhares de cargos administrativos e de mão-de-obra repetitiva, em um passe de mágica. E os burocratas que bravamente ainda sobrevivem a estas transformações, podem considerar seus dias como estando literalmente contados.

É frente a este cenário caótico e de incertezas que temos a árdua tarefa de nos manter, firmemente atuantes e competitivos.

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Mas, afinal, como sobreviver ao mundo do downsizing?

Bem, a primeira coisa que devemos fazer é entender e aceitar as alterações econômicas que o mundo vem atravessando e procurar interagir ao máximo com esta nova realidade. Isto significa, na prática, buscar a requalificação a todo custo, esteja você satisfeito ou não com seu perfil de qualificações.

Em uma época onde o conhecimento torna-se renovável em curtos espaços de tempo, aprender deve ser encarado como um processo para a vida toda. Este sim é, sem dúvida, o mais importante princípio dos tempos modernos: investir no eterno aprimoramento.

Garanta que você se mantenha atualizado em sua área, participando de cursos, eventos e construindo uma rede de contatos valiosa. Isso não apenas fornece informações atualizadas, mas também se revela um recurso fundamental para conquistar oportunidades aprimoradas.

Em um segundo momento, é preciso estar atento a um outro tipo de relação com o mercado de trabalho. O profissional moderno deve administrar a sua carreira como sendo um empresário independente. Isto quer dizer, na prática, tomar a frente na gestão da própria carreira e assumir um comportamento voltado à auto-iniciativa.

As oportunidades estão agora espalhadas pelo mercado como um todo, que deve ser encarado como a única instituição na qual o trabalhador atuará eternamente.

Desta forma, considere a possibilidade de assumir diferentes tipos de responsabilidades e não apenas aquelas as quais você já experienciou.

Avalie outras oportunidades, mesmo que elas estejam abaixo de suas atribuições como profissional. Estude novas formas de interagir com as empresas… enfim, não limite a suas escolhas futuras.

É imprescindível que estejamos preparados frente às demandas desse momento de total “desordem” a fim de que possamos aproveitar os novos horizontes que surgem repletos de oportunidades. E quem estiver com dificuldades para reformular os seus conceitos, pode se considerar estando em sérios apuros.

O que os empregadores buscam nos profissionais do futuro?

O mercado de trabalho atual, na era do conhecimento, demanda diversas qualidades dos profissionais. Durante os processos seletivos, os empregadores buscam características específicas para identificar o perfil do novo profissional:

  1. Ter competências emocionais adequadas.
  2. Possuir habilidade de comunicação.
  3. Ser flexível.
  4. Saber trabalhar em equipe, sendo capaz de liderar um grupo com eficiência.
  5. Possuir um perfil generalista sendo, ao mesmo tempo, especializado em alguma área.
  6. Perceber as oportunidades com certa antecedência.
  7. Ter uma boa capacidade de adaptação.
  8. Estar familiarizado com tecnologias.
  9. Ser implicado em um eterno aprimoramento.
  10. Possuir um perfil multicultural.
  11. Ser dotado de atitude, iniciativa e foco em resultados.
  12. Ter ambição de crescimento profissional.
  13. Ser ético nas relações.
  14. Manter sempre o foco no cliente.
  15. Possuir um perfil empreendedor.

Bem, de fato estamos diante de um momento histórico onde os requisitos básicos para se fazer parte das organizações modernas não são tão básicos. Para nós, trabalhadores, isso representa a necessidade de uma reeducação profissional.

Essa é com certeza nossa saída, porque apenas revendo os nossos conceitos e estando abertos a outros horizontes é que poderemos acompanhar um mundo cuja única constante é a mudança.

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Graduada em Gestão de Recursos Humanos, com MBA em Gestão de Negócios e Pós em Marketing e Comunicação Digital, já atuei na área de RH, comunicação, atendimento ao cliente como customer success, e atualmente realizo treinamentos com foco na Gestão comportamental e estruturação de projetos.
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