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Competência em Relacionamentos

Vitor O Ribeiro

Ultimamente se tem buscado de forma cuidadosa entre os profissionais aqueles que possuem um maior e mais completo conjunto de competência que possa ser colocado a serviço da empresa e que contribua com a mesma a fim de alcançar as metas por ela determinada. Nesse sentido, as competências tem se tornado o foco das atenções deste o processo de seleção ate o desenvolvimento de profissionais já inseridos na empresa.
Essas competências se dividem, na maioria das vezes em Técnicas e Comportamentais, embora, erroneamente se destine mais atenção à procura de profissionais que possuam competências técnicas do que comportamentais.
Desta forma muitas vezes se obtém profissionais altamente capacitados tecnicamente, mas pouco preparado psicologicamente devido a um despreparo em relação às competências ligadas ao comportamento do mesmo em relação aos demais colegas dentro da organização.
Sendo assim, há uma crescente necessidade de se buscar profissionais que sejam não só competentes tecnicamente mais também psicologicamente preparados. Uma vez que, se entendermos que um profissional para que desempenhem de modo completo suas tarefas, independente de qual seja a sua função, necessitará de um amplo conjunto de competências comportamentais a fim de desempenhar uma de suas mais importantes tarefas: se relacionar.

Hoje, principalmente com o avanço da tecnologia, todos nós somos participantes de uma rede social que cresce a cada minuto. Nos relacionamos em casa, ao tomarmos um ônibus, com nossos familiares, com nossos colegas de trabalho, sem dizer do relacionamento mais que necessário que devemos ter com nossos clientes e superiores. Desta forma saber se relacionar tem se tornado uma das mais importantes competências a ser buscado nos profissionais. Visto que, a fim de ser completo, cada profissional deve investir tempo e recursos, se necessário, com o objetivo de agregar em seu rol de competências essa vital qualidade.
Pense como é ter que passar cerca de nove horas de seu dia ao lado de alguém a quem você não suporta. Ou ter que se reportar a um superior que ignore seus subordinados. Nessas circunstâncias podemos considerar o trabalho literalmente como um instrumento de tortura.

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Com a finalidade de contribuir para que tais circunstâncias sejam amenizadas ou mesmo corrigidas, sugerimos que aplique em seus relacionamentos o principio da “competência em relacionamentos”. Para isso é necessário entender o conceito relacionado a esse termo.

“Competência – conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que, quando integrados e utilizados estrategicamente, permite atingir com sucesso os resultados que dela são esperados na organização.” Essa é a definição encontrada no livro de Benedito Milioni, Dicionário de Termos de Recursos Humanos, para a palavra competência.” (Fonte: Jornal Carreira & Sucesso – 273ª Edição)

Resumindo, é o resultado da busca do Conhecimento que colocado em prática proporciona Habilidades, que por meio da Atitude devem ser aplicados e empregados a fim de se obtêm um determinado resultado.
Desta forma, quando aplicamos esse conceito ao exercício da manutenção dos relacionamentos podemos entender que antes de qualquer outra coisa, para que o relacionamento venha ser bem edificado e duradouro devemos buscar em primeiro lugar nos dedicar e nos empenhar na necessária tarefa de investir tempo na obtenção de “Conhecimento”.

Conhecimento sobre nos mesmos.

Lembre-se sempre deste principio: “antes de tentar conhecer o outro, invista tempo no conhecimento de si mesmo.”

De nada adiantará conhecer os pro – menores dos que se relaciona com você se não conhecer a si mesmo antes.
Quando dedicamos tempo nesta tarefa temos a oportunidade de entender o porquê às pessoas se comportam de diferentes maneiras. Desta forma procure realizar uma auto-análise buscando conhecer como costuma agir ou reagir diante de diversas situações. Estude situações passadas que possam lhe fornecer informações de como você agiu ou pode vir a agir se estas mesmas situações voltarem a ocorrer.
Faça uma lista onde possa identificar e destacar quais são as suas crenças pessoais, princípios e valores, ao fim, descreva qual é a visão que tem de si mesmo e do mundo ao seu redor, no presente e qual sua projeção de si e do espera do mundo ao redor para o futuro. Isso lhe fornecerá subsídios para que possa antever como se portará diante das mesmas situações se estas vierem a ocorrer no futuro nos relacionamentos que mantém.

Conhecimento sobre aqueles com quem se relaciona.

“Nosso maior erro é cremos que somos capazes de julgar os outros pelo que vemos e ouvimos.”

Quantos de nos já não cometemos esse terrível erro de pré-julgarmos alguém levando em conta somente o que vemos e ouvimos desta pessoa. Deus nos deu cinco sentidos bem preparados para que por meio deles possamos colher a maior quantidade possível de informação do ambiente ao nosso redor. Não é por acaso que um relacionamento pra que seja realmente verdadeiro deve conter o “contato”. Ainda assim, insistimos na tentativa de começar ou evitar um relacionamento excluindo o contato como meio de obter conhecimento. Não é por acaso que a essência do relacionamento é o contato. Relacionamento é contato e por meio dessa interação nós podemos realmente obter não só informação, mas também conhecimentos reais sobre as pessoas e esse tipo de conhecimento que advêm do contato não abrem espaço para que haja pré-julgamentos infundados. Pois o contato diminui a possibilidade de erros de interpretação, é através do olho no olho que obtemos a verdade sobre aqueles que interagem conosco.
Sendo assim, busque por meio do “contato” pessoal conhecer as pessoas. Tire tempo para olhar em seus olhos, saber quais são suas expectativas e sonhos, suas preferências, sua visão de presente e futuro e principalmente procure perceber quais são as crenças, princípios e valores que esta pessoa prioriza.
Neste processo, não se esqueça de permitir que as pessoas com quem se relacione obtenham de você também às mesmas informações isso facilitará a sua convivência com a mesma.

Segundo, agora que já colhemos informações, precisamos utilizá-las na prática do relacionamento diário a fim de que se desenvolva a “Habilidade”.

“A habilidade é antes de tudo o resultado da prática.”

O relacionamento é um exercício que deve ser praticado todos os dias, ao nos relacionarmos conosco mesmo, diante dos acertos, vitorias e conquistas, bem como ao nos depararmos com situações difíceis, barreiras ou mesmo com derrotas e fracassos. E principalmente ao nos relacionarmos com os outros onde estaremos da mesma forma, nos deparando com sucessos e fracassos, mas agora experimentados por outros e não por nos mesmo.
Sendo assim precisamos colocar nosso conhecimento sobre a pessoa em pratica na tentativa de apresentar soluções, auxilio ou mesmo estar pronto para parabenizar, quando a situação assim requerer.
Por se tratar de um exercício o mesmo exigirá esforço e muitas vezes esse esforço será repetitivo, por isso aproveite para exercitar também a paciência, pois para que obtenhamos um relacionamento verdadeiro e produtivo será necessário investir bastante tempo.
Exercite também a temperança e principalmente o amor para com o próximo. Estes são elementos que certamente contribuirão para que obtenha e desenvolva suas habilidades no relacionamento.

O terceiro ponto é igualmente importante. Uma vez que obtemos conhecimento sobre aqueles com quem nos relacionamos e em relação aos mesmos temos nos esforçado a fim de adquirirmos a habilidade por meio do exercício de se relacionar, temos que entender que muitas vezes um relacionamento, mal começa e já esta fadada ao fracasso, por que além de conhecer e saber se relacionar precisamos estar realmente disposto a assim fazer, as partes precisam querer e isso nada mais é que ter Atitude.
Atitude significa querer fazer, no nosso caso, querer colocar em pratica, em fim, querer se relacionar. De nada adianta conhecermos as pessoas e termos a oportunidade de construir junto delas uma relação construtiva e benéfica a ambos as partes se uma das partes não deseja assim fazer. Se uma das partes envolvidas numa relação se oporem a outra, esta estará criando um bloqueio, uma barreira que só poderá ser derribara por ela mesma.
Uma vez que isso ocorra o mais importante é saber preservar a individualidade e o momento da outra pessoa. Forçar para que essa barreira seja derribada por meio de imposição não é a melhor alternativa.
Da mesma forma que se relacionar exige esforço, para conduzi-lo em momentos difíceis exigi paciência, atenção e amor. Procure desenvolver habilidade nessas áreas também.

Mas se já tem procurado de muitas formas e de diversas maneiras, ainda sem sucesso. Se já havia tentado colocar em pratica os conselhos apresentados ate aqui e mesmo assim não tem havido mudança ou progresso, quero lhe apresentar algo que pode estar faltando em seus relacionamentos. Algo que considero ser a mola mestra de todas as competências. O motor que o levar avante e sem duvida alguma o elemento que faltava para se obter o sucesso e a felicidade nos relacionamentos, a Iniciativa.
De todas as competências existentes nenhuma delas é mais importante do que a iniciativa. Iniciativa significa, de forma resumida, ser o primeiro a propor ou o primeiro a fazer quando algo é proposto. Ser o primeiro a propor ou fazer, isso é fundamental.
De nada adiantará conhecer, ser hábil, e querer se não tiver a iniciativa de ir e fazer. Muitos relacionamento são mal construídos e mesmo os que já existem mal conseguem se manter por que, muito se sonha e se espera, mas pouco se faz na pratica.
As pessoas se acomodam em pensar que a responsabilidade da manutenção e fortalecimento dos relacionamentos é sempre de uma única parte envolvida. Um espera da outra e o outro não faz por estar esperando que o primeiro venha a fazer. Isso destrói ao invés de edificar.
Há muitas coisas que colaboram e muito para a edificação de um relacionamento: atenção, dialogo, paciência, tempo, amor etc. Mas mesmo esses importantes elementos são inúteis se não forem praticados, se não deixarmos a teoria e executarmos. Todos gostam de serem lembrados, mas se não pegamos o telefone e ligamos para a pessoa lembrada ela nunca ficará sabendo de suas intenções. Assim, intenções sem ações não produzem efeito nenhum, lembre-se disso.
Invista tempo em seus relacionamentos, fortaleça-os e procure colocar esses conselhos em prática e não se esqueça tenha iniciativa.

Um grande abraço e fique com Deus!

Vitor O Ribeiro – Graduando em Gestão de Recursos Humanos pela FIB (Facauldades Integradas de Bauru), com formação Técnica em Contabilidade pelo IESB – PREVE (Instituto de Ensino Superior de Bauru) – Na área de RH desde o ano de 2006. Hoje atua como Analista de RH em empresa de Assessoria Empresarial, já tendo trabalhado em pequenas, médias e grandes empresas. Alem de desenvolver e ministrar curos e palestras motivacionais com foco nas areas de Atendimento a Clientes, Vendas, Liderança, Gestão de Equipes, Bem Estar Físico e Espiritual, Qualidade de Vida e Rotinas e Calculos Trabalhista.
Contato: http://vitororibeiro.blogspot.com/; vitororibeiro@gmail.com

Por: Vitor

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