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Comportamento social e etiqueta profissional

É curioso como ultimamente as empresas tem se preocupado com a formação ética e social dos seus colaboradores. Isto denota que há algo de “podre” no reino das organizações brasileiras. Tem surgido uma demanda muito significativa para formação e desenvolvimento da postura social e etiqueta profissional. Será que nossos funcionários desaprenderam sobre convívio social e boas maneiras no trato profissional? Parece que sim!

Com o crescente nível de exigências de conhecimento técnico para o preenchimento das ofertas de trabalho, algumas vezes os profissionais de RH e as próprias chefias esquecem-se do fundamental: o ser humano. Dominar determinada área técnica não é mais o único fator relevante para o sucesso profissional. Daniel Goleman e muitos outros consultores que estudam o comportamento social nas organizações modernas alertam sobre a importância de utilizarmos corretamente nossa inteligência emocional, ou seja, tirarmos o melhor proveito de nossa capacidade de relacionar-se com as pessoas. Saber como se portar em uma reunião, em um almoço de negócios, em um coquetel, ou mesmo no dia-a-dia da empresa tornou-se fundamental para o futuro da carreira dos jovens e experientes profissionais.

A seguir relaciono três práticas de etiqueta profissional e comportamento social que, muitas vezes esquecidas ou não exercitadas por nós, podem causar situações embaraçosas ou até mesmo prejudicar o futuro profissional.

Nova call to action

Cuide, em primeiro lugar, de si mesmo, da sua apresentação pessoal. Invista na sua imagem e na auto-imagem. Valorize-se! Existem pessoas que marcam sua existência pela elegância, outras pela total falta de bom senso na hora de se vestir e se portar. Portanto, quando for trabalhar deixe em casa as roupas coloridas, transparentes e decotadas, as saias justas, as bijuterias grandes e pesadas, os saltos muito finos e altos, as gravatas de bichinhos, aquele terno pink, o sapato velho e desgastado. Lembre-se do famoso ditado que diz: “a primeira impressão é a que fica”. Reflita sobre a imagem que quer transmitir para as outras pessoas e o que tem feito para isto. Peça a seus amigos um feedback sincero sobre sua apresentação pessoal. Vale aqui uma ressalva de que apresentação pessoal não tem a ver com beleza, raça ou tipo físico.

Outro fator que está diretamente relacionado com sua imagem é a comunicação. De nada adianta estar muito bem vestido, andar corretamente, cumprimentar as pessoas adequadamente se na hora de expor suas idéias, ou participar de uma reunião, só ouve-se erros de concordância verbal, gírias, piadinhas de mau gosto, interrupções constantes para contar vantagem, etc. Ouça mais as pessoas e exercite sua comunicação. Leia mais, participe de cursos, escreva com freqüência, pratique, pratique, pratique!

Evite fofocas. Conheça a história do funcionário que foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o chefe, saiu-se com esta:

– Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele…

Nem chegou a terminar a frase, o chefe aparteou:

– Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?

– Peneiras? Que peneiras, chefe?

– A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?

– Não. Não tenho não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram – completou.

– Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito? – o chefe questionou.

– Claro que não! Nem pensar, Chefe.

– Então, sua historia vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira que é a UTILIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?

– Não, chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que iria contar – fala Olavo, surpreendido.

– Pois é, Olavo. Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? – diz o chefe sorrindo e continua: – Da próxima vez em que surgir um boato por ai, submeta-o ao crivo dessas três peneiras: VERDADE, BONDADE, UTILIDADE, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante.

Na vida representamos diversos papéis: de filho-filha, de pai-mãe, de empregado-patrão, etc. Em cada um deles devemos ter o bom senso de nos adequarmos conforme as normas e regras existentes. Para este conjunto de normas e regras é dado o nome de sociedade. Uns dizem que as regras foram feitas para serem quebradas, mas que confuso seria se não as tivéssemos para nos orientar?

Rogério Martins
rogerio.martins@personaconsultoria.com.br
Graduado em Psicologia e possui Pós-Graduação em Recursos Humanos e Psicodrama

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RISONEIDE BANDEIRA
RISONEIDE BANDEIRA
1 ano atrás

essas informações acrescentaram bastante na minha pesquisa.
Muito Obrigado