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Comunicação: saiba como se comunicar melhor no trabalho

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Por José Antônio Tavares Junior, instrutor do Senac Goiás (go.senac.br) na área de Gestão, advogado, consultor empresarial, empresário e integrante do projeto Senac Infinite

Uma das habilidades mais desejadas e requeridas dos profissionais é, sem dúvida, a comunicação. É justamente nesse ambiente organizacional, em que é tão importante e necessária, que a comunicação acaba por se tronar um dos maiores problemas. Como profissional de consultoria e instrutor do Senac Goiás, me deparo com o depoimento de alunos quanto a esse problema tão real, emergente e significativo.

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Aqui não viemos constatar o óbvio, mas sim entender todo o processo da comunicação, suas falhas e ruídos nas empresas e nos profissionais e, com isso, apontar algumas dicas valiosas para diminuir o percentual que varia de 60 a 80% dos problemas nas organizações.

Vamos entender primeiro como se dá o processo de comunicação. Esse processo é construído da seguinte forma: primeiro temos o emissor que escolhe como se comunicar e define o canal (a boca, por exemplo) e a mensagem (fala) em um determinado ambiente.

Essa mensagem poderá ser dirigida a um ou mais receptores, os quais irão decodificar a mensagem (interpretar) e fornecer ao emissor uma resposta (verbal ou não-verbal). O primeiro grande problema é que quando nos expressamos não tomamos cuidado para falar de uma forma que o outro vai entender.

Simplesmente acreditando que isso não tem qualquer repercussão, formulamos a mensagem sem nos preocupar com quem estamos interagindo. Outro problema é não perceber se o ambiente é propício, se o momento é o certo e não validar se a mensagem chegou da forma que se pretendia comunicar.

A nossa comunicação e o seu processo têm que ser bem observados, pois a parte não verbal da nossa comunicação corresponde a 93%, enquanto 7% é o conteúdo da mensagem, fato por vezes ignorado. Outro ponto que agrava essa situação é justamente a questão da escuta.

Por vários fatores, ouvimos e não escutamos: pressa, desatenção, desleixo, prolixidade, entre outras. O fato é que internamente as organizações devem insistir em treinamentos e alinhar uma cultura que possibilite uma melhor interação. Normalmente, indico que a comunicação – interna e externa – tenha, no mínimo, três componentes: ser simples, clara e objetiva.

Acredito que esse é o grande desafio na comunicação: tornar a informação acessível a todos, livre de vícios de linguagem e que possamos entender quem são os nossos interlocutores (receptores da informação). Alertamos sobre um problema que deverá ser tratado urgentemente, pois a comunicação interna nas organizações se expande para a comunicação externa, clientes, parceiros, fornecedores e outros. Criando assim uma imagem ruim das organizações que não promovem as necessárias ações para corrigir tais problemas.

Finalizo apontando algumas boas práticas para corrigir e/ou minimizar tais problemas, vejamos:

1 – Desenvolver uma cultura que foque na identificação e correção dos problemas existentes na organização em sua totalidade

2 – Diminuir a quantidade de ruídos nas mensagens

3 – Diminuir excessos e lacunas na comunicação

4 – Eliminar expressões que causam falta de clareza na mensagem e falta de lógica da estrutura da mensagem

5 – Avaliar diferenças de contextos entre o emissor e receptor

6 – Diminuir a dispersão do receptor

7 – Reduzir a falta de motivação ou despreparo do emissor

Se você quiser saber mais sobre como entender a comunicação no ambiente de trabalho, confira nosso artigo sobre Comunicação Não Violenta. Você aprenderá sobre a busca da resolução de conflitos por meio de diversas práticas!

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