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Conexões Que Geram Resultados

Este
foi o tema do 10o CONGRESSO MUNDIAL DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS,
promovido pela WORLD FEDERATION OF PERSONNEL MANAGEMENT ASSOCIATIONS e
realizado pela ABRH NACIONAL – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RECURSOS HUMANOS,
nos dias 17 a 20 de agosto passado, num dos mais belos cenários brasileiros: a
cidade do Rio de Janeiro.

 

Os
dados abaixo relacionados comprovam que foi o maior evento já realizado pela
WFPMA: estiveram presentes 4.280 congressistas (quase o dobro dos anos
anteriores) vindos de 45 países e 136 conferencistas; foram apresentadas 99
palestras (2 reapresentadas); 17 empresas relataram suas experiências e um público
total de aproximadamente 13 mil pessoas circulou pelo espaço do congresso,
incluindo os visitantes da EXPO ABRH 2004.

Uma
das inovações do evento foi a ARENA SOCIAL, criando um espaço para conectar
empresas, ONG’s e congressistas, com o objetivo de conhecer e discutir políticas,
programas e resultados em Responsabilidade Social Corporativa, por onde passaram
aproximadamente 1500 pessoas.

 

No
decorrer do Congresso, a ABRH Nacional promoveu um encontro com todas as delegações
dos países Africanos com as presenças de Carlos Aldao Zapiola, presidente da
WFPMA e Tiisetso Tsukudu, presidente da Federação Africana, com o objetivo de
facilitar a conectividade entre esses países e manifestar a disposição da
Associação Brasileira em compartilhar sua experiência e ajudar no
fortalecimento do associativismo desses profissionais. Segundo Luiz Augusto
Costa Leite – Coordenador Temático do X Congresso Mundial de Gestão de
Recursos Humanos : “Fomos ousados ao definir as expectativas do Congresso
Mundial. Tínhamos pouco tempo para atender ao desafio da World Federation,
em função da desistência de Singapura, mas queríamos um Congresso que
refletisse o estado da arte da gestão de pessoas no mundo. Procuramos conteúdos
onde estivessem as melhores contribuições. De universidades e institutos
internacionais, vieram onze palestrantes, mais sete de consultorias e dezesseis
altos executivos empresariais. Com isso, tivemos o melhor em conceituação,
metodologias e práticas. Queríamos pesquisas e mostramos as mais recentes
investigações. Queríamos diversidade e trouxemos convidados da Índia, China,
Gana, Argentina, África do Sul, além dos países líderes em modelagem de gestão
de pessoas. Queríamos alertar para as demandas universais em trabalho e
emprego, o que foi feito pelo Diretor Geral da OIT, Juan Somavia. Queríamos,
enfim, que os mais de quatro mil participantes agregassem valor às suas
carreiras e os depoimentos comprovam isso. Em suma, queríamos um evento acima
de nossas próprias forças. Como dizemos popularmente no Brasil: valeu!”.

 

Valeu,
pela grande oportunidade de refletir sobre o tema CONECTIVIDADE, fundamental num
mundo globalizado, de aceleradas mudanças, de rica diversidade cultural e onde
o Homem precisa resgatar a conexão consigo mesmo, com sua essência, com a
natureza e com os seus valores.

Valeu,
pela possibilidade de conhecer pesquisas, estudos, experiências sobre as
melhores práticas de Gestão de Pessoas, que permitam conectar pessoas,
processos, sistemas, na busca de resultados e vantagens competitivas para as
organizações e de uma sociedade mais responsável por sua própria construção!

 

Valeu,
pelo presente ofertado aos congressistas, o livro CONEXÕES QUE GERAM RESULTADOS
NO MUNDO DO TRABALHO, onde 40 grandes nomes mundiais da Gestão de Pessoas
revelam o que pensam sobre o tema, através da resposta à seguinte pergunta:
Quais
são as conexões relevantes e indispensáveis no mundo do trabalho que produzem
e perenizam resultados?

Sobre
as diferentes respostas, vale ressaltar o comentário do atual presidente da
ABRH Nacional, Luiz Carlos Campos, na apresentação do livro, que diz :
“Em cada depoimento, uma história que acumula sabedoria. Em cada história,
uma oportunidade de estabelecer nova conexão.”

Aproveitando
esta nossa conexão, e com o objetivo de provocar reflexões nos estimados
leitores, compartilharei um, dentre os ricos depoimentos do citado livro, a
resposta dada por Oscar Motomura (Brasil) um dos conferencistas: “Minha
resposta a essa pergunta chega a vocês na forma de outras perguntas que
estimulem a pensar sistematicamente no tema. É minha forma de dizer que seria
necessário um congresso como este a cada ano para responder esse tipo de
pergunta, até porque, cada um dos conceitos inerentes mudará de significado
– sutilmente – como o passar do tempo”.

  • Produzir
    resultados para quem: para poucos privilegiados ou para todos, para o bem
    comum? Que resultados? Atendimento eficaz de necessidades humanas essenciais
    de todos? Lucros pela produção de bens supérfluos para as necessidades não
    essenciais?

  • Qual
    é o mundo do trabalho de que falamos? É do trabalho significativo, feito
    por organizações úteis, ou do trabalho que gera produtos e serviços até
    prejudiciais aos seres humanos, à sociedade e ao ambiente?

  • Conexões
    protocolares, formais, mecânicas entre egos ou conexões profundas,
    verdadeiras, genuínas, que envolvam a mente, corpo e espírito? A qualidade
    dessas conexões mais profundas dependeria de que competências? Competências
    sociais de “pessoas que entendem de gente”?

  • Como
    manter em todas as profissões e em todo tipo de trabalho pessoas que
    entendem muito de gente? Isto é responsabilidade de quem? De todos NÓS?.

Que
as nossas inquietações também gerem bons resultados!

 

Material
retirado (em parte) do Pocket MBA O Executivo e o Gestor Séc. XXI

DENIZE
DUTRA

Consultora
do MVC

Por:

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