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Conheça dez tendências da Educação Corporativa e entenda como elas impactam nas empresas

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O mundo está mudando!

Desde a década de 1980 é possível notar um maior impacto das tecnologias no mundo corporativo, o que tem provocou um novo olhar para o capital humano das empresas e a necessidade de adaptar a administração dos negócios para uma era “menos linha de produção”, ou seja, mais eficácia para superar a concorrência.

Nova call to action

É possível perceber a transição do industrial para serviços, onde ocorre uma transformação digital: mobilidade, plataformas sociais, big data e cloud computing. As ondas de desenvolvimento tecnológico criaram demandas mais exigentes e crescimento acelerado para as empresas e o mercado em que estão inseridas, além das mudanças de comportamento dos clientes e stakeholders.

Para atender o público as empresas precisam criar novas propostas de valores e experiências para continuar atendendo os seus clientes, além da necessidade de inovação constante. E isto gerou a necessidade de redesenhar os modelos de operações das empresas, que perceberam que os colaboradores da ponta, a parte operacional do negócio, podem contribuir diretamente para o nível estratégico.

Linha do tempo da Educação Corporativa

Na década de 1990, Peter Senge publicou o livro “A quinta Disciplina” e este trouxe conceitos para um novo modelo de reestruturação da administração, que ainda possui um embasamento industrial com teóricos “Fordistas-Tayloristas”.

O livro traz as seguintes disciplinas:

  • Pensamento sistêmico;
  • Domínio Pessoal;
  • Modelos Mentais;
  • Visão Compartilhada;
  • Aprendizagem em grupo.

Para entendermos como ele fundamental na linha do tempo da Educação Corporativa iremos abordar apenas três delas:

Pensamento Sistêmico

Este se refere às redes de relacionamentos, principalmente porque as empresas são organismos que precisam ligar os setores e processos para um melhor funcionamento.

Visão Compartilhada

Visão que une o grupo na ação. Se trata da busca pelos objetivos e ideais, onde todos participam das decisões, trazendo suas vivências e experiências visando melhorias nos processos e otimização para inovação nos produtos e serviços para vencer a concorrência.

Aprendizagem em grupo

Este refere-se diretamente as trocas de conhecimentos que os colaboradores possuem, obtidas dentro da empresa através do trabalho que executam e os que foram adquiridos fora com vivências em outras organizações.

Estes conceitos foram fundamentais para a criação das bases da administração e gestão do conhecimento das organizações, o que exige que estas possuam a preocupação em registrar as melhores práticas e informações em bancos de dados para que os seus colaboradores possam ter fácil acesso.

A medida que o capital humano está recebendo uma atenção diferenciada, os setores de Treinamento e Desenvolvimento foram evoluindo até chegar em Universidades Corporativas, que aplicam além de treinamentos para a atividade fim da empresa, executam cursos e atividades que visam o desenvolvimento integral do colaborador de forma estratégica para impactar o negócio. Assim como o conceito das universidades acadêmicas, as corporativas focam em competências distintas, alcançando a comunidade envolvida, como clientes e fornecedores, desempenhando um papel social além da visão estratégica.

Dez tendências da Educação Corporativa

Para entendermos as mudanças que estão ocorrendo e como o departamento de Treinamento e Desenvolvimento evoluiu, listamos aqui as dez tendências da Educação Corporativa.

EAD Mobile

Estamos cada vez mais conectados através de Smartphones e Tablets, sendo assim por quê não investir em Educação Corporativa em modelos Mobile?

Em 2016 a FGV publicou a 27ª Pesquisa Anual do Uso de TI no Brasil e segundo os dados Já temos 244 milhões de DISPOSITIVOS MÓVEIS conectáveis à Internet no Brasil (Notebook, Tablet e Smartphone). Isto corresponde a 1,2 dispositivo portátil wireless por habitante.
(Fonte: http://eaesp.fgvsp.br/ensinoeconhecimento/centros/cia/pesquisa)

Através de plataformas EAD para a Educação Corporativa, uso de linguagem interativa e conteúdos de acordo com o público alvo é possível engajar os colaboradores para treinamentos mais flexíveis através dos dispositivos mobile.

Ferramentas Colaborativas Digitais

No início deste artigo falamos em Gestão do Conhecimento e como é importante a prática de reunir conhecimentos adquiridos fora e dentro do local de trabalho para melhorar as atividades cotidianas.

Basicamente as ferramentas colaborativas digitais auxiliam em três pontos:

Recrutamento e seleção: Divulgação de vagas, indicações e melhor comunicação com gestores e profissionais de RH;

Inovação: Ideias dos colaboradores que atuam diretamentamente no operacional chegam aos cargos mais altos (estratégico) sem tanta burocracia, que podem aumentar os lucros no curto prazo;

Experiência e Conhecimento: Banco de dados onde é possível contribuir e acessar livremente informações e conteúdos das atividades executadas cotidianamente. Seria uma evolução dos manuais e normativos impressos, sendo muito mais interativos, além de motivar os colaboradores porque os mesmos são ativos no processo.

Sala de aula invertida

Para quem pensa que o treinamento presencial vai sair de moda está enganado. A sala de aula está sendo transformada para que os momentos presenciais sejam melhor aproveitados e a figura do professor se transforma de um “passador de conteúdo” para um facilitador, tirando dúvidas, desenvolvendo raciocínios e discussões.

O processo da sala aula invertida funciona através de preparação em casa, oriunda de uma tarefa de casa e o espaço presencial serve para ser mais participativa e produtiva.

Gamificação

O termo Gamificação se refere às dinâmicas e mecânicas de jogos para engajar as pessoas para aprender e melhorar ações.

Somos atraídos por jogos desde que nascemos, sendo estes, digitais ou analógicos, porque é uma forma divertida de aprender, interagir, desenvolver a competição saudável e ser recompensado.

A ideia de utilizar esta metodologia na educação corporativa visa despertar o interesse dos colaboradores, engajar nas atividades, criar um ambiente propício para aprender, estimulando a absorção e retenção dos conteúdos. A gamificação promove também uma mudança de comportamento para os colaboradores, porque estes precisam simular situações e vivências de acordo com o proposto.

Educação Socioambiental

A preocupação com o meio ambiente é uma estratégia das empresas para aumentar o valor das suas marcas e consequentemente, para que essa seja um valor da cultura organizacional, ela precisa ser disseminada através da educação corporativa.

A principal conceito da Educação Socioambiental é conscientizar os indivíduos e organizações que as suas ações impactam diretamente o meio ambiente. Os cursos e atividades possuem como proposta uma conscientização para mudança de postura e ações.

Big Data

O termo Big Data se refere a grande quantidade de armazenamento e processamento de dados em alta velocidade com o intuito de identificar padrões de negócios e comportamentos de clientes.

Para a educação corporativa, os Big Datas podem impactar nas plataformas de Ferramentas Colaborativas Digitais para processar os dados, além de identificar novos materiais de aprendizagem na internet, apresentar dados e gráficos do desempenho dos treinamentos aplicados, comportamento do público alvo e antecipar demandas de cursos .

Estamos falando da tendência que talvez seja a mais demorada para se tornar realidade.

Neuropsicologia

Este campo da ciência busca entender como funciona o cérebro, memória e pensamento aplicados à aprendizagem.

Cada vez mais a Neuropsicologia revolucionará a maneira como aplicamos os treinamentos e como criar ferramentas que maximizam a aprendizagem, inclusive para recrutamento e seleção de colaboradores para áreas específicas que necessitem de determinadas competências para realizar as atividades.

Multidisciplinariedade

A multidisciplinaridade é uma exigência cada vez maior das empresas, que visam colaboradores com conhecimentos diversos em diferentes áreas para agregar as atividades e colaborarem com o planejamento estratégico da empresa.

Modelo 70:20:10

Este modelo está baseado nos estudos de Morgan McCall, Robert W. Eichinger e Michael M. Lombardo, do Center for Creative Leadership, Carolina do Norte, EUA, em meados da década de 1990.

O modelo divide a aprendizagem em três partes:

70% do que aprendemos advêm do que vivenciamos no cotidiano, interações com colegas através de discussões e explicações, ou seja, dos desafios da rotina de trabalho.

20% ocorre na interação do ambiente de trabalho e dos feedbacks recebidos nestes relacionamentos interpessoais. Neste aspecto está incluso os processos de mentoring e coaching.

10% vêm da aprendizagem formal, através de cursos, workshops, leituras e treinamentos formais.

Aprendizagem informal

A aprendizagem é um processo onde adquire-se novas competências e conhecimentos para melhorar o desempenho. Quando falamos em aprendizagem informal, estamos falando num método de educação onde não se possui métodos para orientar a aprendizagem.

O aprendiz busca, através das suas próprias necessidades ou desejo, conhecimentos onde quer melhorar sem precisar necessariamente de um tutor para orientar o que e como deve fazer isto.

Dentro desta metodologia, podemos citar colaboradores que buscam processos de coaching, mentoring, podcasts e cursos para melhorar o desempenho no trabalho.

As tendências destes artigo nos mostram um período de médio prazo visto que as tecnologias caminham a passos largos e ainda temos uma abertura para falarmos sobre as tendências comportamentais, que tratam do aspecto “menos tecnológico” da gestão de pessoas, porque afinal, nem tudo é somente tecnologia e internet. Contudo, isso fica de pauta para um próximo artigo!

www.carolinebona.com.br
contato@carolinebona.com.br

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Por: Caroline Bona

Tecnóloga em Processos Gerenciais, Especialista em Administração e Gestão do Conhecimento, Pós graduanda em Pedagogia Empresarial e Educação Corporativa, Coach Educacional, Personal e Life Coach, Líder Coach e professora conteudista. Sou Coach Educacional para desenvolvimento de profissionais que desejam assumir a liderança de sua carreira e acreditam que a educação é uma arma poderosa de mudança. Atuo como pesquisadora, escritora e palestrante de temas na área de Gestão, Educação e Desenvolvimento Pessoal. E sou apaixonada por isso! Neste espaço pretendo compartilhar sobre estes assuntos para promovermos trocas de conhecimentos e interações para crescermos juntos. Vem comigo?

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