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ConsciÊncia Emocional: Validar EmoÇÕes E Pensamentos Para Seu BenefÍcio

Muitos de nós, por vezes, na nossa vida ficamos confusos acerca daquilo que sentimos e pensamos, o que nos conduz a uma indefinição comportamental. Temporariamente temos dúvidas acerca de como agir. Podemos também questionar porque razão nos estamos a sentir de uma determinada forma, ou ainda, porque estamos a ter alguns pensamentos que nada têm a ver com aquilo que gostamos ou pretendemos fazer. Quando enfrentamos situações idênticas à descrita anteriormente, podemos gerar conflitos internos e ver o nosso equilíbrio emocional afetado negativamente. Mas, porque razão isso nos acontece? Porque ficamos atrapalhados com os nossos sentimentos e pensamentos? Porque razão aquilo que sentimos e pensamos, por vezes nos causam tanto mal-estar?

Certamente, uma das razões, é uma consciência emocional pouco desenvolvida. Quando não temos noção do que estamos a sentir, e porque estamos a sentir uma determinada emoção, a tendência é para que possamos agir em automático, em reação, sem a autoridade da nossa consciência. E, por vezes quando agimos por impulso, sem consciência do impacto e da influência que as emoções e pensamentos têm na nossa forma de agir, prejudicamo-nos. Para que possamos aumentar a nossa consciência emocional e passar a agir em consonância com os nossos objetivos, valores e significado de vida, importa validar as nossas emoções e pensamentos.

O QUE É A AUTO VALIDAÇÃO?

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A validação é como a compreensão e empatia nos relacionamentos. Quando fazemos um esforço para compreender o outro e desenvolvemos empatia com ele, isso promove a aproximação e aprovação. Validar as suas emoções e pensamentos, funciona como uma forma de entendimento de si mesmo, promovendo e reforçando a noção da sua identidade. Validar ou vetar (não seguir) aquilo que sente e pensa, irá ajudá-lo a aceitar e entender melhor a si mesmo, o que leva a uma identidade mais forte e melhores habilidades na gestão de emoções intensas. Estar fora do controle (desregulação) das suas emoções é uma experiência dolorosa e prejudicial para o bom desenvolvimento da sua vida. Saber como se autovalidar ou como vetar (não seguir) aquilo que sente e pensa, é importante para aprender a controlar as suas emoções de forma eficaz. A Autovalidação, significa que você pode aceitar a sua experiência interna como compreensível e aceitável. Mas aprender a autovalidar requer muita dedicação e trabalho da sua parte.

A seguir apresento 6 passos para desenvolver a sua consciência emocional e o que fazer para aplicar os seis níveis de validação para a autovalidação?

PASSO 1: ESTAR PRESENTE E OBSERVAR
Estar ciente e observar as suas emoções, sem rejeitá-las ou evitá-las é extremamente importante para conseguir fazer uma leitura clara acerca do que se está a passar com você, momento a momento. Estar presente significa também não se dissociar, alienar, suprimir ou entorpecer as suas emoções. Estar presente, significa ouvir a si mesmo. Na presença de sentimentos de dor emocional, tristeza, medo, é mais desafiador e difícil ficar presente e observar a experiência que decorre em nós. No entanto, evitar sentir determinadas emoções conduz-nos a consequências que podem ser bastante negativas, ao passo que aceitar sentir as emoções permite que você possa diminuir a intensidade das mesmas, ajudando dessa forma a construir resiliência. Estar presente para si mesmo valida o quão importante você é para si mesmo e que tem força para suportar os seus sentimentos, mesmo os mais incómodos.

Emoções

PASSO 2: REFLEXÃO ELABORADA

Refletir, neste contexto significa tornar manifesto ou ciente a experiência interna. No caso da autovalidação, a reflexão elaborada é reconhecer o seu estado interno para si mesmo. Talvez você reflita sobre o que provocou a emoção, quando foi provocada e qual o impacto que teve nas suas crenças e comportamentos. Talvez você reflita sobre as maneiras de sentir a emoção no seu corpo e considere que ações sofrem influência com a emoção sentida. Refletir, significa observar e descrever, usando os cinco sentidos para recolher informação. Quando você observa e descreve a sua experiência interna, não interpreta, não adivinha, nem faz suposições. Você diria: ”Sinto raiva e começou ontem, depois do meu amigo ter cancelado o jantar. Sinto um aperto no meu peito, então talvez seja desilusão também.” Ao invés, dizer: “Eu sou um perdedor e ninguém quer passar tempo comigo“, não estaria indicando os fatos da sua experiência. Para indicar e clarificar os fatos da sua experiência é preciso aplicar o processo de validação das suas emoções e sentimentos, ajudando assim a construir a confiança na sua experiência interna. Interpretando a sua experiência de uma forma que você não pode observar-se verdadeiramente, invalida essa mesma experiência e leva à desconfiança da sua experiência interna.

É importante que não personalize de imediato os seus sentimentos e pensamentos, ao invés, descreva-os, e tente perceber do seu ponto de vista o que está realmente acontecendo. Evite ao máximo fazer avaliações depreciativas, tentando perceber o sentimento despoletado, sem fazer avaliações construídas em pressupostos “errados”.

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