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Consultores Internos: Os PapÉis E As Vantagens

Recentemente em uma palestra para profissionais da área de RH questionaram-me sobre a “moda” da implantação em algumas empresas dos cargos de consultores internos.
Minhas respostas e argumentação baseiam-se no principio de que mais do que um cargo ou função, consultoria interna é uma filosofia de trabalho. Qualquer profissional pode ser um consultor interno desde que consiga desempenhar alguns papéis.
O consultor interno é um especialista em determinada área de atuação e, para que ele possa desempenhar adequadamente essa função, precisa ter, no mínimo, o domínio sobre assunto em que se especializou.
Pedir e dar conselhos; esse é o verdadeiro papel do Consultor que queremos para os novos tempos. Ele deve dar e pedir conselhos, examinar antes de recomendar, procurar influenciar decisões, sempre fundamentado em sua experiência. Deve estar sempre atento à realidade do cliente, aos processos que envolvem as organizações e ao cenário em que a organização atua. Seu objetivo primeiro é ajudar o cliente na construção de mudança significativa que permita êxito em suas ações, tanto no âmbito pessoal quanto no âmbito profissional.
Em resumo, consultor interno é o profissional que tem capacidade de influenciar pessoas, grupos ou organizações, utilizando-se para isso de um saber técnico específico, de estratégias de ação e de habilidades interpessoais autênticas, construindo, assim, relações de parceria com seus clientes.
Adotar uma filosofia de consultores internos significa que a organização está procurando algumas vantagens competitivas na resolução de problemas, entre elas destaco:
• o uso de um modelo de intervenção que assegure a participação plena do cliente em todo o processo; o consultor não resolve pelo cliente. Juntos desenvolvem um plano de ação.
• a utilização de um modelo de diagnóstico que não limite as ações tanto do Cliente quanto do Consultor;
• a identificação da causa real do problema enfrentado pelo Cliente;
• o melhor aproveitamento do conhecimento técnico de ambos – consultor e cliente;
• o desenvolvimento do equilíbrio entre o conhecimento técnico especializado e o relacionamento pessoal; e
• a contribuição para que o Cliente aprenda a fazer por si só o diagnóstico em situações semelhantes.

Enfim, o consultor interno precisa ver o trabalho como parte importante no processo pessoal de desenvolvimento. Reconhece seus pontos fortes e seus limites. Sabe definir o que faz bem e o que não faz tão bem, procurando constantemente a capacitação. Assume riscos, aceita erros e aprende a trabalhar em função de um futuro desejado.
As organizações e os profissionais que adotam esse modelo de intervenção com as características acima conseguem obter excelentes resultados pessoais e profissionais. São capazes de identificar problemas e compreender as causas. Analisam e escolhem as soluções adequadas e articulam corretamente as pessoas e recursos, pois baseiam-se em dados e fatos objetivos.
Finalmente é importante destacar uma última habilidade do consultor interno que a de reconhecer que a sua habilidade técnica será melhor aproveitada se estiver apoiada na capacidade de compreender as pessoas. Será capaz a partir de então manter o foco no cliente, visando sempre a excelência no atendimento técnico e a qualidade no relacionamento pessoal.
Parceria, conhecimento, metodologia e filosofia adequadas fazem da consultoria interna um diferencial das organizações.

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