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Entenda qual é a importância da contabilidade no RH

contabilidade no rh

O RH estratégico foi tema da primeira edição do Conta Aí RH. Evento virtual que une duas áreas fundamentais nas empresas: Contabilidade e Recursos Humanos. O objetivo é ajudar profissionais de ambos segmentos a contabilizar corretamente utilizando estratégias da gestão de pessoas. 

O primeiro Conta Aí RH teve a participação de Mônica Hauck, CEO da Sólides Tecnologia, e do consultor e professor Roberto Dias Duarte, o RDD. Neste artigo, acompanhe um resumo desse bate-papo ou assista ao evento completo, disponível no YouTube

Nova call to action

Como a tecnologia e a pandemia impactaram os setores de Contabilidade e RH

Segundo Duarte, o setor contábil no Brasil é promissor. Uma vez que ele é responsável pelo desenvolvimento de pequenas empresas, fortalecendo o ecossistema econômico do país. 

Para Mônica, durante a pandemia do coronavírus, enquanto todos os setores da economia se sentiram afetados de alguma forma, a contabilidade continuou relevante para as empresas. O que comprova o quanto o segmento é vital para as organizações

Paralelamente, o RH teve que repensar pontos de atuação. Antes do período pandêmico, a gestão de pessoas era um setor acostumado com suas rotinas. Hoje, os processos seletivos presenciais foram revistos e se tornaram virtuais. Assim, o RH estratégico, em voga nas discussões, precisou entrar em cena.

Mas e a contabilidade? Como o setor sentiu os impactos do flagelo mundial? O consultor relembrou que os escritórios que prestam serviços de assessoria contábil, fiscal e trabalhista já passavam por um processo de transformação digital

A nota fiscal eletrônica, implementada no início dos anos 2000, é um exemplo. No entanto, antes disso, processos ligados à fiscalização tributária já estavam digitalizados. Naquela mesma década, o Fisco tornou-se 100% digital no Brasil. Fato que acelerou a digitalização das empresas de contabilidade

“E quando falamos em digitalização não nos referimos apenas à tecnologia. O assunto é muito mais amplo e diz respeito aos processos, pessoas e formas de trabalhar. A tecnologia é um agente catalisador de uma mudança que é comportamental”, afirmou Roberto Duarte. 

Diante disso, os escritórios de contabilidade passaram por uma transformação. E ela não ocorreu de forma homogênea. Algumas empresas embarcaram rapidamente nos processos digitalizados, enquanto outras precisaram de mais tempo para se adaptar. Segundo Roberto, a Covid foi decisiva para acelerar as mudanças. 

A relação entre RH e Contabilidade

A informatização dos processos estimulou e modificou o mindset do setor. Mas o fortalecimento dos escritórios de contabilidade é apenas uma consequência. Inclusive, é comum empresas estrangeiras demonstrarem interesse em investir nesses prestadores de serviço

A explicação está no fato de que o setor contábil representa uma fonte de receita mensal recorrente e com um lifetime value infinito. Além disso, a taxa de cancelamento de clientes é baixa

“Durante a pandemia, os escritórios sofreram queda de receita, mas a fonte não secou. Quem precisava desse tipo de serviço continuou precisando”, destacou RDD. 

Inclusive, muitas empresas da área cresceram nesse período, principalmente porque conseguiram dar assistência aos clientes em um momento difícil e cheio de restrições. 

Mônica Hauck ponderou que existe uma codependência significativa entre o RH e a contabilidade nas empresas. A grande questão é: como ocorre a relação entre os setores? E mais: como o setor de Recursos Humanos impactou no portfólio de serviços contábeis?

O convidado explicou que uma empresa de contabilidade é formada basicamente por capital intelectual. No meio acadêmico, ele se divide em três aspectos:

  • capital estrutural: representado pelas metodologias, processos e técnicas;
  • capital relacional: conjunto de relacionamentos que a empresa tem com clientes, fornecedores e parceiros;
  • capital humano: são as pessoas.

Desse modo, nos últimos anos, os serviços tradicionais de contabilidade — processamento de folha, de tributos e obrigações tributárias — sofreram redução de preço. Por outro lado, a demanda por serviços consultivos aumentou

Como exemplos, citamos as orientações sobre gerenciamento de estoque e fluxos de caixa, desenvolvimento de planejamento tributário, financeiro e estratégico, entre outros. 

Trata-se de serviços ligados à consultoria para pequenas e médias empresas. O que exige maior capital estrutural, relacional e humano, ou seja, os escritórios de contabilidade precisaram de profissionais capacitados, técnica e comportamentalmente falando, para atender às novas demandas. 

Nesse contexto, novamente, percebemos os efeitos da pandemia, que foi responsável por acelerar esse processo. 

“Em síntese, houve aumento na demanda de serviços com capital intelectual e relacional mais apurados. Afinal, as atividades de consultoria exigem soft skills. Não basta ter conhecimento técnico. Os profissionais precisam ter empatia, comunicação eficiente, trabalho multidisciplinar e em equipe”, explicou Duarte. 

Como resultado, houve aumento de 30 a 40% na receita dos escritórios. Atrelado a isso, veio a demanda por profissionais capacitados, gerando um gargalo no setor. 

Resultados da atuação conjunta entre a gestão de pessoas e a contabilidade 

Nos últimos meses, os escritórios começaram a dar atenção ao RH e conseguiram equacionar suas demandas internas. Em outras palavras, o problema das empresas contábeis é o mesmo do cliente. E a solução das adversidades virou uma oportunidade de negócio. 

Assim, o prognóstico de futuro é o acesso das empresas contábeis ao universo do RH, gerando a entrega de ofertas estratégicas de RH para os clientes. 

A atuação do RH e da contabilidade em busca de perfis mais estratégicos 

Nas empresas, os processos de recrutamento e seleção ganharam muito com a tecnologia. Um exemplo é a análise de perfil comportamental. Atividade que nada mais é do que o mapeamento de soft skills individuais. 

Essa avaliação segue uma metodologia certificada e comprovada, condições que garantem resultados efetivos. O impacto disso para as empresas é a coleta de informações sobre os profissionais. Isso, antes mesmo dos candidatos ingressarem na organização. 

Graças à tecnologia, processos de recrutamento e seleção que demoravam cerca de 6 meses agora são resolvidos em minutos. E a margem de erro diminuiu. Atualmente, é possível reconhecer potencialidades de um novo colaborador com mais eficiência.

A análise comportamental permite que o recrutador saiba, com antecedência, características dominantes e possíveis lacunas no perfil do candidato. Antes, na forma tradicional de contratação, as empresas — incluindo os escritórios de contabilidade — tomavam decisões baseadas na parte técnica. 

“Com o mapeamento comportamental, as organizações entraram em uma nova dimensão. E as pesquisas mostram que 80% das demissões estão ligadas às soft skills. Ou como diz a teoria, contratamos pelo perfil e demitimos pelo comportamento”, destacou Mônica. 

A análise do perfil comportamental beneficia as empresas não só por colocarem a pessoa certa no lugar certo. Mas também por ampliar a consciência de gestão de pessoas. Ainda, com o mapeamento, as empresas de contabilidade conseguem prever como o profissional vai atuar no dia a dia. O resultado é o aumento da produtividade. 

“Diante disso, podemos concluir que não é somente a tecnologia que garante produtividade. O encaixe perfeito de pessoas também nos oferece essa vantagem”, comentou o consultor. 

Sobre os participantes do Conta Aí RH (primeira edição)

Mônica Hauck (co-fundadora e CEO da Sólides)

Vencedora do Prêmio Mulheres Notáveis na categoria Tecnologia, tem graduação e pós-graduação pela UFMG e FGV, com MBA em Gestão Empresarial e formação em Inovação e Empreendedorismo pela Universidade de Stanford (Califórnia). 

Mônica é pesquisadora no desenvolvimento de produtos inovadores, incluindo um software completo de RH. Nele, as empresas conseguem fazer a atração, desenvolvimento e retenção de talentos. Desse modo, a Sólides ajuda as organizações a automatizar seus processos, gerando dados e inteligência para qualificar a gestão e a tomada de decisão sobre pessoas. 

Além disso, é criadora do sistema Profiler, software para identificação do perfil profissional e comportamental. O programa tem chancela do Ministério da Ciência e Tecnologia e da FINEP como produto inovador. Além de certificação concedida pela UFMG com índice de precisão de 97% e pela USP.

Roberto Dias Duarte (consultor, estrategista, mentor e professor)

Roberto Dias Duarte, conhecido profissionalmente como RDD, é conselheiro na Omie, na Fortes Tecnologia e na portuguesa Latourrette Consulting, além de advisor na Darwin Capital.

Ainda, tem MBA pelo Ibmec e está cursando o Master of Science in Business Administration na Florida Christian University. Realizou mais de mil palestras, treinamentos e mentorias no Brasil, Estados Unidos e em Portugal. 

Como autor, RDD publicou Big Brother Fiscal, primeiro livro no Brasil sobre Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Com isso, tornou-se um dos maiores especialistas no assunto no país, conforme a Revista Exame. 

Sua trajetória consiste em explicar estratégia, fusões, aquisições, inovação, gestão, processos, tendências, tecnologias, marketing e vendas para escritórios de contabilidade. 

Aqui, vimos que contratar errado traz consequências para as empresas, principalmente sob o ponto de vista financeiro. Afinal, organizações que não fazem gestão inteligente de pessoas e não têm um RH estratégico estão desperdiçando dinheiro. O setor de contabilidade é testemunha. 

Esperamos encontrar você nas próximas edições do Conta Aí RH. A Sólides criou esse evento para oferecer insights valiosos para a sua empresa e para a sua carreira. 

Agora que você entendeu qual é a importância da contabilidade no RH, que tal saber como a análise comportamental pode ajudar o setor contábil e outras áreas a contratar melhor? Fale com um especialista da Sólides!

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