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Cultura Organizacional Tóxica: 6 sinais de alerta a serem observados

cultura organizacional tóxica

Por Eliete Oliveira, Consultora para Recolocação, Carreira e LinkedIn, Top Voice LinkedIn, Palestrante e Assesment para identificação de talentos

Uma cultura organizacional tóxica se caracteriza por ambientes de trabalho onde há espaço para favoritismos, boatos e pessoas tentando prejudicar umas às outras. 

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Na maior parte das vezes, por trás disso, existe um (ou mais) gestor que não apenas permite, mas valoriza esse comportamento. 

Mas essa situação não é saudável e a empresa pode pagar um preço muito alto por manter práticas inadequadas. 

Este artigo tem o objetivo de alertar sobre os efeitos nocivos que a situação provoca e apontar maneiras para evitar que a cultura organizacional tóxica se estabeleça na sua empresa. Acompanhe!

Cultura organizacional tóxica: como tudo começa?

Antes de qualquer análise sobre cultura nociva, vale destacar que nenhuma empresa adota essa condição intencionalmente, ou seja, as organizações não decidem ser tóxicas.

Na verdade, elas apenas se deixam contaminar por comportamentos negativos que afetam o clima, tornando-o prejudicial à saúde mental de seus colaboradores. 

Mesmo quando uma empresa emprega uma política baseada em valorização excessiva do desempenho e da competição entre profissionais, estas políticas são implementadas no sentido de promover um ambiente voltado à resultados. A questão é: quando isso sai fora do controle?

Nessa hora, atitudes negativas, crenças limitantes, disputas desnecessárias, jornadas excessivas e ambientes insalubres acabam ganhando espaço. Assim, caso não haja reação das lideranças para combater esses fatores, a cultura organizacional tóxica se estabelece.

Desse modo, os colaboradores se contagiam pelo clima organizacional ruim devido aos sinais que a empresa demonstra e não enfrenta. 

Infelizmente, empresas com erros na cultura organizacional são mais comuns do que imaginamos, independente do porte ou segmento de atuação. 

Em muitos casos, o discurso é bonito e eloquente, mas a prática e os exemplos dizem o contrário. Os fatores mais comuns que desencadeiam esse cenário são:

  • falta de confiança no time;
  • chefias centralizadoras;
  • falta de espaço para inovar e agir individualmente;
  • ausência de reconhecimento e valorização dos colaboradores;
  • dados e informações não compartilhadas;
  • falta de clareza sobre os objetivos de ações ou estratégias.

6 sinais que indicam que a cultura da sua empresa é tóxica

Identificar os fatores que tornam a cultura empresarial tóxica é o primeiro passo. Perceber os sinais de alerta é essencial para definir ações capazes de combater comportamentos e atitudes nocivas. 

A partir disso, a gestão de pessoas pode começar a construir um ambiente mais saudável e acolhedor. Conheça 6 sinais que podem caracterizar o problema.

1. Altos índices de turnover

A cultura tóxica é diretamente proporcional ao alto turnover em uma empresa. Falta de identificação com os valores organizacionais, desvalorização, represálias, sobrecarga de trabalho e prazos apertados são razões para procurar novas oportunidades de trabalho. 

A rotatividade, além de gerar custos com processos seletivos, também afeta a qualidade das entregas, pois afeta a formação da equipe e acaba desmotivando as pessoas. 

2. Falta de empatia

A gestão humanizada prega a empatia como ingrediente para uma cultura organizacional positiva. Do contrário, quando não há compreensão do outro ou quando a aproximação ocorre apenas por interesse, fica mais difícil estabelecer vínculos pessoais.

Empresas onde não há espaço para diálogo e falta confiança entre as pessoas estão dando sinais de alerta para uma possível cultura nociva. 

3. Lideranças e gestores inflexíveis

Quando a gestão não consegue ser flexível em relação a horários e entrega de demandas, a empresa começa a desenvolver uma cultura pouco saudável. Os líderes precisam lembrar que as organizações são conduzidas por pessoas. Sendo que cada uma tem suas necessidades, imprevistos e compromissos. 

Ambientes flexíveis denotam preocupação com os problemas do funcionário. Além de demonstrar empatia, permitem que o colaborador consiga equilibrar vida profissional e pessoal, evitando a baixa produtividade

4. Colaboradores desmotivados

Profissionais sem estímulo são um sinal evidente de cultura organizacional tóxica. Nesse sentido, a alienação é fator de alerta. A gestão de pessoas deve observar o comportamento dos colaboradores para identificar falta de iniciativa, reclamações frequentes, ausências injustificadas, entre outros fatores. 

Se você é profissional de Recursos Humanos, lembre-se: pessoas não são ferramentas. Trata-se de indivíduos que precisam estar engajados e motivados para produzirem os resultados esperados. Uma boa estratégia para conquistar isso é investir em um bom plano de carreira e confiar nas pesquisas de engajamento

5. Falta de confiança

Confiança, respeito e colaboração são os pilares para uma cultura organizacional saudável. Quando um desses fatores não está presente, o ambiente tóxico impede o bem-estar das equipes. 

Além disso, conversas paralelas, intrigas e especulações fazem muito mal para a integração das pessoas no trabalho. Desenvolver a inteligência emocional dos colaboradores é uma atitude que pode amenizar esses problemas. 

6. Resistência à inovação

Empresas relutantes à inovação perdem excelentes oportunidades de olhar para o futuro. Estar aberto às mudanças do mercado tornam o negócio mais competitivo e acabam motivando seus colaboradores. 

Do contrário, quando isso não acontece, os profissionais ficam na mesmice e trabalham no piloto automático. A inexistência de desafios para sair da zona de conforto é tão tóxico quanto deixar de investir em desenvolvimento humano, por exemplo. 

Dicas e estratégias para reverter o cenário

Antes de apresentar dicas para tornar o espaço laboral mais saudável, proponho uma reflexão.

Até que ponto nós também não contribuímos para os ambientes tóxicos? Conseguimos nos colocar no lugar das pessoas de modo a entender suas necessidades e motivações? Será que nós também somos pessoas difíceis de lidar no cotidiano? 

Essas são algumas questões para pensarmos a respeito. 

Sabemos que mudar uma cultura organizacional tóxica é um grande desafio, mas não é impossível. Tudo começa em identificar o problema. Para isso, servem os sinais de alerta apresentados anteriormente. 

A seguir, a gestão de pessoas deve implementar estratégias efetivas para construir um ambiente adequado, saudável e atraente para todos: 

  • a iniciativa para mudar deve vir da liderança;
  • saber ouvir todos os colaboradores, independente do nível hierárquico;
  • buscar ajuda externa (consultorias especializadas, por exemplo);
  • desenvolver um código de cultura específico para a empresa;
  • incentivar a comunicação com campanhas e canais específicos;
  • treinar as lideranças para darem o exemplo;
  • propor treinamentos e desenvolvimento constante;
  • faça contratações baseadas no fit cultural.

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Conclusão

Agora que você já conhece os principais sinais de uma cultura organizacional tóxica, que tal partir para a prática? Observe o comportamento dos colaboradores, identifique problemas na equipe e planeje ações para resolvê-los. 

Desse modo, você conseguirá transformar a cultura da empresa em um orgulho para toda a equipe. Aproveite para conhecer minhas apostas para tendências de recrutamento e seleção em 2022

 

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