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Como dar oportunidade para desenvolvedores Júnior na sua startup?

desenvolvedores júnior

Os desenvolvedores Júnior merecem uma dose de confiança das startups. Afinal de contas, eles são preparados para encarar desafios reais e estão cheios de fôlego para colocar seus conhecimentos em prática. Entretanto, muitas empresas correm atrás de desenvolvedores Pleno e Sênior para posições nem tão estratégicas.

Com isso, acabam deixando escapar grandes talentos e mantendo a vaga em aberto por muito tempo. Mas como dar oportunidade aos iniciantes sem deixar a produtividade cair? 

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Com o mindset de empresa academy é possível ter desenvolvedores Júnior no time e ainda bater as metas com redução de custos, visto que os salários dos novatos são bem mais baixos. Mas para isso é preciso analisar o momento da empresa e mudar o que for preciso na gestão e na cultura organizacional. 

Nesse sentido, leia este conteúdo para saber como dar oportunidade para desenvolvedores Júnior e ainda ajudar a sua empresa. 

Como definir um desenvolvedor Júnior?

Essa é a pergunta de milhões, pois muitos desenvolvedores Júnior são classificados como tendo entre 2 e 3 anos de experiência profissional. Entretanto, como medir a capacidade de uma pessoa apenas pelo tempo de experiência? 

Quando falamos em programação de software, aplicativo e website, então, essa régua fica um pouco mais complexa. 

Afinal de contas, o desenvolvedor Júnior pode ser aquele que acabou de sair da faculdade e está procurando o primeiro emprego. Mas também pode ser aquele profissional que migrou de área e está buscando uma oportunidade. 

Portanto, se ele é recém formado, ele vem atualizado com as últimas tendências direto da graduação. Enquanto isso, se for alguém migrando de carreira já traz todo o conhecimento em metodologias aplicadas em outras áreas. 

Mesmo os desenvolvedores iniciantes esforçam-se para desenvolver projetos e construir seu portfólio. Por essa razão, podem ter as hard skills desejadas para as vagas. Já com relação às soft skills elas podem ser identificadas num análise comportamental dentro do seu processo seletivo. 

Como fazer o onboarding dos desenvolvedores Júnior? 

O processo de onboarding (como é conhecido o período de adaptação do novo colaborador na empresa) para os desenvolvedores Júnior pode ser um sucesso ou uma decepção conforme o momento e a cultura da empresa. 

Portanto, ele pode ser um sucesso quando a startup já tem um fluxo de onboarding definido, possui processos documentados em plataformas acessíveis (como o Google Drive, o Notion ou o Trello) e há um planejamento prévio para receber esse desenvolvedor iniciante. 

Afinal, a empresa deve prever que o Júnior precisará de um acompanhamento mais próximo nas primeiras semanas, seja do CTO ou de uma pessoa desenvolvedora mais experiente dentro da equipe. 

Por outro lado, se a empresa não está estruturada internamente, pode até mesmo perder o developer. Afinal, é neste momento que você deve reter os talentos atraídos à empresa. 

Pode ocorrer, por exemplo, da startup exigir tecnologias no processo seletivo e migrar para outras stacks após a contratação. Neste caso, o desenvolvedor Júnior pode acabar não se adaptando ou não considerando justa a mudança. 

Como lapidar a pessoa desenvolvedora que está iniciando?  

Quando a empresa tem um time de pessoas desenvolvedoras já experientes, contratar um desenvolvedor Júnior não é algo complexo, pois os demais colegas da equipe acabam ajudando o profissional em nível de primeiro emprego. Mas quando a startup é pequena, o subsídio inicial acaba vindo do diretor técnico. 

É por isso que é importante definir um mentor na empresa para acompanhar o desenvolvimento do developer Júnior, deixando-o à vontade para perguntar e até mesmo errar (desde que seja em ambiente seguro, como na versão Beta de um website). 

Para que o desenvolvedor iniciante possa ter autonomia e liberdade para aprender e produzir, também é necessário que ela assuma responsabilidades compatíveis com o nível de experiência.

Assim, em pouco tempo, a startup terá uma equipe de desenvolvedores Pleno treinados e moldados conforme a cultura da empresa. Afinal de contas, o próprio developer saberá identificar quando tem condições de se tornar Pleno e até mesmo Sênior. 

Basta à empresa ter a sensibilidade de acompanhar o seu progresso e identificar suas conquistas.

Quer saber como contratar a pessoa certa para uma vaga? Entre em contato com o nosso time de especialistas e saiba analisar muito mais do que as competências técnicas dos candidatos.

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Quais as vantagens de contratar pessoas em nível de primeiro emprego?

Certamente, a organização precisará contar com pessoas mais experientes em funções estratégicas, como a de head de tecnologia. Mas diante da escassez de mão de obra e da responsabilidade social de contratar pessoas novatas, a atração e retenção de pessoas do nível Júnior é vantajosa. Entenda o porquê: 

Acessar ampla oferta de mão de obra: o Guia do LinkedIn de 2021 apontou que o número de vagas para juniores cresceu 13,7% de janeiro a março em relação ao mesmo período de 2020. Esse crescimento no percentual de oportunidades é um reflexo do número de desenvolvedores Júnior disponíveis para as vagas. 

Ensinar a metodologia da empresa: como é o primeiro emprego do desenvolvedor, é mais fácil explicar o passo a passo dos principais processos. 

Receber novas soluções: com um olhar de quem estava de fora, o profissional em início de carreira pode oferecer novas soluções para problemas antigos.

Redução de custos na folha de pagamento: o salário pago a um desenvolvedor iniciante é bem inferior ao de um DEV Sênior. O salário inicial de um DEV Front-end, por exemplo, segundo levantamento da Coodesh, é de R$ 2,3 mil. Dependendo da carreira, a remuneração de um Pleno ou Sênior é superior a R$ 10 mil. 

Desse modo, o tech recruiter ou fundador de uma startup deve pesar na balança as vantagens de contratar desenvolvedores Júnior com a necessidade de ter pessoas experientes na equipe. Afinal, com o tempo, o Júnior também evoluirá para Pleno e Sênior. 

Como recrutar e contratar desenvolvedores Júnior? 

Os cuidados no recrutamento e seleção de desenvolvedores Júnior são os mesmos de qualquer outra função. O diferencial é que é necessário dar o mesmo peso para as hard skills e para as soft skills. 

Isso porque, como a empresa irá treinar e lapidar este talento, é importante contratar pessoas com a mente aberta e com a vontade de colaborar. Desse modo, o processo seletivo deve ter espaço para testes técnicos e psicológicos. 

Quando se anuncia uma vaga de emprego em TI para desenvolvedor do nível Júnior, a tendência é que a sua caixa de entrada do e-mail fique lotada de currículos de interessados. Por isso, é importante ser criterioso desde o anúncio da vaga. Divulgar a oportunidade em plataformas específicas de recrutamento tech é um bom começo. 

Além disso, contar com um software de automação para a seleção dos currículos mais aderentes também é necessário. Afinal, tudo isso agrega ao seu processo de recrutamento. 

Mas é no meio do processo seletivo que é mais importante ter alguns cuidados para encontrar o desenvolvedor certo para a vaga. É após a seleção inicial dos currículos, ou seja, após passar todos os interessados na peneira, é que o RH terá condições de chamar os perfis mais interessantes para as entrevistas de fit cultural e técnica, além do teste comportamental. 

Portanto, o desenvolvedor iniciante também deve fazer um teste técnico para que se possa avaliar o nível de conhecimento nas stacks que serão utilizadas. Mas também responder ao teste comportamental para que o recrutador possa identificar pontos fortes e pontos de melhoria. 

A Coodesh é uma plataforma de recrutamento de desenvolvedores, sejam eles Júnior, Pleno ou Sênior. A pessoa recrutadora pode cadastrar a startup na plataforma, anunciar vagas, gerenciar candidaturas e aplicar testes técnicos e comportamentais com a ajuda do time de especialistas da plataforma. 

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Conclusão 

A contratação de desenvolvedores Júnior deve ser considerada nos times de TI, pois a carência no mercado está crescendo. 

Para se ter uma ideia, segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) entre 2019 e 2024, a área de TI ainda deve gerar mais de 400 mil novas vagas. 

Assim, se aumentará a concorrência na busca de profissionais mais experientes. Por consequência, dar oportunidades para profissionais em busca do primeiro emprego é uma maneira inteligente de resolver a escassez de mão de obra e fortalecer as comunidades. 

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Texto realizado por Coodesh.

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