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Sumário

Dia Internacional da Mulher: liderança feminina influencia positivamente na cultura organizacional

A transformação da Cultura Organizacional é peça-chave para que as mulheres conquistem mais espaços em posições de liderança.

Precisamos falar sobre o Dia Internacional da Mulher e tudo o que ele representa na sociedade.

Afinal, onde uma mulher passa abre caminhos para que muitas outras possam também trilhar suas histórias. Ganhando cada vez mais espaço no mundo corporativo, a liderança feminina transformou a cultura organizacional de muitas empresas, fortalecendo ainda mais a presença delas em cargos de gestão e promovendo a igualdade de gênero.

Ao longo deste conteúdo, falaremos sobre a importância da liderança feminina e seu impacto na sociedade. E ao final, temos um material gratuito e completo para você não ficar perdido com a agenda anual de ações. Boa leitura!

Qual é a história do Dia Internacional da Mulher?

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem suas raízes nas lutas das mulheres por melhores condições de trabalho e direitos no final do século XIX e início do século XX. Assim, associaram a data a eventos históricos, como a greve de trabalhadoras têxteis em 1857 e um protesto liderado por mulheres em Nova York em 1908.

No entanto, a data como a conhecemos hoje tem sua origem mais diretamente na Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada em 1910 em Copenhague. Propuseram a ideia de estabelecer um dia específico para destacar as demandas e conquistas das mulheres.

Adotaram, então, o 8 de março oficialmente como o Dia Internacional da Mulher em homenagem às mulheres que marcharam por seus direitos em 1917, durante a Revolução Russa.

Desde então, o 8 de março, o Dia Internacional da Mulher é dedicado a reconhecer as conquistas e desafios das mulheres em todo o mundo, bem como a promover a igualdade de gênero e a defesa dos direitos das mulheres.

Mais detalhes sobre o Dia Internacional da Mulher

Como mencionamos acima, o Dia Internacional da Mulher celebra a luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho. A entrada delas no mundo corporativo teve força com a Revolução Industrial, no Século XIX.

Naquela época, a mão de obra feminina era muito utilizada nas fábricas. Pois, as mulheres realizavam o mesmo serviço que os homens, porém com uma remuneração bem menor.

Com as I e II Guerras Mundiais, as mulheres assumiram os negócios das famílias. Desse modo, entrando de vez no mercado de trabalho e assumindo posições que antes cabiam aos homens. Afinal, muitos de seus maridos, pais ou filhos estavam impossibilitados, doentes ou mutilados, e não poderiam ir adiante com seus negócios.

Mulheres no topo

Mulheres reunidas no trabalho

Depois de conhecer um pouco mais sobre o Dia Internacional da mulher e essa história de luta, resistência e conquista, precisamos celebrar um caminho que as mulheres trilharam.

“Ao longo das últimas décadas e com muito esforço, mulheres têm alcançado cargos de liderança mais altos nas empresas e servido de inspiração para outras mulheres que almejam se desafiar e mudar o mundo.

Mas sabemos que ainda há um longo caminho a percorrer e que precisamos reconhecer o que está impedindo o desenvolvimento e crescimento de mulheres talentosas e, muitas vezes, de homens também: as culturas organizacionais dominantes ainda hoje.

Desse modo, as relações de trabalho que vivemos foram moldadas e reforçadas por crenças, valores, estruturas e práticas destinadas a manter o status quo e a posição de quem está no poder.

Aliás, sabemos que esse tipo de cultura alcançou muito sucesso no passado. Mas, agora está desatualizado e ameaça, a longo prazo, o sucesso dos negócios e da transformação social que nossos tempos requerem”, afirma Lívia Brandini, fundadora e CEO da Kultua – Peopletech focada em Cultura Organizacional e People Analytics.

Vantagens de ter mais mulheres liderando

Ainda de acordo com Brandini, ter mais mulheres em cargos de liderança contribui para um melhor clima organizacional, políticas mais diversas e inclusivas e abre oportunidades para outras mulheres, promovendo mais equilíbrio no ambiente de trabalho.

Sem dúvida, as lideranças femininas tendem a mitigar conflitos, discriminação, assédio sexual e moral, medo de demissão por gravidez, além de demonstrar, através de seus próprios exemplos, que as mulheres podem ocupar cargos de altos níveis com conhecimento técnico e com inteligência emocional, assim como os seus pares.

O que os números dizem?

Mesmo com alguns avanços, sabemos que ainda há muito espaço a alcançar. E os dados provam que existem muitos benefícios na igualdade que as mulheres buscam.

“Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou que empresas com conselhos bem balanceados com equidade de gênero tendem a apresentar resultados 20% melhores.

Além disso, estudos do Internacional Finance Corporation (IFC) de 2018 apontaram que o aumento de liderança feminina no topo de organizações está diretamente vinculado a melhores padrões ambientais, sociais e de governança (ESG).

No entanto, mesmo com fatos e dados em prol dos resultados positivos da equidade de gênero e liderança feminina, nossos vieses inconscientes ainda são regidos por estereótipos controversos do que seria um ‘homem bem-sucedido’ x uma ‘mulher bem-sucedida’, conforme elucidou o experimento de ‘Heidi vs Howard’ em 2003 na Escola de Negócios de Columbia”, complementa a fundadora da Kultua.

Como as empresas podem ajudar?

Dia da Mulher nas empresas

Conforme mencionamos no trecho acima, ainda há muitos obstáculos a serem superados para que as mulheres ocupem cada vez mais cargos de gestão.

Portanto, para iniciar o processo dentro das organizações, é necessário mudar a forma de recrutamento, conscientizar decisores de vagas a quebrarem seus tradicionais vieses de seleção de candidatos de seus círculos e semelhantes à sua imagem e estimular patrocinadores internos dentro da corporação que apoiem o desenvolvimento de mulheres como grandes líderes.

“Para fortalecermos culturas organizacionais mais favoráveis à mulheres em cargos de liderança, o primeiro passo é ouvir colaboradores para compreender a cultura instalada e os padrões de comportamentos velados na organização. Em seguida, é preciso definir claramente que tipo de organização ‘diversa e inclusiva’ se deseja, traçando um plano de mudança assertivo que alcance a todos e acompanhando o progresso das iniciativas e reforço das mensagens desejadas”, explica Brandini.

A pesquisa de clima organizacional é muito importante para entender como as mulheres estão se sentindo dentro das empresas e identificar se existe alguma barreira para o crescimento delas. A Kultua oferece um diagnóstico de cultura personalizado e uma plataforma web SaaS (Software as a Service) para empresas que enxergam a cultura organizacional como um meio de unir pessoas e propósitos, estimulando um ambiente corporativo engajador, inclusivo e com foco em resultados.

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Dia Internacional da Mulher: Liderança feminina no poder

De acordo com a pesquisa Women in Business 2020 realizada recentemente pela Grant Thornton International,  mostrou que o Brasil está acima da média global (29%) com mulheres em cargos de liderança, com 34% dos cargos de liderança sênior (diretoria executiva) nas empresas de middle-market.

O país está na 8ª colocação no ranking composto por 32 países. A lista é liderada pelas Filipinas (43%), seguidas da África do Sul (40%) e Polônia (38%). O relatório, produzido há mais de 15 anos, mapeia a diversidade de gênero em cargos de lideranças em quase cinco mil empresas do middle-market globalmente.

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Dia Internacional da Mulher: exemplo de uma jornada inspiradora

Ana Paula Camargo é um exemplo de mulher que ocupou um dos mais altos postos em uma multinacional francesa. Trabalhando por anos em um ambiente masculino, ela afirma que as mulheres estão sendo mais valorizadas como líderes. Afinal, as empresas estão mais abertas e com um olhar forte para isso.

“Eu sempre trabalhei em ambientes masculinos. Eu era a única diretora em um board masculino. Acho que a gente tem que ser quem a gente é. Temos que aprender a sair de situações complicadas, entender os códigos. Eu nunca me senti desrespeitada no trabalho a ponto que fosse tóxico para mim. Juntas vamos transformar o mundo”, pontua Ana Paula, que atualmente é Human Power em JUPTER, mentora de startups e fundadora da Yuniq Editora.

mulheres no mercado de trabalho

Na visão da mentora, os pontos mais importantes para ter uma liderança feminina dentro das empresas são ter objetivos e metas voltados às mulheres, com mais oportunidades de carreira.

Ter cotas em conselhos também é um fator que pode incentivar a ter mais mulheres em cargos de gestão, garantindo a presença feminina nas corporações.

“Acho importante a mulher pensar que quando ela é minoria, consegue observar o mundo com uma perspectiva singular e isto pode ser um diferencial enorme. Não acho que por causa da cota ou objetivo estaremos promovendo pessoas que não são competentes. Pelo contrário, a margem de erro é tão parecida quanto à promoção de homens”, exemplifica.

Dia internacional da mulher no calendário do RH calendário Do RH

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  • Datas comemorativas
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Conclusão

Sem dúvida, o Dia Internacional da Mulher é importante porque destaca as conquistas das mulheres, reconhece desafios enfrentados e promove a igualdade de gênero. Serve como um lembrete da necessidade contínua de lutar por direitos das mulheres, equidade e justiça, além de celebrar o papel fundamental das mulheres na sociedade.

Ou seja, trata-se de uma ocasião crucial para refletir sobre as realizações significativas alcançadas por mulheres ao longo da história. E, ao mesmo tempo, reconhecer os desafios persistentes que muitas enfrentam. Ele destaca a importância da igualdade de gênero, não apenas como um ideal, mas como um princípio fundamental para o desenvolvimento social, econômico e cultural.

Além disso, o dia serve como uma oportunidade para conscientizar as pessoas sobre questões como disparidades salariais, violência de gênero, acesso limitado à educação e oportunidades profissionais, entre outros temas. A celebração não é apenas sobre reconhecimento. Mas, também um chamado à ação para enfrentar e superar os obstáculos que impedem as mulheres de alcançar seu pleno potencial.

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