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Dia mundial da saúde mental: como a saúde está ligada com a produtividade no trabalho?

dia mundial da saúde mental

No dia 10 de outubro é celebrado o dia mundial da saúde mental. Hoje mais do que nunca se fala da importância do bem-estar emocional e dos males causados pelo estresse em excesso. Mas como isso afeta o dia a dia da vida das pessoas dentro das empresas? E como mudar a rotina para uma mais saudável?

Começa pela percepção das pessoas a respeito de seu bem-estar. Uma pesquisa realizada em São Paulo e Porto Alegre mostrou que o estresse gerou sintomas físicos, como dores de cabeça e dores musculares (89%), 72% relataram cansaço e 39% tem problemas para dormir. Além disso, ​​86% sentem ansiedade, 81%, angústia e 68% têm irritação. 

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O que é o estresse? Que relação ele tem -ou pode ter- com a saúde mental?

Em primeiro lugar, é importante entender que o estresse não é necessariamente negativo. Ele é um mecanismo de sobrevivência que os animais possuem, essencial para sua sobrevivência. O estresse é o que faz uma presa fugir de um predador na natureza. Essa reação é conhecida como instinto de lutar ou fugir. No entanto, se somos submetidos a um estresse contínuo, nosso corpo todo começa a sentir os efeitos. 

Entenda como nosso organismo reage:

Isso acontece porque o alerta que nosso organismo experimenta é causado pela liberação de duas substâncias, noradrenalina e dopamina. Além disso, nosso sistema imune fica pronto para agir, no caso de sofrermos algum ferimento. Nosso corpo age como se tivesse que sobreviver em uma savana ou floresta. Para poder fugir ou lutar, nossos músculos ficam tensos, o coração bombeia mais sangue para o caso de precisamos usar o corpo. 

De novo, o problema não é que isso aconteça, mas sim quando acontece por longos períodos de tempo. O processo de estresse prolongado causa danos ao nosso corpo. Depois desse alerta extremo, as defesas do corpo “baixam”. Ficamos mais suscetíveis a diversos tipos de doenças. Segundo especialistas, esses efeitos podem durar cerca de 24 horas. 

Mas os danos podem ser mais sérios. No coração, por exemplo, o estresse prolongado “esgota” o órgão, afetando sua capacidade de se autorregular. Isso faz com que o controle sobre placas de gordura nas artérias seja menor, o que eleva o risco de infartos e acidentes vasculares cerebrais. Um estômago sob estresse libera mais sucos gástricos. Quando não há alimento a ser digerido, esse excesso de ácidos pode gerar lesões internas, como gastrite ou até uma úlcera. 

Quando estamos estressados, o corpo libera cortisol, uma substância que tem efeitos pelo corpo todo, incluindo o cérebro. O excesso dela atrapalha o sono do indivíduo, causa ansiedade, e pode até afetar processos cognitivos, como memória e aprendizado. Portanto, o estresse a longo prazo pode causar problemas à saúde mental. 

Fica fácil compreender como um ambiente de alto estresse pode ser propício para o aparecimento de transtornos de saúde mental –e outros problemas de saúde. Sobrecarregados, os colaboradores se tornam menos produtivos, ficam mais cansados, perdem a motivação. Um ciclo como esses pode levar a distúrbios de ansiedade e até mesmo à depressão. 

Este texto foi produzido pela Vitalk, uma empresa que apoia o RH no cuidado com a saúde mental das pessoas dentro das empresas. Conheça mais sobre eles clicando aqui.

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