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Diplomas, Burocracia E Outros Distúrbios

Você certamente já entrou na sala de algum executivo que tivesse diversos diplomas expostos na parede? O conhecimento teórico é muito importante para a melhor compreensão entre as pessoas. Certo? Não, necessariamente.

Em minhas visitas às empresas noto que existe uma lacuna entre o que se ensina na faculdade e o que as aplica no dia-a-dia das organizações. E muito mais para aquele que, apenas, exibe o seu conhecimento paredistíco e de como realmente consegue se expressar. Aonde mora o perigo? Na minha opinião na indústria das faculdades de administração. Um bom negócio dentro do cardápio de opções para um investimento, porém com falta de qualidade nos professores formados, na falta de recursos destinados aos estudos e às pesquisas de mestres e doutores. 

Outro ponto é: qual é a atitude de alguém que está mal preparado? Sem conhecimento prático que se defende e se protege atrás da sua incompetência? Em administração, é impossível se diagnosticar à distância. E muito mais contemplar e compreender os fatores circunstanciais que compõem o complexo universo de um negócio. Portanto, é preciso muito mais que teoria para poder aplicar os conhecimentos. É preciso ter capacidades e habilidades dentro desta área. 

Nos cursos de formação universitária a preocupação está em passar a teoria e deixar que o aluno se adapte à sua realidade. Este é o maior desafio. Cursos com qualidade, geralmente, só aparecem nas pós-graduações, são os que têm um maior número de estudos de casos. Mas ainda insuficientes. Considero que quando acabamos um curso, pôr pior que seja, deveria se sair com uma semente potencial plantada, que é a semente do desconfiômetro. Aquela que se o aluno tem bom senso irá se perguntar, pelo resto de sua vida profissional: por que isto está acontecendo desta ou daquela maneira? E não irá se proteger atrás da burocracia, de expedientes repletos de papéis, relatórios inúteis, reuniões mal planejadas e prolongadas, da falta de entrosamento e controles excessivos sobre todas as coisas. Ou de perigosas manifestações mais sutis, e muito comuns, como a inveja, o ressentimento, a perseguição e o rancor. 

Sugiro que sábios empresários, gerentes, diretores, supervisores, como seres pensantes e bons estrategistas, se questionem sobre qual o tipo de funcionários que querem ter na empresa? Se ególatras, burocratas ou habilitados na teoria e na prática? Particularmente procuro que sejam comprometidos com a sensibilidade moral e ética para superar a competição interior. E que ajudem a manter o lugar que lhes garanta sossego profissional e um sentido de utilidade: a empresa na qual trabalham. Afinal, é nela que se poderá passar os melhores anos de uma vida. Na teoria e na prática. 

Mario Enzio
Graduado em Comunicação, Pós em Administração de Empresas pela ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing; 
Cursou a Universidade Holística da Paz – Unipaz, em Brasília; e a Escola de Governo; Mestre em Reiki; .

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