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Diversidade Nas Empresas

É extremamente comum nos depararmos com colaboradores que agem de forma completamente diferente de nós. Tem aqueles que adoram a liberdade, pois a criatividade deles só aflora quando há tempo para pensar, espaço para criar; tem outros que precisam de rédeas firmes e cabresto, pois se não acabam perdendo o foco; já existem outros que se guiam sozinhos, sabendo muito bem equilibrar diferentes tipos de líderes com suas competências. Não apenas isso, mas pertencemos à organizações com culturas diversas, e quando entramos à fundo nelas, cada subcultura nos surpreende. Oras, às vezes mudar de gerente é quase mudar de país! Como fazer então para lidarmos com esta diversidade nas empresas onde trabalhamos, onde não cabe mais a metáfora do molde, mas sim a de quebra cabeça, cada peça se encaixando em seu lugar?
Quando pensamos em diversidade empresarial, temos que lembrar que há 50 ou 60 anos atrás, as empresas vislumbravam uma realidade completamente diferente. A força de trabalho era basicamente homogênea, segundo sexo, idade, classe social, background, localização geográfica, cultura. As áreas de gestão de pessoas estavam acostumadas com um modelo de recrutamento específico, de treinamento tipo “forma de bolo” (aquele em que lhe é feita uma lavagem cerebral dizendo quem você deve ser e como deve agir na empresa), e os cargos e os salários favoreciam apenas quem seguisse isso por um longo período de tempo; as pessoas eram valorizadas por ter apenas uma experiência profissional na vida, e os aumentos eram mais por tempo de serviço que por mérito.
Hoje em dia, a realidade empresarial mudou muito e não existe mais um jeito de deter a criatividade humana em exercer seus diferentes modos de pensar e agir. Mulheres, pessoas de etnias e culturas diferentes, adolescentes e idosos, pessoas com necessidades especiais, de estados e países diferentes fazem parte da força de trabalho, e a única característica que os torna iguais é a humanidade em cada um. O mercado se tornou mais competitivo, mais agressivo e exige das empresas soluções constantes em relação aos problemas que lhe acometem, interna ou externamente. Há quem diga que as áreas de gestão de pessoas ainda não se adaptaram a esta nova realidade, onde as relações são líquidas, a tecnologia impera e a diversidade é inerente. Mas sem dúvida, elas precisam se adaptar com políticas de respeito à diversidade assim como todos os subsistemas de gestão de pessoas de forma a trazer um bom resultado à empresa onde se encontram.
A diversidade nas empresas pode ser um grande problema quando ela não é naturalmente manejada ou existem resistências internas à mudança. Quando uma equipe não está preparada para lidar com pessoas diversas, pode ter quedas de produtividade, apresentar resultados muito discordantes ou desestruturar completamente o fluxo de trabalho, trazendo demissões (voluntárias, até) pela dificuldade em lidar com o novo, o diferente. Por isso, não adianta colocar várias pessoas diferentes numa sala fechada que elas dificilmente vão se entender em primeira instância sem algo que facilite a interação e o relacionamento saudável.
Quando conseguimos lidar com pessoas de vários perfis através de um objetivo em comum e comunicação fluida e transparente, é natural que o desempenho da equipe seja superior do que uma equipe homogênea. As tarefas dentro de um fluxo de trabalho são diferentes, portanto se esperarmos que todos farão as mesmas tarefas sempre, estaremos perdendo tempo. É importante ter um controle bastante meticuloso em relação às competências técnicas e comportamentais de nossos colaboradores, e isto facilita deslocamentos e alocações em situações onde um colaborador poderia fazer um melhor trabalho em outra área. Também é crucial respeitar as mudanças de cada um, e percebemos que todos nós vamos mudar algum dia, sempre respeitando as carreiras horizontais ou mistas.
E na sua empresa? Como é lidada a questão da diversidade?

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