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ECONOMISTA: 60 ANOS DA PROFISSAO

ECONOMISTA: 60 ANOS DA PROFISSAO

Antônio de Pádua Galvão*

Ser um economista demanda muitos anos de estudos, reflexão e maturidade. Celebrar 60 anos é atingir um patamar de maturidade, que foi forjada no desafio da realidade econômica que transmutada e transforma permanentemente.

O então presidente Getúlio Vargas, sancionou a Lei nº 1.411 que regulamentou o exercício da profissão dos economista no dia 13 de agosto de 1951. Que nos convocou para buscar superar o desafio de diminuir as desigualdades econômico e sociais.

O economista não envelhece, vai se encantando com a complexidade da sociedade. Ele na verdade poupa e guarda valores. E com a maestria aloca sua sabedoria e conhecimento nas fontes geradora de riqueza. 60 anos são semeaduras de uma oficio que labuta com números, equações, cenários, índices, mas sobretudo com o enigma da natureza humana, que responde sempre sobre o primado de uma racionalidade acompanhada de subjetiva. As expectativas são alvo atendo dos profissionais que perceberam que emoção e ciclos financeiros reagem com os múltiplos efeitos da alma humana.

Não pouparei hoje verbos e recurso para dizer que o economista é um ser especial, cheio de porções e segredos. Faz reuniões reservadas para elaborar projetos, pacotes, programas e ações, mas tudo o melhor do seu esforço e inteligência. Ele também, é tanto esquisito. Fica fantasiando que pode ser “aprendiz de divindade”, fica querendo prever o futuro. Fica agindo como magos, buscando formula para capturar os movimentos das coisas, comercio, finanças e pessoas.

Tem os pés fixados no mergulho profundo dos fenômenos políticos e sociais. Não tira os olhos das bolsas de valores, da capacidade de pagamento, do endividamento, da arrecadação, das taxas de emprego, juros, cambio e da carestia da vida.

O economista não é um ser da usura, deste pecado capital, da acumulação. Muito menos gastador ou perdulário. É cheio de opinião e confiança. Falar com um deles percebe bem como são agudos na analise de conjuntura, e como recomendam cautelas ou certezas. É uma espécie de “médicos das fortunas ou escassez”. Sempre com um receituário para aplicar nas enfermidades dos mercados.

Olha que já vimos economistas equivocado na antevisão da realidade. Mas busca sempre a primazia dos argumentos lógicos para aferir a sentença da crise. Em meio à crise daquelas bem agudas, mundiais e complexas são convocados pelos governantes para dar choques de realismo e de bom senso.

Nos mercados existem algo de bipolar nos fluxo e movimentos dos capitais. Você encontrara os economistas com os olhos e a mente, atento na gangorra dos números, subindo e descendo. Tudo se move, nada fica estagnado definitivamente. Eles estudam, refletem e duvidam, mas busca a métrica precisa da sobrevivência e desenvolvimento.

Economista e um ser que nasce serio quando toma consciência que suas projeções, cenários, decisões que afetam a vida de milhares e ate milhões de seres humanos. Nada é fácil ou simples neste oficio de fazer escolhas e produzir lógica que ira transformar a vida de uma nação, empresa ou setor.

Imagina caro amigo, o dilema entre decidir se ira produzir alimentos ou construir bombas. Ou ainda, liberar recursos para saúde e educação ou construir estádios de futebol. São os paradoxos da profissão.

Economista é um ser orgulhoso no melhor sentido da palavra e vaidoso com seus acertos, apertos e ajustes. Mas a clara visão da responsabilidade de servir para a sociedade.

A profissão de Economista é essencialmente uma ofício de valor e da boa e honrada causa do bem comum. Parabéns aos profissionais pelo 60 anos de labuta.

*Antônio de Pádua Galvão é economista e psicanalista
www.galvaoconsultoria.com.br

Por: ANTONIO DE

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