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Educação Corporativa na atualidade: a responsabilidade do educador no desenvolvimento do colaborador

Atualmente, é possível observar mudanças no cenário político e econômico, crescimento tecnológico e a necessidade de adquirir habilidades e tornar-se plural nessa nova configuração de sociedade e trabalho, impondo ao indivíduo a busca contínua por novos conhecimentos para melhor qualidade de vida e adaptação as atuais e novas demandas do mercado de trabalho.

Frente a essa realidade, uma das categorias de qualificação profissional é a chamada educação corporativa, que abrange e aciona diversos campos disciplinares. Por essa ótica, entende-se que o profissional de educação não se configura apenas como instrutor, mas assume a responsabilidade de educador, visto que a aprendizagem dos colaboradores vai além da abordagem em sala de aula e/ou treinamento, decorrem de postura, exemplos, éticas e outras competências comportamentais além do conhecimento técnico.

Nesta perspectiva, a educação corporativa é tratada como vertente da educação recorrente, com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei 9.394/96, sendo um marco para a educação profissional, pois anterior a ela, a educação profissional era tratada de maneira parcial, onde a formação para o trabalho era vinculada a determinados níveis de ensino, como na Lei 5.692 em que educação formal provinha do segundo grau profissionalizante.

Na atual conjuntura, ainda abordando à Lei de Educação, observam-se os níveis e modalidades de educação e ensino, onde está totalmente inclinado à educação profissional como parte do sistema educacional, cujo objetivo não se concentra apenas na formação de técnicos de médio, mas na qualificação, requalificação, a reprofissionalização de trabalhadores em qualquer nível de escolaridade, a atualização tecnológica e permanente, servindo de embasamento para os programas de treinamento e desenvolvimento corporativo, e programas de capacitação de colaboradores, visto que se trata de qualificação profissional para o exercício de função proposta ao individuo de acordo com os objetivos corporativos.

Ou seja, a Lei regulamenta a educação profissional como um todo, considerando a educação profissional em sua totalidade, abrangendo as formas de ensino que habilitam a qualificação permanente para as atividades produtivas. Fato que justifica as empresas possuírem setores específicos para área de educação como: Treinamento e Desenvolvimento, Desenvolvimento Organizacional, e em caso de grandes empresas, citamos as Universidades Corporativas.

É importante salientar, que educação corporativa tem como objetivo, desencadear processos de aprendizagem com foco nas competências demandadas pela organização, visando estimular a qualidade do trabalho exercido. Quanto ao desafio, a educação enfrenta a possibilidade de desenvolver-se voltada para o futuro. Werner (1992) sintetiza bem ao afirmar que o futuro vai mostrar que as pessoas entram no mercado de trabalho precisando muito mais de formação geral do que habilidades específicas.

Sendo assim, o processo de educação no ambiente corporativo passa a ser de suma importância, visto que proporciona atender demandas de aprendizagem em uma sociedade conhecida como por estar vivendo a era do conhecimento e atraído olhares de organizações, remetendo-as a implementação de programas e projetos pedagógicos construídos com a contribuição das principais teorias da aprendizagem e educadores com a missão de disseminar e desenvolver esse indivíduo para o resultado da organização.

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