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Empatia no ambiente corporativo: diversidade e diferenças

Antes de entrarmos nesse tema tão delicado, proponho que assistamos o vídeo a seguir:

Você deve estar se perguntando: Por que esse vídeo? Porque o vídeo contempla a ideia do que é diferente. Mas o que é diferença? Diferença é o nome dado para aquilo que não é igual. No exemplo do vídeo, o dentista resolveu colocar um nariz postiço e isso causou estranheza às pessoas ao seu redor, onde muitos conceberam a ideia de que o profissional estaria louco. As pessoas viam o nariz postiço, tiravam suas conclusões e por achar o comportamento não condizente ao que era “socialmente aceitável” definiam o profissional como alguém que enlouqueceu. Visaram a característica “física” e esqueceram que independente daquele “rótulo” (nariz postiço) era a mesma pessoa, o mesmo profissional, a mesma personalidade. No entanto, o dentista se autodefine como uma pessoa normal, a mesma de antes. O nariz postiço era apenas um detalhe visto que a mente, o raciocínio eram os mesmos.

No meio social, as pessoas usam muitos rótulos para definir algo ou alguém, seja pela característica física, condição social, religião, pelos relacionamentos ou pelo que alguém nos contou. Todos nós, enquanto seres humanos, temos nossas pré-concepções. Fazemos pré-julgamentos pela aparência, situações sim. Não existe pessoa que não tenha feito um pré-julgamento na vida, baseado nas aparências ou outros fatores, entretanto precisamos ter consciência quando estamos no ambiente corporativo. Não devemos levar em consideração o que chegou aos nossos ouvidos de forma aleatória, mas é necessário que tenhamos o interesse em descobrir o real sentido de tudo.

Nova call to action

No que diz respeito às pessoas numa companhia, é essencial que tenhamos empatia e respeito por elas. A sociedade é um exemplo de que existem pré-conceitos que se transformam em preconceitos e devemos combater isso intensivamente. Por exemplo, pessoas com alguma necessidade especial pode não ter aptidão para uma função, mas a suas qualidades as tornam capazes de realizar outras atividades com maestria, até mesmo surpreender aqueles que “não davam nada por elas”. Ou ainda, um profissional que foi alvo de alguma intriga, sabemos mesmo o que se passou antes de dar nosso parecer? Ou aquele que apresentou mudanças no comportamento, seria motivo para aplicar uma sanção disciplinar sem termos conhecimento acerca do motivo que o levou a agir de tal maneira? Cada pessoa tem uma forma de ser, cada pessoa lida de forma distinta às diversas situações e as pessoas tem sentimentos. Então, antes de estabelecer qualquer juízo de valor, é necessário que tenhamos a plena ciência das circunstâncias e não nos basearmos em suposições ou achismos.

Caetano Veloso canta “De perto ninguém é normal”. Nós baseamos nossos conceitos a partir do que vemos. Nem sempre o que vemos é o correto. Vivemos analisando, comparando, procurando detalhes nos outros e esquecemos que também somos humanos. O conhecimento nunca é algo prévio, mas sim constante. Ou seja, não conhecemos uma pessoa quando a vemos pela primeira vez, ou pelo primeiro erro. No primeiro momento pré-julgamos as pessoas, vemos o externo, as aparências, é como se repararmos a roupa da pessoa, buscando representar a condição social dela. No ambiente corporativo existe muita diversidade, assim como no universo inteiro. Ninguém é igual a ninguém. Deus fez todo mundo diferente, imagina só a monotonia que seria se todos nós fossemos iguais! Todos nós temos nossas qualidades, pontos a melhorar, gostos pessoais, crenças, valores morais. É essa pluralidade que ajuda a constituir a cultura e o clima organizacional de qualquer empresa. Cada pessoa carrega dentro de si virtudes que podem acarretar benefícios às organizações, cada indivíduo pode produzir ideias super bacanas aos processos empresariais.

Devemos ter muita sensibilidade ao lidar com pessoas. Será que estamos fazendo da forma certa? Será que estamos nos baseando por rótulos. Bom, é momento de repensarmos a nossa prática, refletirmos sobre os valores e potencialidades de cada um de nós, bem como nossos pares, nossos colegas. É difícil entender o ser humano, mas procurar se enxergar no lugar do outro é uma atitude muito bonita. É desenvolver o altruísmo. Então, vamos juntos nesse desafio?

Por: Vanessa Fernandes do Carmo

Profissional com mais de 10 anos de experiência em Customer Service, desempenhando atividades de atendimento SAC, backoffice, monitoria da qualidade nos setores financeiro, telefonia e petróleo e gás, além de colaborar com a área de Recursos Humanos como multiplicadora, ministrando treinamentos de reciclagem e formação de funcionários, bem como elaborando apresentações, materiais didáticos e avaliações conforme a necessidade do cliente contratante. Possui formação acadêmica pautada nas ciências humanas tanto nas questões administrativas quanto nas relacionadas ao desenvolvimento do capital humano, sendo a primeira em Tecnologia em Processos Gerenciais pela Universidade Cândido Mendes e atualmente concluindo a Licenciatura Plena em Pedagogia pelo Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro.