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Empatia: O que é, importância e como promover

Entenda o que é empatia, a importância de um líder empático e como desenvolvê-la no ambiente de trabalho.

Apesar de a empatia ser uma característica da personalidade e não as habilidades ou competências profissionais, agir de forma empática no ambiente de trabalho é um fator que contribui para oferecer um ambiente saudável, o que contribui para bons resultados.

A empatia vai muito além da perspectiva emocional, ela afeta o relacionamento entre os colaboradores, gestores e líderes, o que impacta diretamente na produtividade da organização, assim como em manter e gerir bons profissionais, como a retenção de talentos.

Por isso, reunimos neste post, alguns aspectos a respeito da empatia que você precisa saber e aplicar na organização em que faz a gestão. Vamos lá?

O que é empatia?

Em linhas gerais, a empatia diz respeito ao comportamento de se colocar no lugar do outro. É ter a capacidade de entender o que a outra está passando e sentido em determinada situação.

Além disso, a empatia está intrinsecamente relacionada à atitude de não julgar o outro e tentar entender os motivos das suas ações, deixando que as suas emoções possam ser expressas.

As características de uma pessoa empática envolvem a escuta ativa, que é não apenas ouvir o que o outro está dizendo, mas ouvir com atenção, ser paciente e fácil comunicação.

De maneira geral, a empatia em apresentar quatro qualidades:

  • Se colocar no lugar do outro para entender como ele se sente;
  • Evitar fazer julgamentos;
  • Reconhecer os sentimentos de outras pessoas;
  • Comunicar o que sente frente a atitudes de outros.

Por que é importante ter empatia no trabalho?

A empatia nas empresas representa uma grande vantagem competitiva, pois ela contribui eficazmente com o aumento da capacidade produtiva, o que para empresas que lidam com produções em grande escala, como uma fábrica de chave de nível, por exemplo, é, sem dúvida, um benefício que impacta nos negócios.

Outro ganho para as organizações é a elevação do engajamento e retenção, isso significa ter funcionários mais participativos e envolvidos com as metas e objetivos da empresa. O resultado é a obtenção de mais resultados e, consequentemente, mais competitividade no mercado.

Ambientes corporativos em que há o desenvolvimento do comportamento empático, os colaboradores são mais leais. A consequência é a retenção de talentos.

Mais um grande benefício é o aumento das vendas. Por exemplo, se um colaborador exerce a empatia, ele vai compreender melhor as necessidades e anseios do cliente, portanto, vender um produto, como uma batedeira industrial ou serviço, será um processo mais efetivo.

Leia também:

Índice Global de Empatia

Em 2016, surgiu um índice Global de Empatia, chamado de Empathy Index, que tem como foco verificar quais são as empresas que estão criando ou já tem implantado nos seus negócios a cultura da empatia.

Porém, a cultura da empatia, neste caso, precisa estar conseguindo oferecer ao ambiente de trabalho prosperidade entre os colaboradores e equipes, aumentando o retorno financeiro.

Avaliada pela Harvard Business Review, atualmente encontra-se 170 empresas que se encaixa nestes requisitos, mantendo no topo da lista Facebook, Google e LinkedIn, consideradas as três empresas mais empáticas para se trabalhar no mundo.

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Qual a importância de um líder ser empático?

Qual a importância de um líder ser empático? A empatia é um sentimento que influência diretamente nas relações entre o líder e o liderado.

Trabalhar com pessoas é trabalhar com o incerto, cada um traz consigo padrões de comportamentos diferentes e que faz daquele ser único e imprevisível.

Porém, a forma de gerir pessoas tem mudado, com isso, faz-se necessário novas formas de se pensar essa relação de influência que acompanhe as transições do presente século.

Com tantas mudanças os gerentes agora são pagos para pensar e com as novas exigências as ferramentas usadas para gerir processos já não atendem à demanda.

O desenvolvimento pessoal passou a fazer parte das necessidades das chamadas gerações X e Y, que não sobrevivem apenas com comando e controle. Os novos modelos de liderança precisam de uma gestão que os desenvolva e que aperfeiçoe seu pensamento para que os objetivos pessoais e profissionais sejam alcançados.

A empatia é um sentimento que influencia diretamente nas relações entre o líder e o liderado. Existem três tipos de empatia:

  1. Cognitiva: profissionais que conseguem colocar as coisas de forma que os outros entendam;
  2. Emocional: associada às pessoas que normalmente são bons conselheiros, professores e líderes;
  3. Preocupação: sentir, de fato, o que o outro sente e se dispor para ajudá-lo.

Goleman e Boyatzi (2011), em sua recente pesquisa sobre o que acontece no cérebro quando as pessoas interagem, enfatizam que o líder eficaz é aquele que explora o sistema de interconexões cerebrais através do seu próprio comportamento.

O conceito de neurônios-espelhos está associado à comunicação dos sentimentos, movimentos, emoções e intenções. Tanto a percepção, a intenção e emoções são espelhadas. A empatia e a ausência dela são percebidas e reproduzidas de certa forma por seus liderados.

O gestor possui mais essa ferramenta interna ao lidar com as pessoas. O líder a procura da excelência da sua equipe, além de exigir, deverá fazê-lo, mas proporcionando um bom clima.

Como podemos desenvolver a empatia no ambiente de trabalho?

Como podemos desenvolver a empatia no ambiente de trabalho?

Seja flexível: ter uma mente aberta leva a uma melhor compreensão das razões pelas quais as emoções e os sentimentos das outras pessoas se manifestam nas mais diversas situações.

Se faça perguntas antes: antes de tomar alguma atitude ou de dizer algo, se pergunte antes: “Como eu reagiria?”, “Quais as emoções e os sentimentos que eu teria diante de tal atitude ou diante de tais palavras?”, “Haveria alguma consequência boa ou ruim?”, “Quais?”

Coloque-se sempre no lugar do outro: não faça aquilo que não gostaria que o outro fizesse contigo, ou seja, é se colocando no lugar do outro para entender as consequências ruins das atitudes ou das palavras ditas.

Compreenda e respeite: todas as pessoas reagem de maneira diferente, têm emoções e sentimentos diferentes nas mais diversas situações.

Esteja ciente de suas ações e suas consequências para as outras pessoas: pense sempre em como as outras pessoas irão reagir às suas atitudes. Pensar só em ti é só em caso de não haver outras pessoas envolvidas.

Escute, compreenda, não julgue e não faça críticas destrutivas: ter empatia envolve ter uma postura sensata, ter uma comunicação limpa, sem vícios de julgamentos e de críticas destrutivas, livre de preconceitos e longe do senso comum.

Identifique pessoas com comportamento empático e as transformem em líderes: para disseminar a empatia nos locais de trabalho, uma medida estratégica é identificar as pessoas empáticas e torná-las líderes.

Estabeleça rodas de conversas: a empatia passa pela compreensão dos desejos e necessidades de cada indivíduo. Para conhecer as suas prioridades, nada melhor que promover conversas regulares entre os funcionários.

Crie uma rotina de feedbacks: em um ambiente de trabalho é importante dar feedbacks. A ideia não é somente para elogiar e mostrar possibilidades de correção e desenvolvimento, mas também para promover a escuta ativa.

Conclusão

A empatia é um elemento crucial no ambiente de trabalho, promovendo relações saudáveis e colaborativas. Sua importância no contexto profissional vai além das interações diárias, contribuindo para um ambiente mais inclusivo, produtivo e resiliente.

Assim, ser empática no trabalho:

  • Fortalece os vínculos entre colegas;
  • Fomenta um senso de camaradagem e apoio mútuo;
  • Tornar as equipes mais coesas e eficazes.

No papel de líder, a empatia assume uma importância ainda maior. Um líder empático demonstra compreensão pelos desafios e necessidades de sua equipe, criando um ambiente no qual os colaboradores se sentem valorizados e compreendidos.

Essa abordagem líder-empático contribui para o desenvolvimento profissional e pessoal dos membros da equipe, promovendo uma cultura organizacional que prioriza o bem-estar e o engajamento.

Portanto, é importante a empresa desenvolver iniciativas que promovem a empatia, como:

  • Programas de treinamento;
  • Mentorias;
  • Políticas de comunicação aberta.

Assim, é possível criar um ambiente no qual a empatia floresce naturalmente, contribuindo para um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

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