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Empreendendo E Aprendendo

Atualmente nosso país tem aproximadamente 20 milhões de empresas operantes, apenas a China nos supera nesse índice. Pesquisas apontam que de cada três empreendedores, um iniciou o negócio por necessidade e dois por detectar uma oportunidade. Vivemos a Era do empreendedorismo?

Análises revelam que esse movimento mercadológico compõe uma revolução discreta, porém mais impactante para o século XXI do que foi a Revolução Industrial no século XX. Cada vez mais percebemos que investir em um empreendimento é sinônimo de fazer a diferença, de criar algo novo que venha para agregar valor único.

Empreender – palavra que ganhou destaque em nosso vocabulário e virou conceito, atingindo status de termo engajado. Sua etimologia tem raízes no latim imprehendere, que significa pegar, capturar, prender nas mãos, assumir e fazer.

Podemos enxergar o empreendedor como alguém que cria um modelo de negócio após identificar uma necessidade, transformando-a em oportunidade. O raciocínio estratégico para captar e converter recursos faz parte de seu perfil, assim como o entendimento dos riscos necessários para realizar a implantação de seu projeto.

Inicialmente, o insight dessa corrente de pensamento foi introduzido por pessoas que buscavam posições no mercado de trabalho e não conseguiam atingir o sucesso almejado. Em prol da realização de suas necessidades pessoais e financeiras, começaram a expandir sua ótica para novas possibilidades que não fossem dependentes exclusivamente de terceiros.

E até meados de 2003, os empreendimentos no Brasil surgiam exclusivamente como expressão dessa necessidade, revelando uma busca imediatista pela tábua de salvação financeira.

Com a aparição e aumento significativo dessas novas empresas no mercado, a economia sofreu um impacto positivo e foi aquecida. A esfera comercial se deparou com um novo prisma de negócios, que apresentava outro tipo de visão, capital e timing. Para acompanhar as mudanças, foi imprescindível revisitar antigos conceitos, harmonizar o ritmo, buscar informação para entender e avaliar o que estava acontecendo.

Esse aprendizado de forma prática e tática agregou conhecimento a todos os setores e serviu como excelente complemento para o processo de globalização. O empreendedorismo tornou-se pauta de discussões e repercussões e ciente desse cenário virtuoso, o governo brasileiro iniciou programas de apoio ao desenvolvimento de projetos de micro e pequenos empresários.

Como pensava Peter Drucker, o talento não é necessário ao empreendedor diretamente. O que impulsiona e forma o perfil é o desejo de aprender, de investir tempo, ser disciplinado, conseguir se adaptar e implementar diretrizes e práticas buscando o sucesso, seja ele empresarial ou pessoal.

A principal mensagem é enxergar as oportunidades. A concorrência pode ser vista como dificuldade ou como uma constante ferramenta indutora ao aprendizado e à melhoria contínua. Tendo acesso a este tipo de conhecimento, onde não somos apenas uma peça da engrenagem, mas sim todas as peças ao mesmo tempo; aprendemos como valorizar os erros. Vivenciando esta experiência com olhar analítico nos tornaremos agentes transformadores, contribuindo para a revolução do conhecimento.

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