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Energia renovável: uma das demandas mais importantes para o sucesso da agenda ESG

energia renovável

Conforme as agendas ESG vão evoluindo, novas estratégias para atendimento das demandas gerais são estabelecidas e com isso, as empresas passam a desenvolver os programas que auxiliarão o seu progresso nessa caminhada.

Com os compromissos ambientais, a expansão da energia renovável continuará neste ano e o motivo você já deve saber: o mundo tenta evitar uma catástrofe climática. Por isso é importante que todo empreendedor tenha conhecimento desse setor no fornecimento de eletricidade e como isso impacta a sua empresa. Acompanhe!

Nova call to action

Diante dessas evoluções mais atuais, um dos temas que desde a COP-26 (comissão entre as partes da ONU) tem sido muito questionado é a emissão dos famosos GEE (Gases de efeito estufa).

Esses gases são os maiores causadores do aquecimento global e com isso, a busca pela forma de reduzi-los tem criado alternativas, às mais variadas atividades geradoras que vão desde a mudança dos combustíveis fósseis nos veículos para as fontes elétricas, até a mudança da matriz energética, saindo das tradicionais fontes energéticas (como termelétricas, a combustíveis fósseis e termonucleares) para as energias (eólicas, solar e através de hidrogênio verde).

A mudança da matriz energética, além da redução das emissões de CO2 diretas, traz consigo outras grandes vantagens que vão desde a redução dos impactos locais na instalação (como por exemplo no caso das energias hidrelétricas que geram impacto na fauna e flora e também na comunidade local por conta dos alagadiços).

Até os impactos secundários (ligados principalmente a questão da busca pela redução de CO2 por parte dos veículos, na substituição dos combustíveis utilizados, sendo que com o processo de transição para a mobilidade elétrica, se as fontes não forem limpas e renováveis, acabam gerando CO2 da mesma forma e com isso, a transição não funciona corretamente).

Expansão da energia renovável

O processo de transição energética, requer uma mudança principal e necessária dentro do ESG que é a visão do todo, onde um produto ou serviço tem seus impactos avaliados desde a extração dos materiais utilizados até o final de sua vida útil, onde deve ser definido o que será feito com o resíduo gerado.

Essa mudança, requer envolvimento das empresas (que precisam se mobilizar para transformar suas frotas e também as fontes de energia utilizadas), requer participação ativa dos governos (pois para o uso de energia limpa ou até mesmo para consumo de um produto como um carro elétrico, se faz necessário subsídio que gera atratividade).

E também requer envolvimento da população geral, para que entenda a importância de realizar as alterações das fontes energéticas sempre que for possível (e isso só é obtido através do desenvolvimento do conhecimento do público, quanto à importância da energia renovável e de reduzir as emissões de GEE).

Se olharmos alguns bons exemplos, podemos verificar alguns países europeus que já estão estabelecendo metas de energia renovável para os próximos anos e além disso, somando a essas metas a mudança da mobilidade urbana para elétrica em cinco, dez ou vinte anos. 

Temos ainda a Noruega que hoje é o país que mais evoluiu no uso de veículos elétricos e já emplaca mais carros movidos a eletricidade do que à queima de combustíveis fósseis. Esse processo mostra a maturidade dos países nórdicos em criar ações em prol da sustentabilidade, uma realidade que já ocorre a muitos anos.

E o Brasil? O Brasil ainda necessita evoluir bastante a sua visão sobre a energia renovável. O país tem várias oportunidades com fonte de energia eólica o bastante para abastecer o país, somada a uma capacidade de energia solar altíssima e também com um novo processo em andamento de investimento em hidrogênio verde, uma fonte de energia limpa e muito importante para essa transição, pois o hidrogênio é o elemento químico com maior disponibilidade no nosso planeta.

Toda essa mudança de visão, requer uma transição tecnológica e econômica, mas que antes disso necessita de uma mudança de mindset, que transforma o entendimento do público. 

Alterar o uso de um veículo conhecido a muitos anos pelo público geral para um elétrico, irá requerer tempo, adaptação e também muita disseminação de conhecimento por parte de todos, porém, isso só terá efeito, quando de fato a população entender a vantagem ao planeta quanto a sua mudança, somada aos impactos econômicos obtidos de forma direta. 

Enquanto o carro elétrico for mais caro e a energia solar não for competitiva, o público manterá o padrão já conhecido, não porque quer poluir, mas porque nas condições atuais, mais de 99% dos brasileiros não tem condições de tomar ações mais sustentáveis, seja pela falta de recurso econômico ou até mesmo pela falta de conhecimento no tema.

Gostou do que falei aqui sobre energia renovável? Então, confira também o meu outro artigo que falo das empresas que podem estar “enganando” seus investidores com agendas ESG que na realidade não existem. Confira e aproveite a leitura!

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