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Engajamento Organizacional: Um Propulsor Para Resultados

Engajar pessoas é um dos grandes desafios que afetam diretamente a sustentabilidade dos negócios. Esta relação “pessoas versus organização” tem sido palco de grandes mudanças na estrutura das organizações. Exemplo disso é a evolução do Departamento Pessoal para a área de Gestão Estratégica de Pessoas.

Em paralelo, crescem os estudos sobre as pessoas, a fim de compreender a dimensão humana nas organizações, tendo no engajamento um dos temas estudados por Mowday (1999) para compreender as atitudes e os comportamentos relacionados ao trabalho, com especial importância por ser uma vantagem competitiva e estar relacionada com variáveis importantes na gestão de Recursos Humanos, como o absenteísmo e o turnover.

Existem diversas conceitualizações do termo engajamento organizacional. Contudo, uma das mais defendidas considera que o engajamento organizacional é uma ligação psicológica, afetiva do indivíduo à organização, e reflete, até certo ponto, o quanto os valores e os objetivos organizacionais são congruentes com os valores e os objetivos individuais. E são essas ideias, de Meyer & Allen (1991) que temos estudado e aplicado nas organizações.

Profissionais engajados apresentam vigor, dedicação e absorção ao realizar suas tarefas. Possuem um alto índice de energia e capacidade de resistência mental (vigor), envolvem-se completamente com o que fazem experimentando um senso de significado, entusiasmo e desafio (dedicação) e se concentram tanto com a atividade que fazem que nem percebem o tempo passar (absorção).

Logo, engajar pessoas é uma relação ganha-ganha, tanto para a organização como para o indivíduo. Na prática percebemos o engajamento quando as pessoas acreditam nos objetivos e nos valores organizacionais, empenham-se em dar o melhor de si e se sentem pertencentes à organização. Quando a empresa e o indivíduo alcançam este patamar em sua relação, coisas boas acontecem: alto desempenho, alta produtividade, felicidade!

Sim, é possível elevar as margens de lucro e fazer com que o trabalho seja uma fonte de felicidade!

Mas o que as organizações podem fazer para tornar isto realidade?

Prestando serviços de consultoria em Gestão de Pessoas percebo que diversos aspectos influenciam na relação Pessoas e Empresas. Sob o ponto de vista organizacional, identificamos fatores físicos, sociais e organizacionais que impactam diretamente sobre o grau de engajamento das pessoas. Estamos falando aqui de aspectos como os recursos de trabalho, o grau de autonomia, as oportunidades de aprender, o feedback de desempenho, a informação, a liderança, o controle das tarefas de trabalho, o clima organizacional, entre outros. Aspectos que potencializam o engajamento, devendo a organização gerenciá-los.

No entanto, estudos de Luthans e Youssef (2007) apontam que os recursos pessoais também são aspectos a considerar quando falamos de engajamento, nomeadamente: a autoestima positiva, o elevado senso de autoeficácia e otimismo, grande capacidade de resistência (resiliência) e uma ativa atuação social (participação). Estes recursos pessoais atuam como um motor que motiva as pessoas a perseguirem suas metas e fortalecerem a crença em sua própria capacidade, desencadeando um elevado nível de desempenho no trabalho e satisfação com a vida.

Não é por acaso que profissionais engajados experimentam mais emoções positivas, incluindo a felicidade, a alegria e o entusiasmo. Pesquisas recentes descobriram que há transferência de experiências positivas (ou negativas) de uma pessoa à outra, sugerindo um processo de “contágio emocional” que ativa comportamentos colaborativos e estabelece um clima positivo na equipe. Portanto, profissionais engajados podem sim influenciar seus colegas de trabalho e elevar o nível de desempenho da equipe!

No entanto, se você ainda não ficou convencido do quanto é importante a organização promover o engajamento, saiba que seus benefícios impactam diretamente no alcance de metas, no sentimento de bem-estar porque reduzem os custos fisiológicos e psicológicos do trabalho (deixam o trabalho mais “leve”) e estimulam as pessoas ao crescimento pessoal, aprendizagem e desenvolvimento. Assim, as organizações que investem nos recursos de trabalho (aspectos físicos, sociais e organizacionais) ganham profissionais com elevados níveis de desempenho, envolvidos com o trabalho e responsáveis pelo seu próprio desenvolvimento profissional.

Por Luciana Budal de Oliveira

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