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Ergonomia

ERGONOMIA
No ambiente de trabalho há diversos riscos que podem prejudicar o desenvolvimento e o bem-estar do trabalhador. Os riscos originados em um processo produtivo podem ser: risco ambiental, que se dá em função de sua natureza pelo tempo de exposição; risco físico, exibição do indivíduo a altas ou baixas temperaturas, ruídos e vibrações, entre outros fatores; risco químico, provem da contaminação por uma substância tóxica para o organismo humano; risco biológico, que surge do contato de determinados microrganismos e animais peçonhentos; risco de acidente, exposição do trabalhador as diversas situações do ambiente e por fim, o risco ergonômico, relacionado a realização de tarefas inadequadas em circunstâncias impróprias. A ergonomia será um dos principais pontos estudados a seguir.
A Palavra ergonomia tem sua origem muito recente, ela foi cunhada no ano de 1949, formada do grego ERGON, “trabalho”, mais NOMOS, “ordenamento, lei, regra”. Apesar do conceito de ergonomia ser recente, ela já havia sido citada no ano de 1857, pelo polonês W. JASTRZEBOWSKI, que publicou um artigo intitulado “Ensaio da ergonomia ou ciência do trabalho baseada nas leis objetivas da ciência da natureza”. Os primeiros estudos sobre o homem em seu posto de trabalho foram realizados por engenheiros e médicos do trabalho. (Prof. Marcio Cesar Vidal, Dr, Ing).
As atividades do dia a dia e os métodos de trabalho devem estar em sintonia com as características de cada trabalhador, desse modo, Dul e Werdmeester (2004, p.1) dizem que

ergonomia é a reunião das leis que regem o trabalho, é uma ciência multidisciplinar (psicologia, fisiologia, biomecânica), que estuda as características com a finalidade de adaptar as tarefas e as ferramentas de trabalho as capacidades e necessidades.

Segundo a Associação Internacional de Ergonomia (2015), temos três principais tipos: física, cognitiva e organizacional. A ergonomia Física, está relacionada às características humanas, as respostas do corpo humano, a carga física e psicológica, antropométricas, fisiológicas e biomecânicas, as quais estão interligados diretamente com a atividade física. Algumas doenças tem ligação direta com a ergonomia física, como a LER (conjunto de doenças que atinge principalmente os membros superiores, causando inflamações, irritação dos nervos e tendões) e a DORT (distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho). A diferença entre essas duas doenças, é que a primeira é causada por esforço repetitivo, enquanto a outra é o nome dado as doenças causadas pelo trabalho.
As possíveis causas das lesões por esforços repetitivos podem estar ligadas aos postos de trabalho impróprios, por posturas inadequadas e desfavoráveis as articulações, repetição de um mesmo padrão de movimentos, ritmo intenso de trabalho, pressão do chefe sobre o empregado e ainda falta de orientação do profissional de segurança no trabalho ou da medicina do trabalho. (ABERGO-associação brasileira de ergonomia).
Já a ergonomia Cognitiva, está relacionada aos processos mentais, memória e percepção que afetam o seu desempenho nas relações entre humanos, tópicos relevantes incluem a carga mental de trabalho e a pressão nas tomadas de decisão. Por fim, tem-se a ergonomia Organizacional, a qual está relacionada com a otimização dos sistemas sociotécnicos, políticos, processos, trabalhos em turnos, programação e satisfação no trabalho, ética profissional, trabalho em equipe e com a estrutura organizacional (ABERGO-associação brasileira de ergonomia).
Dentre as 36 Normas Regulamentadoras (NR), que regulamentam e ministram orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho, há a NR 7 que estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos que admitam trabalhadores como empregados, do Programa do Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), com a finalidade de promoção e prevenção da saúde de seus trabalhadores. A NR 17 estabelece parâmetros que permitam a adequação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a propiciar mais conforto, segurança e desempenho eficiente.
A norma regulamentadora (17.1.1), nos apresenta condições para o desempenho das tarefas: “as condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento e peso, transporte e descarga de matérias, ao mobiliário. Aos equipamentos e as condições ambientais do posto de trabalho e a própria organização do trabalho”.
Quanto à organização do trabalho a NR 17 expõe;
17.6.2. A organização do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em consideração, no mínimo: a) as normas de produção; b) o modo operatório; c) a exigência do tempo; d) a determinação do conteúdo de tempo; e) o ritmo de trabalho; f) o conteúdo das tarefas.

Segundo Taylor (apud Chiavenato 2011.p.57)
o trabalho é executado melhor por meio de análise do trabalho, isto é, da divisão e subdivisão de todos os movimentos necessários à execução de cada tarefa. Por meio dos estudos da ergonomia são eliminadas as condições de insegurança, insalubridade, desconforto e ineficiência, adaptando-as para as limitações do homem (condições físicas e psicológicas) melhorando a qualidade de vida no trabalho (QVT).

Segundo a autora Limongi – França (2003) em seu livro Qualidade de vida no Trabalho- QVT, relata que a uma certa confusão sobre o significado de qualidade de vida no trabalho, pois estaria ligado ao modismo de cada época, de casa empresa:
… tem-se constatado certa confusão sobre o significado teórico e técnico do conceito de QVT, que poderia conduzir, simplesmente, a outro modismo nas empresas…segundo Fernandes e Guitierrez (1998), a nulidade de vida no trabalho é afetada, ainda, por questões comportamentais que dizem respeito as necessidades humanas e aos tipos de comportamentos individuais no ambiente de trabalho, de alta importância, como, entre outros, variedades, identidade de tarefa e retro informação.
Entre os objetivos da ergonomia está à adaptação do trabalho ao homem, lhe proporcionando maior conforto, e como consequência uma melhor qualidade de vida. Quando se tem um ambiente de trabalho com condições favoráveis, o homem se sente melhor e em decorrência produz mais diminuindo os índices de absenteísmo.
Ausentíssimo ou absenteísmo é a denominação que se dá para as faltas ou ausências do local de trabalho. Para Chiavenato (2009, p.60), o absenteísmo “representa a soma dos períodos em que os funcionários da organização se encontram ausentes do trabalho, seja por falta, atraso ou em virtude de algum motivo interveniente”.
Nem sempre a ausência dos colaboradores em uma empresa é devido a fatores próprios dos funcionários, entretanto podem estar na organização, nas condições ofertadas de trabalho, na gerência ou ainda na falta de motivação, entre outros motivos (CHIAVENATO, 2009).

Vânia Elisete Surek Krupa
Vskpolaca@hotmail.com

Por: Vania

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