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Erro.

Hoje, gostaria de dizer a você sobre a importância de aprendermos com os erros. Especialmente, para os que mais se cobram.
Erros…
Todos cometem!
A diferença, é que alguns aprendem com os erros e conseguem tirar lições para o futuro, atentos a não cometer o mesmo erro, enquanto outros, pelo contrário, apenas conseguem acumula-los sem perceberem onde e porque estão errando.

Os perfeccionistas são pessoas com muitas qualidades, mas também com alguns defeitos. Eles apreciam um trabalho bem feito, e dedicam, sempre, muita atenção aos detalhes, porém se cobram muito e isso acaba atrapalhando seu desempenho, não sendo nenhuma virtude.

Na verdade, uma das coisas mais difíceis de aprender é a aceitar o erro sem se deixar abater, reconhecer o erro sendo honesto com os outros e consigo mesmo alivia o sentimento negativo do fato.
Aprender a reconhecer o erro não é algo dramático. Na verdade, a questão não está no errar, mas sim, no saber o que fazer para corrigir e não tornar a cair no mesmo equívoco.

Para ter sucesso na vida, é necessário, antes de qualquer coisa aprender a lidar com o fracasso e, depois, saber enfrentar os problemas que surgem diariamente. No fundo, tudo gira, em torno deste estranho paradoxo.

Como disse o famoso General britânico Winston Churchill: “O sucesso, está em aprender a ir de fracasso em fracasso sem se desesperar”.
Conhecemos diversos, casos em que as pessoas acabam atrapalhando suas relações no trabalho ou mesmo nas relações sociais, pelo simples fato, de terem medo de errar. Quem nunca se recusou a jogar futebol ou basquete no colégio, dizendo que é porque não sabe jogar? Ou, quem nunca se negou a ir voluntariamente apresentar uma reunião de trabalho, por não ter certeza se conseguiria. Ou ainda, alguém que não participa de um novo jogo para não correr o risco de perder por não dominar as regras. E assim, vão inúmeras situações em que deixamos as oportunidades passarem pelo simples fato do medo de errar.

Como já referi anteriormente, os perfeccionistas têm qualidades e defeitos.
Nas qualidades podemos destacar o gosto em fazer as coisas bem feitas, verificando todos os detalhes. Gostam de apresentar um trabalho impecável e investem muito do seu tempo para isso.
Como defeito, é que, normalmente, são pessoas muito tensas e que sofrem demasiado quando não conseguem alcançar a perfeição no que fazem. O rigor e a exigência que os caracterizam, acabam por torná-los lentos e, na maior parte das vezes, a ser igualmente exigentes com aqueles que não são tão cuidadosos, quanto eles, atrapalhando sua relação interpessoal.

Aprenda a reconhecer seus erros

Na verdade, uma das coisas mais difíceis de aprender é o de saber o que fazer quando erramos. Não estou referindo ao ato de cometer o erro, pois isso é muito fácil. Falo de errar e não se deixar abalar. De saber reconhecer um erro sem que isso lhe traga um terrível sentimento de fracasso.

O fracasso é natural

Os fracassos são vistos pelas pessoas como algo inaceitável. Inconscientemente tentamos às vezes nos enganar, fingindo não ver o erro. Por essa razão muitos perfeccionistas entram em desespero quando concluem que não são perfeitos, o que demonstra falta de sentido de realidade. Devemos aprender e ter consciência de que errar não é nenhuma tragédia, pois o importante não é o falhar, mas sim, saber como corrigir e solucionar o problema causado.

O ensino e a humildade

Porque erros… Todos cometem.
A diferença é que alguns, com humildade, conseguem tirar proveito e ensinamentos para o futuro, enquanto outros, apenas acumulam tropeços e pessimismo.
Devemos ter a capacidade de ultrapassar os obstáculos que surgem com sabedoria e disciplina.
As dificuldades da vida jogam, normalmente, a nosso favor. Os fracassos nos obrigam a fazer uma autoanálise para percebermos as nossas limitações. E, ao mesmo tempo, brindam-nos com a oportunidade de superarmos as dificuldades, dando o melhor de nós. É assim que vamos moldando o nosso caráter.

A ingenuidade perante a vida

Seria uma ingenuidade completa pensar que a vida se resume em uma busca desesperada por algo tão utópico, como o desejo de permanecer em estado de euforia permanente, ou de sentimentos agradáveis. Quem partilha esta forma de pensamento estará, quase sempre, triste e se sentindo miserável, acabando por influenciar, provavelmente, aqueles que estão ao seu redor.
É triste ver pessoas inteligentes e capacitadas desistirem na primeira contrariedade. Jovens desistindo dos estudos por causa de notas baixas; casais que perante o fracasso do seu relacionamento amoroso, passam a amaldiçoar toda a humanidade; ou aqueles que perante um pequeno revés na sua brilhante carreira, entram em depressão, com consequências diretas na sua vida afetiva, profissional e círculo de amizades.
A maior falha consiste em deixar de fazer seja o que for por medo de errar.

Esta é uma das razões pela qual é importante não se deixar cair nesse tipo de perfeccionismo neurótico. Se errar é humano, porque temos este medo de errar? Errar não quer dizer fracassar é só uma maneira que temos de aprender.

Quem é o vencedor?

Aquele que pode ser considerado como bem-sucedido na vida? Os vencedores são aqueles que aprenderam a superar as constantes pequenas falhas que, gostemos ou não, vão surgindo na vida de cada um de nós.
Os que falham na vida são aqueles que desistem de tudo no primeiro obstáculo, sem sequer tentarem ultrapassá-lo.

O triunfo está de alguma forma, associado ao saber errar. Já o sucesso está relacionado com o saber enfrentar os erros que surgem, inevitavelmente, todos os dias.
Nosso sucesso na vida depende, em grande parte, deste estranho paradoxo. Cada frustração, cada contratempo, cada revés, cada decepção carrega consigo um germe desconhecido para os humanos, que acaba sendo decisivo no processo de construção de uma vida melhor.
Uma reflexão…

O erro do perfeccionista está em não aceitar o fracasso, tentando se enganar, como se isso modificasse alguma coisa ou mesmo fosse possível.
Corremos o risco de dar demasiada importância às coisas menores, nos distanciando do que é verdadeiramente essencial.

O perfeccionismo está normalmente associado, à hesitação e à resistência em delegar ou confiar nos outros. Assumir um estilo hesitante, rígido e demasiadamente exigente.

O perfeccionista não se envolve. No entanto, viver é saber optar e estabelecer ligações, o que implica riscos: e quem tenta sempre evitá-los, não é livre, mas um prisioneiro da sua própria indecisão.
Portanto, se às vezes está um pouco atormentado por um diálogo interior sem fim, sua mente corre em grande velocidade, e em círculos, sem conseguir vislumbrar uma solução, esse é o diálogo, de uma mente fechada em si mesma, pesando os prós e contras de uma decisão… O mais provável, é que dai não resulte nada.

Para agir

Faça um esforço para controlar essa voz interior (sua mente). Não se deixe dominar por ideias reiterativas ou recorrentes sobre os prós e contras de coisas sem importância.

Uma pessoa dinâmica e prática deve ter confiança nos outros, saber delegar, distribuir tarefas, etc.

Se você tende a ser perfeccionista, primeiro, estabeleça seus limites e só depois decida. Posteriormente, descanse e não pense mais no assunto simplesmente dê uma chance a você mesmo de errar.

Paulo Victor Yamin
pvyamin8@gmail.com

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