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Especialista Da Ibe-fgv Fala Sobre A Importância Do Trabalho Em Equipe

Demonstrar sintonia, bom relacionamento e facilidade para realizar trabalhos em equipe é um diferencial para o profissional desde o processo de seleção. Essas características possuem um simples objetivo para o empregador/gestor: extrair o melhor da equipe e obter melhores resultados de produção, qualidade e economia.

“Ninguém faz nada sozinho! Demonstrar preocupação com o time e contar com a ajuda dos companheiros de trabalho para a construção do resultado é extremamente importante”, ressalta o professor da IBE-FGV especialista em RH, Gestão de Pessoas, Liderança e Coaching Executivo, Vagner Sandoval.

Segundo o especialista, desde o recrutamento, o profissional deve demonstrar o quanto já contribuiu para o sucesso do resultado final de um determinado projeto. “Durante a entrevista, o candidato deve demonstrar que sabe trabalhar em equipe, além disso, precisa deixar claro o quanto se preocupa com a colaboração de todos para a construção de um bom resultado”.

Após ser contratado, outros cuidados devem ser tomados para evitar o “eu”quipe. “Após a contratação o colaborador precisa ter muito cuidado com os termos – eu fiz, eu realizei, eu entendo, eu sei. As empresas precisam de trabalho de equipe e não de ‘eu’quipe”, diz o especialista.

Segundo o professor, um dos principais fatores para o surgimento do “eu”quipe é a falta de maturidade dos colaboradores, pois essa situação faz com que alguns funcionários ou os próprios gestores acrescentem demandas e responsabilidades. “A falta de competência técnica (o saber fazer) ou de atitude (o querer fazer) de alguns membros do time, muitas vezes coloca em risco a qualidade e o prazo da entrega do compromisso assumido pela área”.

A pressa é outro comportamento que atrapalha o desempenho. Segundo o professor, entregar a responsabilidade pela execução de uma determinada atividade para alguém do time não é algo tão simples, pois é uma tarefa que exige um alto investimento de tempo do gestor para acompanhar e capacitar o colaborador. “Tempo é dinheiro e hoje é um recurso extremamente escasso. Muitas vezes, diante da pressão pela entrega do produto/serviço o que se escuta é: dá aqui que eu faço, afinal vou gastar mais tempo ensinando do que fazendo”.

Outro exemplo que prejudica a equipe é o colaborador que não sabe dizer não. Para agradar e não ficar mal perante os amigos, ele não consegue falar não para determinados convites ou compromissos. Segundo Sandoval, “Quando a capacidade de falar não é baixa o profissional acaba virando um funil”, ou seja, recebe demanda de todos os lados e áreas, porém continua com a mesma capacidade de vazão. “Você pode me ajudar? Sim. Você pode fazer isto para mim ainda hoje? Sim. Você tem condições de vir aqui agora? Sim. Vamos conversar sobre isto agora? Sim. Saber falar não é fundamental”, finaliza.

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