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Evolução da administração: Descubra como surgiu, seus princípios e fases

Entenda como foi a evolução da administração, desde a Revolução Industrial até sua aplicação nos dias de hoje!

Na trajetória fascinante da gestão organizacional, a evolução da administração tem experimentado mudanças notáveis desde o século XVII, marcada por eventos cruciais como o início da Revolução Industrial.

Este contexto histórico transformador não apenas moldou a estrutura e operação das organizações, mas também impulsionou o surgimento dos princípios fundamentais da administração

Assim, entender o contexto e como tudo aconteceu é um passo determinante para saber para onde estamos indo e o que podemos aprender com o que foi feito no passado, seja certo ou errado, para não se repetir no futuro.

Aqui, você entenderá toda a evolução da administração, a importância e os princípios básicos. Acompanhe a evolução histórica e os grandes desafios!

A evolução da administração no século XVII

Na evolução da administração, duas instituições de destacaram: a Igreja Católica Romana e as Organizações Militares.

A Igreja pode ser considerada uma organização mais formal, mais eficiente da civilização Ocidental. Através dos séculos vem se mostrando forte frente aos seus objetivos, desde a eficácia de suas técnicas organizacionais e administrativas.

Por isso, ela foi se espalhando por todo o mundo e exercendo influência, inclusive sobre o comportamento pessoal de seus fiéis.

As Organizações Militares, evoluíram das displicentes ordens dos cavaleiros medievais e dos exércitos mercenários dos séculos XVII e XVIII até os tempos modernos com uma hierarquia de poder rígida e adoção de princípios e práticas administrativas comuns a todas as empresas da atualidade.

O fenômeno que provocou o aparecimento da empresa e da moderna administração ocorreu no final dos séculos XVIII e se estendeu o longo do século XIX, chegando ao limiar do século XX. Esse fenômeno, que trouxe rápidas e profundas mudanças econômicas, sociais e políticas, chamou-se REVOLUÇÃO INDUSTRIAL.

Início da Revolução Industrial

A revolução Industrial teve início na Inglaterra, com a invenção da máquina a vapor por James Watt, em 1776. A aplicação da máquina a vapor no processo de produção provocou um surto de industrialização, que se estendeu rapidamente a toda Europa e Estados Unidos. Para isso, ouve duas fases da evolução da administração inicial.

A primeira fase aconteceu entre 1780 a 1860, que foi a revolução do carvão, como principal fonte de energia, e do ferro, como principal matéria-prima. A segunda fase se deu entre 1860 a 1914 e foi onde aconteceu a revolução da eletricidade e derivados de petróleo, como as novas fontes de energia e do aço, como a nova matéria prima.

Qual foi a evolução da administração diante da revolução industrial?

Diante de grandes inovações, a evolução da administração ao longo do tempo, parecia clara. Surgiu então a chamada “Administração moderna” em resposta as duas consequências provocadas pela Revolução Industrial:

a) crescimento acelerado e desorganizado das empresas que passaram a exigir uma administração cientifica capaz de substituir o empirismo e a improvisação;

b) necessidade de maior eficiência e produtividade das empresas, para fazer face à intensa concorrência e competição no mercado.

O difícil é precisar até que ponto os homens da Antiguidade, da Idade Média e até mesmo do início da Idade Moderna tinham consciência de que estavam praticando a arte de administrar.

No início do século XX, surge Frederick W. Taylor, engenheiro americano e quem revolucionou a administração. Ele apresentou os princípios da Administração científica e o estudo da administração como ciência.

O surgimento dos princípios da administração

O surgimento dos princípios da administração - Taylor preconizava a prática da divisão do trabalho, enfatizando tempos e métodos a fim de assegurar seus objetivos

Conhecido como o precursor da teoria da administração científica, Taylor preconizava a prática da divisão do trabalho, enfatizando tempos e métodos a fim de assegurar seus objetivos, que eram a máxima produção com o mínimo de custo seguindo os princípios:

  • Da seleção cientifica do trabalhador;
  • Do tempo padrão;
  • Do trabalho em conjunto;
  • Da supervisão;
  • Da ênfase na eficiência.

Talvez, surge aí, isso segundo o meu entendimento, também as relações humanas, onde o bem estar dos trabalhadores era um dos fatores para o bom funcionamento da organização e o alcance dos objetivos traçados por ela.

Nas considerações da Administração científica de Taylor, a organização é comparada a uma máquina, que segue um projeto pré-definido. O salário é importante, mas não é fundamental para a satisfação dos funcionários.

A organização é vista de forma fechada, desvinculada de seu mercado. A qualificação do funcionário passa a ser supérflua em consequência da divisão de tarefas que são executadas de maneira monótona e repetitiva e, por fim, a administração cientifica, faz uso da exploração dos funcionários em prol dos interesses particulares das empresas.

Em 1911, Taylor publicou um livro considerado como a bíblia dos organizadores do trabalho chamado “Princípios da Administração Científica”, que se tornou um Best Seller no mundo inteiro.

Assim, reconhece-se hoje que as propostas pioneiras de Taylor deflagraram uma febre de racionalização, que prepararam o terreno para o controle da qualidade total, ocorrido ao longo do pós-guerra.

Saiba mais:

Fundamentos e evolução da administração – As funções essenciais

Taylor criou algumas propostas básicas, que foram vistas como funções essenciais da gerência administrativa, são elas:

1 – Planejar: Estabelece os objetivos da empresa, especificando a forma como estes vão ser alcançados. Parte de uma sondagem do futuro, desenvolvendo um plano de ações para atingir as metas traçadas. É a primeira das funções, já que servirá de base diretora à operacionalização das outras funções.

2 – Comandar: Faz com que os subordinados executem o que deve ser feito. Pressupõe-se que as relações hierárquicas estejam claramente definidas, ou seja, que a forma como administradores e subordinados se influenciam esteja explícita, assim como o grau de participação e colaboração de cada um para a realização dos objetivos definidos.

3 – Organizar: É a forma de coordenar todos os recursos da empresa, sejam humanos, financeiros ou materiais, alocando-os da melhor forma segundo o planejamento estabelecido.

4 – Controlar: Estabelecer padrões e medidas de desempenho que permitam assegurar que as atitudes empregadas são as mais compatíveis com o que a empresa espera. O controle das atividades desenvolvidas permite maximizar a probabilidade de que tudo ocorra conforme as regras estabelecidas e ditadas.

5 – Coordenar: A implantação de qualquer planejamento seria inviável sem a coordenação das atitudes e esforços de toda a empresa, almejando as metas traçadas.

Apesar das decorrências negativas para a classe trabalhadora geradas pelas propostas de Taylor, não se pode deixar de admitir que elas representaram um enorme avanço para o processo de produção em massa.

Princípios da evolução da administração para Henri Fayol

Princípios da evolução da administração para Henri Fayol -Enquanto altos executivos europeus estudavam os métodos de Taylor, os seguidores da evolução da Administração científica só deixaram de ignorar a obra de Fayol quando ela foi publicada nos Estados Unidos.

Paralelo aos estudos de Taylor, Henri Fayol que era francês, defendia princípios semelhantes na Europa, baseado em sua experiência na alta administração.

Enquanto altos executivos europeus estudavam os métodos de Taylor, os seguidores da evolução da Administração científica só deixaram de ignorar a obra de Fayol quando ela foi publicada nos Estados Unidos.

O atraso na difusão generalizada das ideias de Fayol fez com que grandes contribuintes do pensamento administrativo desconhecessem seus princípios.

14 princípios da evolução da administração segundo Fayol:

Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor, são eles:

1 – Divisão do trabalho: especialização dos funcionários desde o topo da hierarquia até os operários da fábrica, assim, favorecendo a eficiência da produção aumentando a produtividade.

2 – Autoridade e responsabilidade: autoridade é o direito dos superiores darem ordens que teoricamente serão obedecidas. Responsabilidade social é a contrapartida da autoridade.

3 – Unidade de comando: um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe, evitando contraordens.

4 – Unidade de direção: o controle único é possibilitado com a aplicação de um plano para grupo de atividades com os mesmos objetivos.

5 – Disciplina: necessidade de estabelecer regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários. A ausência de disciplina gera o caos na organização.

6 – Prevalência dos interesses gerais: os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais.

7 – Remuneração: deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização.

8 – Centralização: as atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas.

9 – Hierarquia: defesa incondicional da estrutura hierárquica, respeitando à risca uma linha de autoridade fixa.

10 – Ordem: deve ser mantida em toda organização, preservando um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar.

11 – Equidade: a justiça deve prevalecer em toda organização, justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa.

12 – Estabilidade dos funcionários: uma rotatividade alta tem consequências negativas sobre desempenho da empresa e o moral dos funcionários.

13 – Iniciativa: deve ser entendida como a capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo.

14 – Espírito de corpo: o trabalho deve ser conjunto, facilitado pela comunicação dentro da equipe. Os integrantes de um mesmo grupo precisam ter consciência de classe, para que defendam seus propósitos.

Taylor x Fayol: Diferenças que ajudaram na evolução administrativa

Taylor x Fayol: Diferenças que ajudaram na evolução administrativa

As cinco funções essenciais da gerência administrativa defendida por Taylor, já conhecidas e estudadas nas escolas de administração, são os fundamentos da Teoria Clássica defendida por Fayol.

Essa teoria considera: a obsessão pelo comando, a empresa como sistema fechado e a manipulação dos trabalhadores, que semelhante a administração cientifica, desenvolvia princípios que buscavam explorar os trabalhadores.

Traçando um paralelo entre a administração cientifica de Taylor e a administração clássica de Fayol conclui-se que: Enquanto Taylor estudava a empresa privilegiando as tarefas de produção, Fayol estudava a empresa privilegiando as tarefas da organização.

A ênfase dada por Taylor era sobre a adoção de métodos racionais e padronizados e máxima divisão de tarefas, enquanto Fayol enfatizava a estrutura formal da empresa e a adoção de princípios administrativos pelos altos escalões.

Evolução da Administração

Na história da evolução da administração não podemos esquecer uma contribuição muito importante que foi a de Elton Geroge Mayo, criador da teoria das relações humanas, hoje, mais conhecida como gestão de pessoas.

Ela foi desenvolvida a partir de 1940 nos Estados Unidos e mais recentemente com novas ideias com o nome de teoria do comportamento organizacional. Foi basicamente o movimento de reação e oposição a teoria da administração clássica, com ênfase concentrada nas pessoas.

Ela teve como origem a necessidade de:

  • Humanizar e democratizar a administração;
  • Gerar o desenvolvimento das ciências humanas (psicologia e sociologia);
  • Desenvolver as ideias da filosofia pragmática de John Dewey;
  • A psicologia dinâmica de Kurt Lewin;
  • Conclusões do Experimento de Hawthorne.

Em 1932, quando essa experiência foi suspensa já estavam definidos os princípios básicos da Escola de relações humanas, como:

  • Nível de produção como resultado da integração social;
  • O comportamento social do empregado;
  • A formação de grupos informais, as relações interpessoais;
  • A importância do conteúdo do cargo;
  • Ênfase nos aspectos emocionais.

A partir de 1950 foi desenvolvida a teoria estruturalista, preocupando-se em integrar todas as teorias das escolas acima, que teve início com a teoria da burocracia de Max Weber, que se baseia na racionalidade, na adequação dos meios aos objetivos, para que se tenha o máximo de eficiência.

Além disso, existiu também a teoria de sistemas, desenvolvida a partir de 1970, que passou a abordar a empresa com um sistema aberto em contínua interação com o meio ambiente que o envolve.

Por fim, a teoria da contingência, desenvolvida no final da década de 1970, também se fez presente. Para essa teoria a empresa e sua administração são dependentes do que ocorre no ambiente externo. À medida que o meio ambiente muda, também ocorre mudanças da empresa e na sua administração. O chamado Fator externo.

Conclusão

A evolução da administração ao longo do século XVII e o advento da Revolução Industrial marcaram transformações significativas na forma como as organizações eram geridas.

Assim, a partir da Revolução Industrial, a administração enfrentou novos desafios e oportunidades, levando ao surgimento de princípios fundamentais delineados por pioneiros como Frederick Taylor e Henri Fayol.

Cada um com seus respectivos princípios, ofereceram uma estrutura sólida para a gestão eficiente das organizações. Enquanto Taylor enfatizava a eficiência operacional e a especialização, Fayol concentrava-se na estruturação organizacional e nas funções administrativas.

Além disso, a evolução contínua da administração reflete a natureza dinâmica das organizações e do ambiente empresarial. Ao adotar princípios, fundamentos e funções essenciais, os gestores modernos podem criar seus negócios sobre a rica história da administração.

Entretanto, para isso é necessário adaptar-se às mudanças constantes e promovendo práticas inovadoras para alcançar o sucesso organizacional no século XXI.

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