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Formando LÍderes Na Empresa Toda

FORMANDO LÍDERES NA EMPRESA TODA
Uma nova visão da realidade – um novo paradigma – está rapidamente transformando
a base de nossas tecnologias, sistemas econômicos e instituições sociais.

O paradigma que está se extinguindo incluía a visão da vida em sociedade como
uma luta competitiva pela sobrevivência, a crença em progresso material ilimitado
a ser atingido por crescimento econômico contínuo e uma visão fragmentada e
mecanicista do mundo.

O novo paradigma vê o mundo como um todo integrado em vez de uma coleção
de partes dissociadas, e traz em seu bojo um conjunto de mudanças básicas, entre
elas a passagem de análise para a síntese como forma de obter conhecimento, de
reducionismo para visão sistêmica ao explicar a realidade, e da expansão e do
consumo ilimitados para a preservação de recursos e o desenvolvimento econômico
sustentado.

As empresas e o management certamente encontram-se entre as instituições sociais
mais afetadas por essa nova visão de mundo.

A mudança de percepção do mundo como uma máquina para o mundo como um sistema vivo implica que as empresas também precisam ser vistas como organismos vivos, que não podem entendidos apenas de um ponto de vista econômico.

Essa visão sistêmica e orgânica leva ao reconhecimento de que jamais seremos capazes de compreender completamente a complexidade inerente a qualquer organização e jamais poderemos controlá-la ou predizer seu comportamento completamente.

Essa mudança de referenciais traz duas conseqüências de enorme importância
para o management.

Em primeiro lugar, torna-se evidente a necessidade de um novo estilo de liderança em que as empresas não sejam mais controladas por meio de ordens e intervenção direta, mas sejam influenciadas por meio de orientações e impulsos.

Os novos líderes precisam ser facilitadores /catalisadores, capazes de liberar energias e facilitar a aprendizagem do sistema em vez de serem dominadores e darem instruções de cima para baixo.

A segunda conseqüência importante é a necessidade de líderes em todos os níveis
da organização.

Uma organização empresarial, sendo um sistema vivo, tem um certo grau de autonomia, uma lógica e emocionalidade próprias, e para influenciá-la, em vez de tentar controlá-la, é preciso uma massa crítica de líderes em muito maior quantidade do que apenas aquela normalmente representada pelos cargos da cúpula da organização.

Esta coletânea “Liderança” reúne artigos publicados ao longo de três anos de
existência da publicação Idéias Amana que visam a auxiliar executivos a rapidamente
crescer essa massa crítica de líderes dos novos paradigmas em toda a empresa.

Ela se inicia com os artigos “Gerenciar ou Liderar?” (página 6) e “A
Transição Gerenciamento Liderança” (página 8) que delineiam as diferenças entre
o antigo estilo de gerenciar e a nova forma de liderar pessoas, dando o perfil
das atenções e responsabilidades dos líderes dos novos tempos.

Em seguida o artigo “Líderes nos Lugares Certos” (página 10), mostra que a
alocação de líderes e de responsabilidades entre eles é fundamental para manter o
equilíbrio entre “fazer a coisa certa” e “fazer certo as coisas”, a chave para uma
relação eficácia-eficiência saudável.
Uma forma alternativa de compreender o novo conceito de liderança é estabelecer
um paralelo entre o papel do líder de empresa e o papel do estadista. O artigo “O
Executivo-Estadista” (página 14) retrata um perfil desse novo líder de empresas
capaz de fazer com que sua empresa, o país e a economia como um todo desenvolvam-se
de forma segura e consistente.

Ele é seguido pelo artigo “Como Desenvolver
Executivos-Estadistas” (página 20), que visa a auxiliar executivos a gerarem
idéias para desenvolver executivos-estadistas em suas organizações. Essa elevação do patamar do papel de líderes de empresas é reiterada pelo editorial “A
Escassez de Liderança” (página 22), que aborda questões de base para o desenvolvimento de líderes visando a apontar caminhos para fazer frente à atual crise de
liderança que todos sentimos.
Talvez o primeiro e mais importante passo para superar essa crise seja a derrubada
dos mitos que cercam a figura do líder. Esses mitos são, em geral, gerados por
preconceitos que desencorajam líderes em potencial a assumirem esse papel. O
artigo “Alguns Fatos sobre Liderança” (página 24) resume constatações que
destróem vários dos mitos “comumente aceitos”, o que representa um primeiro
passo essencial para desenvolver líderes em organizações.
A partir do momento em que se acredite que desenvolver líderes é possível, o
passo seguinte é compreender em profundidade quais são as habilidades e competências que constituem a base da liderança e como elas podem ser desenvolvidas.

Os artigos “Competências que Definem a Liderança” (página 26), “Virtudes
do Líder” (página 31) e “A Base da Liderança” (página 33) descrevem um conjunto amplo e representativo dessas habilidades e competências de líderes eficazes.

O artigo “O Líder Colaborador” (página 36) demonstra como líderes autênticos
colocam esse competências a serviço de objetivos maiores.
Objetivos maiores são, por sua vez, um ingrediente fundamental no novo patamar
de liderança. Esses objetivos são freqüentemente formulados sob a forma de uma visão do futuro e da sociedade que o líder pretende construir, como mostra o
artigo “Visão” (página 39).

Porém, os líderes não são meros sonhadores, que se contentam em idealizar o futuro que gostariam de ver acontecer. Líderes efetivos partem para a ação, como descreve o artigo “Transformando Visão em Realidade” (página 43).

Essa disposição para agir e transformar a realidade ao seu redor contrasta visivelmente com a atitude de pessoas que evitam todo e qualquer tipo de risco.

O artigo “O Executivo ‘Sobre o Muro’: O Anti-Líder” (página 46) mostra que a postura de “ficar sobre o muro” é incompatível com o novo patamar de liderança.

O artigo traz, inclusive, um conjunto de idéias para que os líderes verdadeiros evitem a presença de pessoas “sobre o muro” na organização.

A habilidade de formular uma visão inspiradora, bem como a decisividade e capacidade de ação dos novos líderes, são profundamente respaldadas e fortalecidas
pela nova respeitabilidade atribuída à intuição no mundo dos negócio (também
um efeito da mudança de paradigmas).

O artigo “Intuição e Liderança em Tempos
de Mudanças Aceleradas” (página 49) destaca que o uso apropriado de intuição é
o único caminho à disposição dos líderes para conciliar qualidade com velocidade
e eficácia organizacional.

Como “efeito colateral” desse uso apropriado de sua intuição, líderes dos novos tempos reconhecem e lidam eficazmente com o lado não-racional do processo de tomada de decisões.

O artigo “Aspectos Humanos das Decisões” (página 54)mostra porque a melhoria da qualidade e eficácia das decisões do líderes depende
do seu reconhecimento da relevância dos aspectos humanos presentes em todo
processo decisório.
Outra competência que freqüentemente vem à tona quando se fala em liderança é
o carisma. Na maior parte das vezes definido como um dom inato de líderes, o
carisma, assim como outras tantas características pessoais, está na verdade associado a certas habilidades e posturas perfeitamente desenvolvíveis.

O artigo “Carisma” (página 57), indica algumas dessas habilidades e posturas e sugere alguns caminhos para seu desenvolvimento.
Sem dúvida, o carisma é um fator importante na definição da força pessoal dos líderes.

Um fator com semelhante grau de influência, se não maior é, certamente, a ética. O artigo “Ética e Eficácia do Executivo” (página 60) mostra que todas as
decisões tomadas por líderes têm implicações éticas, e essas afetam diretamente o poder de influência do líder na organização.

Uma postura ética não significa, no entanto, inflexibilidade. Na verdade, uma das habilidades que mais se destaca entre líderes de sucesso nos novos tempos é sua
refinada habilidade de negociação.

O artigo “O Líder como Negociador(pág
64 descreve como a capacidade de negociar eficazmente condiciona as realizações e resultados dos líderes.

Todas essas são habilidades perfeitamente desenvolvíveis por pessoas que aspiram
a tornar-se líderes completos.

Basta apenas que algumas condições estejam
presentes, como sugere o artigo “Desenvolvendo Liderança Eficaz” (pág 67).
Este artigo traz sugestões sobre as condições que organizações devem criar para desenvolver lideranças em toda sua estrutura, bem como descreve as posturas,
atitudes e práticas que executivos que almejam tornar-se líderes devem adotar.

Ao falar-se em liderança pensa-se imediatamente em poder. Essa é, sem dúvida
alguma, uma dimensão fundamental ao exercício de liderança. Também nessa
área a mudança de paradigmas está gerando transformações, ao definir o novo
conceito de poder como forma de influenciar, em vez de dominar. Esta coletânea
traz dois artigos – “Poder” (página 70) e “Poder Versus Realização” (página 73) –
que traçam um perfil dessa nova forma de poder e apontam caminhos para a
transição rumo a ela.

Paralelamente à questão do poder, caminha a política e a politicagem nas organizações. O artigo “Os Subterrâneos da Administração” (página 76) aponta as ações que líderes eficazes adotam para gerenciar politicagem e conflitos de interesses e colocar-se acima dessas questões, sem ignorá-las.

Finalizando essa série sobre poder e política, a presente coletânea contém o artigo “Idéias Práticas para Lidar Melhor com Poder” (página 79), que traz sugestões
que visam a auxiliar líderes a aprimorar continuamente sua habilidade de lidar
com esse importante componente de sua capacidade de liderar.

Mas, quais são os efeitos do exercício eficaz de liderança? Os artigos “Efeitos da Liderança Eficaz” (página 82), “O Líder como Catalisador de Mudanças” (página
84) e “Líderes que Fazem Acontecer” (página 86) mostram que líderes eficazes:
• dão ritmo e energia ao trabalho e fazem com que as pessoas operem em suas
capacidades máximas,
• catalisam a passagem das empresas do tradicional para o novo, superando os
paradigmas da sociedade industrial, e
• desenvolvem mecanismos que otimizam as possibilidades de sucesso das mudanças
que empreendem.

Além desses efeitos gerais sobre a organização como um todo, a liderança exerce também influências intensas sobre áreas mais específicas da atividade empresarial, inclusive aquelas supostamente mais hard, que aparentemente dependem mais de decisões técnicas /racionais.

Como se pode perceber, não é à toa que liderança é um dos assuntos mais
estudados (e, segundo alguns, menos conhecidos) do management.

Porém, não resta dúvida de que as empresas que conseguirem desenvolver liderança em
níveis de quantidade e qualidade compatíveis com os exigidos pelos novos valores irão prosperar no futuro.

Esta coletânea “Liderança” reúne artigos publicados ao longo de três anos de
existência da publicação Idéias Amana que visam a auxiliar executivos a rapidamente
crescer essa massa crítica de líderes dos novos paradigmas em toda a empresa.

Alcides de Oliveira – oliveira.ngconsulting@hotmail.com

Instituto Recriar.com

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