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Gerenciando Os Papéis Da Sua Vida

A importância de gerenciar os papéis que desempenha no seu dia a dia, faz com que o seu viver seja mais equilibrado e saudável.

Nas últimas semanas, muitos amigos e clientes me relataram um problema bastante comum na vida de muitos profissionais e empresários – a falta de equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Obviamente, esse não é um assunto novo, pelo contrário, existe uma diversidade de livros, artigos e palestras sobre esse ponto, mas gostaria de somar a essa discussão um ponto que penso ser um dos aspectos mais importantes para uma vida equilibrada, o gerenciamento dos papéis que desempenhamos durante cada dia.

Durante o dia, desempenhamos inúmeros papéis, pela manhã podemos ser aquele pai ou aquela mãe que leva sua criança à escola, em seguida já nos transformamos em um profissional preocupado com as metas e problemas da empresa, paralelamente também somos aquele amigo ou aquela amiga que busca preservar um bom relacionamento com seus pares, no fim da tarde podemos ser um estudante que anseia novos conhecimentos e, finalmente, durante a noite desempenhamos nosso papel de esposa ou esposo.

Claro que cada pessoa tem seus próprios papéis durante o dia, mas é essencial que estes sejam identificados e, principalmente, gerenciados visando o equilíbrio entre as expectativas das pessoas com as quais interagimos. Por isso, proponho aqui um exercício adaptado do livro Balanced Scorecard Pessoal, escrito por Hubert Rampersad e publicado aqui no Brasil pela Editora Qualitymark. Esse exercício visa o melhor entendimento e gerenciamento de todas as expectativas associadas aos papéis que desempenhamos, equilibrando dessa forma, a relação pessoal e profissional.

1º Passo: Identificar seus papéis
Relacione em um pedaço de papel todos os papéis que você identifica no seu dia a dia (Ex. Profissional, Pai, Mãe, Filho, Estudante, Professor, Consultor, Atleta, entre outros), em média, essa relação apresenta cinco papéis. Caso a sua tenha muito mais, tome o devido cuidado de deixar apenas aqueles papéis mais importantes, deixando os secundários para outro momento ou até mesmo verificando se eles são realmente necessários para a sua vida.

2º Passo: Definir a missão de cada papel
Essa etapa exige uma reflexão mais profunda e, para alguns, até mesmo a participação de familiares e amigos, pois a definição da missão associada a cada papel norteia todas as decisões e atividades de cada papel desempenhado. Quase sempre ela é expressa em uma pequena declaração, conforme exemplo abaixo:

“Como pai, minha missão é proporcionar aos meus filhos o amor, o carinho e a atenção necessária, além disso, também devo prover a estrutura e recursos básicos para que eles tenham um desenvolvimento humano e social pleno.”

É importante ter uma missão clara e objetiva para cada papel que você desempenha, no entanto, verifique se há compatibilidade entre todas as missões definidas e se todas elas convergem para a sua missão pessoal.

3º Passo: Identificar os fatores críticos para cada papel
Identifique quais são os fatores mais importantes no desempenho de cada papel, pois eles geralmente são os pontos que geram mais problemas no seu dia a dia, muitas vezes deixando um rastro de insatisfação generalizada por toda a parte. Para exemplificar, seguem alguns fatores críticos para papéis que quase sempre desempenhamos:

Papel: Profissional
Fatores críticos: Evitar atrasos na entrega de relatórios para a diretoria da empresa.

Papel: Marido
Fatores críticos: Dialogar diariamente com a minha esposa sobre o dia de trabalho dela e também sobre o meu dia.

Papel: Mãe
Fatores críticos: Acompanhar os deveres de escola do meu filho e também conversar com ele sobre as atividades dele no colégio.

Não existe uma regra para quantos fatores críticos apontar, apenas cuidado para não definir uma quantidade impossível de ser gerenciada por você.

4º Passo: Estabelecer metas
Finalmente chegamos ao último passo desse exercício, o estabelecimento de metas para os seus papéis. Baseando-se nas missões definidas para cada papel e em seus respectivos fatores críticos, você deve definir metas claras e possíveis de serem executadas.

Vale ressaltar, que uma boa meta é aquela possível de ser medida e controlada, além disso, ela deve ser possível, mas ao mesmo tempo desafiadora. Evite metas muito genéricas e também de curtíssimo prazo, o ideal é estabelecer metas que podem ser alcançadas dentro de seis meses ou um ano. Se você nunca definiu uma meta, sugiro que utilize alguma metodologia como a SMART, pois ela pode ajudá-lo no cumprimento desta etapa.

Por fim, recomendo que você estabeleça momentos de avaliação de todo esse processo, uma vez que essas condições podem mudar no decorrer do tempo, além disso, deixo meus votos de sucesso em todos os papéis presentes em sua vida, sem dúvida nenhuma, o bom gerenciamento deles torna nosso viver muito mais equilibrado e saudável.

Por: Edmilson Antonio – Fundador e Consultor da Q2 Management

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