Artigos

GerÊnciar Talentos

O empresário acredita que um auxiliar de escritório é capaz de dar conta de toda a burocracia requerida pelo governo e sindicatos, desde que orientado por um contador e que, portanto, nada mais é necessário para que à área de Recursos Humanos seja realizada, uma vez que se trata de uma simples questão de recrutamento e de seleção, com os respectivos registros em carteira e assinatura de contrato de trabalho.
E, quando da rescisão do contrato de trabalho, basta preencher os formulários adequados para que o colaborador possa receber o que, por lei, tem direito. Isso quando a empresa recolhe as contribuições a que é obrigada o que sabemos, nem sempre ocorre.
A área de Recursos Humanos é assim, considerado um mero órgão burocrático e mal visto pelos demais setores da empresa que, normalmente dele não se utilizam porque não existe uma consciência de como podem fazê-lo e, pior, por parte do setor pessoal, não existe uma consciência de que serviços devem prestar para o restante da organização.
“Gerenciar talentos” significa buscar em cada pessoa as suas potencialidades e criar condições ambientais para que elas sejam desenvolvidas de forma que, uma vez colocadas a desempenhar um papel organizacional, alcancem a maximização dos resultados. Essa abordagem considera que todos são responsáveis e, quando conscientes da sua função no cenário global, absolutamente comprometidos com o resultado final de uma atividade.
O importante passa a ser a manutenção de um clima, um ambiente favorável ao desenvolvimento das potencialidades humanas e não o controle do trabalho realizado. Para isso é preciso:
• A identificação das potencialidades “talentos” de cada colaborador;
• A alocação adequada das pessoas às funções que melhor permitam o exercício de suas habilidades;
• Correr riscos, conviver com os imprevistos e aceitar erros como forma de incentivar o espírito empreendedor e a inovação;
• Avaliar constantemente as pessoas, no seu dia-a-dia, dando-lhes condições de se aperfeiçoarem;
• Incentivar o trabalho de equipe para propiciar a compreensão do todo e valorizar as partes obtendo o comprometimento;
• Reduzir os níveis hierárquicos ao mínimo possível, permitindo a um maior número de pessoas a participação na tomada de decisões;
• Desburocratizar ao máximo os procedimentos organizacionais incentivando um clima de confiança e respeito individual;
• Treinar constantemente os colaboradores para que possam assumir maiores responsabilidade e desafios dentro de seu espectro de potencialidades;
• Não negar reconhecimento público às equipes e aos indivíduos que mais se destacarem no exercício de suas funções;
• Estar sempre pronto a realocar as pessoas, caso elas não estejam conseguindo a sua autorealização;
• Motivar é coordenar sinergicamente, em busca de objetivos conscientemente compartilhados e comuns.
Reinaldo do Carmo de Souza, professor universitário na área da administração do grupo Kroton/Cuiabá-MT.

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of