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Gestão em enfermagem: o papel do enfermeiro

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Gestão em enfermagem: o papel do enfermeiro

Este estudo teve como objetivo descrever e mostrar a importância da Gestão em Enfermagem, pois as funções administrativas e assistenciais se completam. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica e de dados colhidos da internet, através da Biblio

A gestão em enfermagem é feita por enfermeiros, que não necessariamente são pessoas apaixonadas por gestão!

Geralmente, são profissionais que se identificam com a área de saúde e cuidado ao próximo, mas se veem em posição profissional de liderar uma equipe diversa. Algo que é complexo até para gestores profissionais.

Antunes (1999), citado por Cunha (2008), analisa a liderança voltada para a qualidade na enfermagem e pontua que ela visa descobrir e eliminar as causas de falhas; incentivar o trabalho da equipe e a participação efetiva das pessoas; ajudar na gestão de pessoal e profissional; preparar novas lideranças; fortalecer os processos de tomada de decisão.

Além disso, ainda há o papel de facilitar a descentralização do comando; gerar comprometimento com as soluções escolhidas e resolver problemas que não podem ser resolvidos individualmente.

A isso, forma-se um conjunto de princípios e diretrizes que balizam decisões e comportamentos do serviço e das pessoas em sua relação com a organização.

Sendo, portanto, um conjunto de procedimentos, métodos e técnicas diversas utilizadas para a implementação de decisões e para nortear as ações no âmbito da organização em sua relação com o ambiente externo.

Com isso, possibilitará a partilha de responsabilidade e a conciliação de expectativas entre a organização e as pessoas para que ambas possam realizá-las ao longo do tempo.

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Nesse sentido, trouxemos uma reflexão sobre a gestão em enfermagem, para que possa ter alguns insights sobre o tema. Confira tudo a seguir.

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O que é gestão em enfermagem?

A gestão em enfermagem consiste no papel do enfermeiro liderar sua equipe de técnicos em enfermagem, com o intuito de prestar um bom serviço de atendimento.

O enfermeiro precisa atuar como líder, para que sua equipe tenha um excelente desempenho e possa impactar positivamente a vida dos pacientes atendidos. Muitas vezes, os profissionais buscam uma pós-graduação em gestão para que se sintam preparados para o cargo.

Nesse sentido, à empresa compete estimular e dar o suporte necessário para que as pessoas possam entregar o que elas possuem de melhor, ao mesmo tempo em que recebem o que a organização tem de melhor para oferecê-las (DUTRA, 2002).  O processo de gestão de pessoas envolve:

  • Processo de Provisão;
  • Processo de Aplicação;
  • Processo de Manutenção;
  • Processo de Desenvolvimento;
  • Processo de Monitoração.

A comunicação é um meio de obter a ação dos outros e é definida como o processo de transmitir e entender informação. É um modo de desenvolver entendimento entre pessoas através de um intercâmbio de fatos, opiniões, ideias, atitudes e emoções.

(Trewatha e Newport ,1979, p 87). Goldsmith (1996) relata sobre a recente pesquisa indicando que os líderes que solicitam ideias dos principais grupos de interesse aprendem através de uma atitude positiva e não defensiva, são capazes de acompanhar de maneira direcionada e eficiente e, com isso, certamente, crescerão e se desenvolverão em termos de eficácia.

A atuação do enfermeiro como gestor

profissional fazendo gestão em enfermagem.

Aos enfermeiros cabe entre outras, tarefas diretamente relacionadas à sua atuação com o cliente, bem como a liderança da equipe de enfermagem e o gerenciamento dos recursos: físicos, materiais, humanos, financeiros, políticos e de informação – para a prestação da assistência de enfermagem (CUNHA; XIMENEZ, 2006).

Do enfermeiro é exigido conhecimento (que conheça o que faz), habilidades (que faça corretamente) e que tenha atitudes adequadas para desempenhar seu papel objetivando resultados positivos.

Portanto, é exigido que ele seja competente naquilo que faz, bem como garanta que os membros da sua equipe tenham competência para executarem as tarefas que lhes são destinadas (CUNHA; XIMENEZ, 2006).

Entretanto, a influência sobre outras pessoas ocorrerá apenas quando a credibilidade do líder for verificada pelos seus seguidores.

Tal conquista dependerá do seu esforço pessoal na busca pelo conhecimento, aperfeiçoamento das habilidades técnicas no relacionamento interpessoal, na resolução de conflitos, dentre outros atributos (BALSANELLI et al; 2008).

Outro aspecto importante da liderança moderna é fortalecer o grupo de colaboradores, ressaltando e valorizando as competências individuais, diluindo o poder na equipe, fazendo com que cada membro conheça o propósito e o significado de seu trabalho (BAPTISTA, 2008).

Como se tornar um enfermeiro gestor?

De acordo com o momento atual as discussões e tendências na área da saúde apontam para melhoria nos modelos de gestão orientada para os pacientes, para o aperfeiçoamento do desempenho das instituições prestadoras de serviço, quer na área pública, privada ou terceiro setor (BALSANELLI et al; 2008).

Existe uma tendência que busca a quebra de paradigmas tradicionais de administração que é a ênfase no capital humano das organizações seus colaboradores dentro da equipe, e considerá-los como peças fundamentais no processo, e como tal, investir no potencial de cada um, para alcançar os objetivos e metas (BALSANELLI et al; 2008).

Nos cursos de enfermagem que formam apenas para o bacharelado, as disciplinas que abarcam conteúdo da área da educação são trabalhadas de maneira dispersa, com dificuldades em associar a educação como saber da enfermagem.

Por isso, é interessante que os profissionais se dediquem por conta própria, com o intuito de se tornarem bons enfermeiros gestores.

Como está o mercado para gestão em enfermagem?

Os cursos de enfermagem que oferecem licenciatura precisam rever sua abordagem, ampliando–a para a capacitação do enfermeiro também exercer o processo educativo informal. Presente nas relações do dia a dia do trabalho em saúde, imprimindo a esse processo a disposição para aprender a aprender constantemente (PERES, 2006).

Por todos esses aspectos mencionados é que o aprendizado contínuo da liderança deve ser plenamente exercido pelo enfermeiro. Essa competência é de fundamental importância para que suas expectativas sejam atendidas. E que seus colaboradores possam ter as condições necessárias para desempenhar o trabalho diário (BALSANELLI et al; 2008).

Reflexos na qualidade de serviços

Nos dias de hoje, para obter qualidade, não é suficiente exercer quaisquer atividades da melhor maneira possível.

Com a globalização, cresceu a importância da produtividade. Logo, como resultado, exige-se muito mais das pessoas e das organizações, o que transformou a qualidade em matéria aplicada. (MELLO; CAMARGO, 1998).

Qualidade é no presente momento, uma ciência que utiliza conhecimentos de matemática, estatística, pesquisa, lógica, informática, administração, finanças, psicologia e outros mais.

Contudo, entre os que aplicam essa nova metodologia, se distinguirão aqueles que também a exercem com arte, isto é, com sensibilidade, talento, perspicácia, devoção e fé. (MELLO; CAMARGO, 1998).

Portanto um produto ou serviço de qualidade é aquele que atende perfeitamente, de forma confiável, acessível, segura e no tempo certo, às expectativas do cliente (LAET, 1998).

Gestão em enfermagem e a contínua busca pela excelência

A busca pela excelência nas ações aparece como condição essencial nos dias atuais. Atender os anseios dos clientes superando suas expectativas torna-se prioridade para as organizações.

Logo, qualidade consiste em alcançar os resultados desejados pela empresa e simultaneamente encantar aqueles que consomem nossos produtos e/ou serviços (BALSANELLI, 2005).

No entanto, a preocupação pela qualidade na prestação de serviços em saúde é antiga. Tem-se como exemplo a pioneira Florence Nightingale (1820- 1910), enfermeira inglesa que implantou o primeiro modelo de melhoria contínua de qualidade em saúde no ano de 1854, baseando-se em dados estatísticos e gráficos.

Sua participação na guerra da Criméia foi impressionante. Seis meses após sua chegada ao Hospital Scutari, as taxas de mortalidade recuaram de 42,7% para 2,2%, com os rígidos padrões sanitários e de cuidados de enfermagem por ela estabelecidos (NOGUEIRA, 1996).

BENEFÍCIOS DE UMA BOA GESTÃO DE PESSOAL

Na enfermagem, gerência de unidade consiste na previsão, provisão, manutenção, controle de recursos materiais e humanos para o funcionamento do serviço e gerência do cuidado.

Para Gaidzinski et al; (2004), a gerência é como a arte de pensar, de decidir e de agir; a arte de fazer acontecer e de obter resultados.

Compreende-se o gerenciamento não como um processo apenas científico e racional. Mas também como um processo de interação humana que lhe confere, portanto, uma dimensão psicológica, emocional e intuitiva.

Para Barbosa et al; (2005) é necessária uma lapidação no sentido do gerenciamento. Pois os órgãos formadores ainda não proporcionam capacitação aos enfermeiros para torná-los aptos para desempenharem a função de gestores de saúde.

O enfermeiro deverá também ser capaz de caracterizar a gestão como oportunidade de estabelecer outras relações com os demais profissionais na área de saúde. Sempre focando suas competências à capacidade de acessar, analisar, estruturar e sintetizar informações de gestão em saúde e em gerir indiretamente recursos e avaliar serviços de saúde e melhoria da qualidade de vida. (BALSANELLI et al; 2008).

Desafios da gestão em enfermagem

Segundo Peres e Ciampone (2006), o planejamento e a consequente tomada de decisão como função específica do enfermeiro.

Todavia, cada profissional deve assegurar que sua prática seja realizada de forma integrada e contínua com as demais instâncias do sistema de saúde. Portanto, atuar sendo capaz de pensar criticamente, de analisar os problemas da sociedade e de procurar soluções para eles.

Os profissionais devem realizar seus serviços dentro dos mais altos padrões de qualidade e princípios da ética/bioética. Tendo em conta que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato técnico, mas, sim, com a resolução do problema de saúde. (Brasil 2001, Seção 1. p.37. e Fleury, M. T. L., Fleury, A. 2001. p.189- 211).

Ao graduar-se o enfermeiro assume intrinsecamente o papel de líder. Esse atributo lhe é imposto pela exigência da lei do exercício profissional e do código de ética em enfermagem.

Espera-se que ao se inserir no mercado de trabalho, essa competência esteja plenamente passível de ser praticada por esse profissional de saúde. No entanto, nem sempre ele se encontra preparado.

Os cursos de graduação e pós-graduação e até mesmo a imaturidade profissional apresentam-se como empecilhos. (BALSANELLI et al; 2008).

O que faz um gestor de enfermagem?

O enfermeiro, quanto ao gesto com as pessoas, buscará trabalhar estratégias para conhecer quais são as necessidades que devem ser atendidas no cliente, que procura seu serviço. O qual deve ter suas expectativas superadas para retornar em outras ocasiões e até mesmo ajudar no marketing da empresa (BALSANELLI et al; 2008).

Seu trabalho faz toda a diferença para que seja possível ministrar treinamentos para a equipe. Além de  coordenar os times de enfermagem, elaborar contratações, desenvolver relatórios e muito mais.

Portanto, aquele enfermeiro que se identifica com a gestão de pessoas pode se especializar. Dessa forma, une sua experiência no cuidado de saúde e seu interesse por gerenciamento. Além disso, poderá ganhar mais e trabalhar com algo que gosta.

A gestão em enfermagem é desafiadora, no entanto, com estudos aprofundados da área é possível se tornar um gestor eficiente.

Se sente inseguro por ser inexperiente? O curso Primeira Liderança pode te ajudar.

Quais são os tipos de gestão em enfermagem?

Quando se fala em gestão em enfermagem, é possível se atentar especialmente para três categorias:

  • Gestão com foco na melhoria do cuidado;
  • Gestão com ênfase na eficiência dos serviços;
  • Gestão voltada aos custos hospitalares.

Portanto, cabe ao enfermeiro que gosta de gestão identificar em qual das áreas se sente mais preparado para atuar. De modo que, possa se especializar e aproveitar as oportunidades de trabalho que surgem no mercado a cada dia.

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