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Gestão Assertiva: O melhor para você e sua equipe

“Dê-me uma alavanca comprida e um ponto de apoio que deslocarei o universo”. Esta impactante frase de Arquimedes de Siracusa nos remete a um dos questionamentos mais relevantes no atual mundo corporativo: Qual a melhor “alavanca” para gerir pessoas com excelência, haja vista que estas são tão complicadas e diferentes?

Embora este questionamento possa originar uma série de respostas, bem como outras questões importantes, é foco deste artigo destacar os conceitos e bases sobre a Gestão Assertiva.

Com base nos estudos desenvolvidos pela pesquisadora Vera Martins, têm-se que assertividade é uma palavra derivada de asserção, que significa afirmar, confirmar e expor fatos, pensamentos e desejos com firmeza. Acredito que quando não nos comportamos desta maneira, nos tornamos reféns de situações complicadas e que na maioria das vezes nos trazem grandes prejuízos. Para elucidar este conceito, vamos a dois exemplos/questionamentos práticos:

Supostamente você é líder de uma equipe. Em que medida você se sente constrangido ao cobrar resultados de seus liderados?

Quando você precisa eleva seu tom de voz e usa de olhares ofensivos para conseguir o que deseja?

A primeira questão suscitada acima é uma clara demonstração do comportamento passivo. As pessoas que temem chatear, magoar e constranger as outras, acreditando que uma simples discordância pode acabar com um relacionamento, precisam rever sua maneira de se relacionar e/ou gerir equipes.

Já no segundo questionamento temos uma clara aferição de agressividade. Ser agressivo é invadir o espaço do outro. Quando utilizamos de nossa posição hierárquica ou aproveitamos da fragilidade alheia para literalmente “deitar e rolar”, sem dúvida alguma não somos admirados pelo nosso estilo de gestão, ocasionando problemas e também escassez de resultados.

A Gestão Assertiva sedimenta-se no equilíbrio entre a passividade e a agressividade, encarando as oposições de ideias com naturalidade, desenvolvendo a competência de dizer não de forma bilateral, permitindo que o outro também se posicione. O feedback é negativo ou positivo, sempre com foco em encontrar soluções e não somente culpados, pois uma das premissas do comportamento assertivo é a empatia, que genericamente pode-se dizer que é a capacidade de colocar-se no lugar do outro.

As pessoas que não conseguem estabelecer relacionamentos assertivos, sendo passivas ou agressivas frente as diversas situações cotidianas, geralmente despertam as seguintes percepções:

a- São visualizados por seus pares como alguém frágil e vulnerável.

b- Quando adota uma postura mais agressiva para se defender nas situações difíceis, é percebido como alguém arrogante e inseguro.

c- Seus relacionamentos sempre são marcados pela dúvida e insegurança.

d- Não sabem dizer não a pessoas e situações. Ou dizem não para si e sim para os outros, ou se tornam egocêntricas, sem pensar nos membros de sua própria equipe.

Entendo que embora a Gestão Assertiva seja de fundamental importância em nosso cotidiano, exercer tal comportamento não é uma tarefa fácil. Como disse Albert Einstein: “existem coisas que contam e não podem ser contadas, e coisas que são contadas mas não contam”. Lembre-se que a Gestão Assertiva geralmente não é contada, entretanto conta muito para o melhor desempenho das pessoas no ambiente organizacional.

Artigo produzido pelo Professor Romulo Gutierrez – administrador, pós-graduado em Docência para o Ensino Superior (SENAC-SP), consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Idealizador e Gestor Acadêmico do Primeiro curso de Liderança (Pós Graduação) no Brasil na Universidade de Mogi das Cruzes. Autor do best seller Seja Um Líder – A História Amazônica que Mudará sua Liderança Pessoal e Profissional. Referência nacional em desenvolvimento de lideranças.

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