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Gestão De Pessoas – Uma Abordagem Critica

O objetivo deste trabalho é apresentar reflexões envolvendo o debate em torno do que se denominou chamar gestão de pessoas no mundo das organizações e a constituição dessa área de conhecimento. O artigo, portanto, constitui-se como ensaio teórico, cujo suporte principal é expor conceitos, argumentos e autores que produziram esforços na tentativa em desenvolver estudos críticos relacionados à área de recursos humanos e, em especial, a denominada gestão por competências. Algumas abordagens teóricas contemporâneas valorizam, por exemplo, a gestão por competências como formas de avaliações individuais, com forte pressão sobre resultados e performance pessoal. São propostas inovadoras, mas não consensuais na literatura da administração pelo forte caráter prescritivo apresentado nas publicações do gênero. A gestão de pessoas reflete, na contemporaneidade, as ambiguidades e os paradoxos organizacionais. Procurou-se, no artigo, compreender as formas segundo as quais autores produzem diferenças e semelhanças nessas formulações teóricas investigando os conceitos de gestão de pessoas, competências associadas aos estudos organizacionais e a forma como gestão de pessoas é compreendida como ciência reducionista. A gestão de pessoas, historicamente, esteve apoiada em técnicas, instrumentos e modelos e, apesar dos esforços identificados nos eventos da área, a possibilidade de se construir uma organização baseada em valores humanistas apresenta-se como uma utopia contemporânea. Davel e Vergara (2010, p. 6) ressaltam que, desde 1970, quando RH surge como campo teórico e prática social, os modelos nutrem-se “do behaviorismo organizacional e da psicologia comportamentalista americana com expectativas de encontrar formas de administrar o capital humano nas empresas, visando à maximização dos benefícios econômicos advindos do alinhamento entre o potencial dos empregados e os objetivos empresariais”. No entanto, as organizações lidam com situações conflitantes ou paradoxais. Ao mesmo tempo em que, num ambiente de risco e grande competitividade, buscam reduzir incertezas, a aprendizagem faz com que a diversidade aumente, pois situações novas trazem inevitavelmente algum risco. Concluímos que a gestão de pessoas parece refletir as ambiguidades e os paradoxos organizacionais. As variáveis culturais e sociais que interagem sobre o campo organizacional considerado como um sistema apresentam-se de forma especial nos processos que envolvem as políticas de recursos humanos. As causas dessa perspectiva mecanicista tornam-se evidentes no ambiente organizacional contemporâneo. Observou-se que, apesar da implementação de novos modelos de gestão, o ambiente organizacional apresenta um quadro de angústias, receios, inseguranças e ansiedades que permeia o comportamento e as ações das pessoas envolvidas em diversas formas de trabalho.

Por: Olmiro Do

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