Artigos

Gestão Do Conhecimento Na Era Da Informação.

Atualmente o mercado de trabalho está cada vez mais exigente e a pressão por resultados é contínua e é obrigação dos gestores e líderes a preparar os colaboradores para esses desafios constantes dentro da organização.
Mas como fazer com que esses resultados apareçam e como conduzir os colaboradores? Como capacitar e treinar os colaboradores de forma assertiva sem gerar conflitos negativos?

O conhecimento é algo que trazemos conosco, aprendemos com nossos pais, aprendemos com nossos professores quando ingressamos na pré-escola, com nossos amigos e consequentemente no âmbito organizacional. Esse conhecimento armazenado irá contribuir positivamente em nossas ações em meio a problemas pessoais e profissionais, são experiências vividas que nos farão tomar decisões diante de situações as quais podemos prever ou não (conhecimentos tácitos e explícitos).

Conhecimento tácito pode ser dividido em: técnico e cognitivo.
Técnico quando descreve as habilidades informais do chamado know-how (conhecimento).
Cognitivo quando abrangem os modelos mentais, crenças, percepções, a forma como vemos o mundo à nossa volta.
O conhecimento explícito é aquele formal e sistemático, expresso por números e palavras, facilmente comunicado e compartilhado em dados, informações e modelos. É, portanto, teorizado, abstrato e baseado na racionalidade.

Nova call to action

Dentro da organização tudo tem que funcionar como uma orquestra, sem desafinar, uma falha impacta em todos os setores da empresa, é como se uma corda do violino se arrebentasse e fizesse com que a música parasse. O principal responsável por essa orquestra é o gestor de área. Ele quem conduzirá o processo de gestão do conhecimento, treinando e desenvolvendo em conjunto com o RH que identificará e levantara as necessidades de cada setor. O Departamento de Recursos Humanos será o responsável por fazer as medições e verificar a eficácia do treinamento, caso contrário o processo de desenvolvimento não terá seu objetivo alcançado, o treinamento só passará a ter sentido quando mensurado.

O líder precisará treinar e moldar sua equipe, não é que todos tem que ser iguais a ele, mas sim fazer com que pensem e desenvolvam-se para que em um dado momento possam tomar decisões, afinal nem sempre poderão ter o líder a todo o momento ao seu lado. Há momentos em que terão que decidir e tomar atitudes que somente com esse treinamento e vivencia no setor é que demonstrarão segurança.

É preciso capacitar e desenvolver aqueles com perfis identificados de liderança, líderes formando líderes, o líder jamais pode monopolizar, ou melhor, dizendo centralizar tudo em si, essa atitude só faz com que o profissional perca a credibilidade e se coloque em posição desconfortável na empresa.
É muito comum as lideranças terem medo de treinar ou passar seu conhecimento sobre determinado assunto ou técnica, eles temem a perda de sua posição na organização. Sendo que o pensamento deve ser ao contrário, você repassa a informação, até por que caso venha a se desligar da empresa, o conhecimento e experiência será levado consigo, porém o que aprendeu e colocou em prática naquela empresa não terá utilidade funcional, terá sim em caráter de experiência adquirida, e que em outra oportunidade poderá ser colocada em prática ou não dentro da nova organização.

Antes de pensar em qualquer promoção do setor operacional para cargo de liderança, é necessário saber se o colaborador terá competência para gerenciar pessoas e situações de pressões corriqueiras na função. Não adianta, por exemplo, o colaborador ser o melhor vendedor, pois na hora de coordenar uma equipe ele não tiver jogo de cintura e técnicas de gestão, com certeza a operação irá falhar e a meta deixará de ser cumprida.

O que podemos perceber é que se a Gestão do Conhecimento for bem utilizada pelos gestores aliados ao conhecimento dos Recursos Humanos, as empresas só têm a ganhar, pois farão com que seus colaboradores se sintam importantes e seguros, pois contam com real apoio de seus lideres no processo de aperfeiçoamento, essa atitude estimula o pensamento e raciocínio para questões complexas que em um dado momento irão solucionar sem a ajuda de superiores, pois terão total segurança e confiança no que estão fazendo.

Em nossas vidas não existem limites para o conhecimento, a cada segundo que passa nossas vidas são invadidas de informação. Não é preciso saber de tudo, mas conhecer sim um pouco de tudo, ter uma visão sistêmica é um fator que colabora e muito com a organização. Podemos citar os programas de Trainees, eles ingressam na organização e participam de rodízios, ou seja, em caráter experimental para verificar em qual setor aquele talento teve seu melhor aproveitamento, essas ações contribuem para uma visão mais ampla de como funciona a empresa e quais os produtos e serviços que ela oferece, conhecem seus concorrentes bem como seus pontos fortes e pontos a melhorar.

A gestão do conhecimento parece algo simples, porém percebemos que existe uma complexidade imensa, e se não houver sinergia e comprometimento de todos nos processos infelizmente o resultado será devastador, não haverá retenção e muito menos desenvolvimento de talentos. A empresa não terá uma equipe de trabalho e sim um grupo, ao qual cada um está apenas preocupado com os seus próprios interesses e com certeza a empresa não irá alavancar crescimento e o desempenho no mercado perante a concorrência será notável, uma equipe não se constrói da noite para o dia e os resultados também não aparecem de imediato.

Futuros gestores estejam preparados para ingressar no mercado e deparar-se com uma gama de informações as quais deverão ser transmitidas de forma clara e objetiva, facilitando a compreensão e comprometimento de sua equipe, envolva-os e os resultados aparecerão sem colocar imposições, simplesmente desperte a vontade em seus colaboradores de fazer e de sentir-se parte da empresa, dessa forma adquirirá respeito e todos os seguirão fazendo de você um espelho para eles.

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of