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Head of People: qual é a sua importância nas empresas?

head of people

O tradicional RH está sendo substituído pelo conceito de Gestão de Pessoas. Nesse contexto, o Head of People é uma função que ocupa cada vez mais espaço nas organizações. 

Mas ter um diretor de RH ou um Head of People faz diferença no dia a dia do colaborador e nos resultados da empresa? É importante considerar esse impacto na rotina das empresas.

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Além disso, quais são as skills mais desejadas nestes profissionais, que estão vendo novas oportunidades surgirem no mercado de trabalho? 

Confira neste conteúdo como compreender o papel deste novo profissional e também como ser um deles. 

O que é Head of People? 

O Head of People ou Gestor de Pessoas é um profissional com atribuições específicas e novas, relacionadas ao conceito de Gestão de Pessoas e não do tradicional RH.

Afinal de contas, o RH ainda é mal visto por muitas pessoas por estar ligado a uma relação de trabalho vertical, com decisões tomadas de cima para baixo, com funções mais burocráticas e preocupações técnicas. 

No novo contexto, o Head of People tem uma visão estratégica focada no desenvolvimento de talentos, com muito mais empatia e abertura para uma gestão mais democrática, que dá voz aos colaboradores. 

Quando essa nova visão foi adotada? 

O RH já passou por muitas transformações. No início do século 20, ele era chamado de Departamento de Relações Industriais, pois surgiu no contexto do crescimento industrial em muitos países. 

Mas em meados dos anos 30, surgiu a noção de RH, impulsionado principalmente pelas teorias de relações humanas. A partir daí, já se buscava um olhar mais humanizado para o setor. 

Contudo, com o passar do tempo e a construção de novas relações, foi se percebendo que as pessoas, e não os processos, eram o centro das ações. 

Assim, surgiu o termo “Operações de pessoas”, usado por Lazlo Bock, ex-chefe de pessoas do Google. Em 2015, ele citou esse contexto no livro “Work Rules!” ou Regras do Trabalho, em português. 

No livro, ele sugere mudanças, tais como: 

  • Tirar o poder dos gerentes sobre os funcionários;
  • Aprender com seus melhores funcionários (e piores também!); 
  • Contratar apenas pessoas mais inteligentes do que você;
  • Não confiar no instinto (e sim usar dados para orientar as decisões).

O autor ainda justifica a mudança de visão: “No Google, a linguagem comercial convencional não era bem vista. ‘RH’ seria visto como administrativo e burocrático. Em contraste, ‘operações’ era visto pelos engenheiros como um título confiável, denotando alguma habilidade real de fazer as coisas”. 

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Quais os impactos na empresa? 

Quando um Head of People é contratado, deve-se esperar uma gestão mais estratégica, focando no melhor que cada funcionário pode dar. 

Mas para chegar neste ponto, é importante adotar algumas práticas que resultem em resultados favoráveis para a corporação. Veja a seguir algumas delas.

Equipes proativas

O RH contrata um profissional quando outro se desliga. Contudo, a equipe proativa trabalha para evitar a rotatividade, criando um lugar ótimo para se trabalhar. 

Sabemos que a questão salarial interfere na taxa de turnover e que ela depende de outros setores, entretanto, o Head of People pode conduzir situações de retenção de talentos, com planos de carreira, benefícios corporativos e outros aspectos. 

Dica: O Sólides Matcher ou Comparação de Perfis, é um recurso do Sólides Gestão que permite comparar um candidato com a vaga e com os colaboradores que já fazem parte do setor.

Conheça a solução que pode te ajudar! 

Contratações mais assertivas 

Para reter talentos, entretanto, é importante ser mais assertivo no recrutamento. Dessa forma, a empresa terá profissionais mais alinhados com a cultura organizacional da empresa. Nesse sentido, é importante contar com plataformas de validação. A Coodesh e a Sólides, por exemplo, disponibilizam recursos para encontrar profissionais que dão match com a vaga. 

Pessoas mais colaborativas 

O Head of People consegue despertar o interesse do funcionário em ser mais colaborativo, visto que ele estará mais envolvido com o propósito da empresa, trabalhando em uma empresa cujos gestores são mais abertos ao diálogo e às sugestões. 

Feedbacks construtivos 

Dentro desse contexto, as equipes lideradas por um Head of People entendem que o feedback construtivo, contínuo e dado de forma estruturada eleva o funcionário. Dessa maneira, ele cresce e também desenvolve essa cultura de feedback com outros setores e colegas.  

Este material também pode interessar a você: [E-book] Feedback para candidatos: confira os melhores modelos para você usar no seu recrutamento

Crescimento do employer branding 

Muito buscado nas administrações mais modernas, o employer branding também é um dos resultados da atuação do Head of People. Isso porque, com a sua visão estratégica, ele alinha as ações do RH visando o maior reconhecimento do funcionário. Assim, satisfeito, o trabalhador atua como um defensor da marca e facilita a atração de novos funcionários que também apoiam a mesma visão. 

Quais as skills desejadas no Head of People?

É possível prever que entre as hard skills de um Head of People estão: 

  • Formação acadêmica na área de Gestão de Pessoas ou afins; 
  • Conhecimento em metodologia ágil; 
  • Conhecimento de plataformas de recrutamento

Além disso, também são muito importantes as soft skills, que fazem de um Head of People alguém com:

  • Espírito de liderança; 
  • Mais empatia; 
  • Visão democrática; 
  • Boa comunicação;
  • Visão analítica e estratégica. 

Como está a empregabilidade?

O Head of People tem, em média, 104 vagas abertas segundo uma pesquisa no campo de vagas do LinkedIn. 

O profissional de RH pode, portanto, investir nos estudos desta área, e assim conseguir aumentar as suas chances no mercado de trabalho. 

Isso porque o profissional é valorizado no mercado, com um salário médio de R$ 9,2 mil, conforme balanço divulgado pelo Glassdoor. 

Como se trata de uma profissão recente, ligada ao novo contexto de Gestão de Pessoas, o setor vem absorvendo profissionais do RH tradicional. 

Portanto, pessoas com experiência nesta área, especialmente vindas do nível Sênior, conseguem boas posições e remunerações neste mercado. Empresas e startups, que têm uma gestão mais inovadora, são os principais empregadores. 

Conclusão 

O Head of People ou Gestor de Pessoas tem muitos campos a explorar no mercado de trabalho, principalmente em empresas que valorizam novas práticas, que estão sempre buscando se atualizar e, assim, oferecendo uma ótima experiência ao trabalhador e ainda crescendo. 

Lembrando que em empresas que adotam metodologias ágeis, o gestor consegue resultados ainda mais mensuráveis e úteis para a corporação. Portanto, aproveite para ler também o conteúdo sobre como adotar o RH Ágil na sua empresa.

Texto criado por Coodesh

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