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Henry Ford Teorias: impactos na indústria moderna

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Henry Ford Teorias: impactos na indústria moderna

Neste artigo, mergulharemos no universo das contribuições de Ford, explorando como suas ideias transcendem o tempo e continuam influenciando a maneira como as empresas operam hoje. 

Henry Ford e suas teorias não foi apenas um pioneiro na indústria automobilística; suas teorias e práticas inovadoras redefiniram a produção e a gestão no ambiente empresarial. 

Neste artigo, mergulharemos no universo das contribuições de Ford, explorando como suas ideias transcendem o tempo e continuam influenciando a maneira como as empresas operam hoje. 

Desde a implementação da linha de montagem até a introdução do salário mínimo, Ford não apenas mudou a face da indústria automobilística, mas também desencadeou uma série de transformações no mundo dos negócios.

Quais são as teorias de Ford?

Equipe de trabalho colaborando em uma sala de reunião, uma representação das teorias de Henry Ford sobre eficiência e produção.

Henry Ford, com suas teorias revolucionárias, moldou profundamente a indústria e a gestão modernas. Entre suas contribuições mais significativas, destacam-se:

  • Produção em Massa: Ford popularizou o conceito de produção em massa. Ele implementou a linha de montagem móvel, um sistema que permitia a fabricação de grandes quantidades de produtos padronizados de forma eficiente.
  • Salário Mínimo e Jornada de Trabalho Reduzida: Ford introduziu o conceito de salário mínimo decente e reduziu a jornada de trabalho de seus funcionários para 8 horas diárias. Ele acreditava que pagar salários mais altos e garantir menos horas de trabalho aumentaria a produtividade e a qualidade de vida dos trabalhadores.
  • Princípios de Gestão Fordista: Suas teorias também englobam o fordismo, que enfatiza a padronização, a simplificação das tarefas e a eficiência operacional. A gestão fordista visava a maximização da produção através da otimização de processos e da minimização do desperdício.
  • Modelo de Negócios Verticalmente Integrado: Ford defendia a ideia de controle total sobre a cadeia de suprimentos. Ele procurou integrar verticalmente todas as etapas da produção, desde a matéria-prima até o produto final, reduzindo custos e aumentando a eficiência.
  • Melhoria Contínua: Embora não formalizado como nas práticas Lean modernas, Ford enfatizava a importância da inovação e da melhoria contínua. Ele estava constantemente buscando maneiras de aprimorar seus produtos e processos.

Essas teorias de Henry Ford não apenas transformaram a indústria automobilística, mas também tiveram um impacto profundo em diversas áreas de produção e gestão, influenciando significativamente as práticas empresariais até os dias atuais.

As Idéias de Henry Ford: biografia

A teoria da administração científica teve em Henry Ford um seguidor diligente e aplicado. Suas idéias, aplicadas à produção de automóveis, acabaram conhecidas como “Fordismo”.

Henry Ford (1863-1947) nasceu nos Estados Unidos, onde viveu e morreu. 

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Teve o mérito de haver construído o primeiro automóvel, que realmente caminhou em velocidade e condições apreciáveis, o que conseguiu depois de anos de tentativas. 

Ford fundou em 1899 a Detroit Automobile Company, mas a sua produção não satisfez, e a empresa dissolveu-se. Voltou a fazer experiências, e, após numerosos ensaios, produziu um carro viável. 

Organizou então a Companhia Ford, que produziu carros cujos preços estavam ao alcance do grande público. Estabeleceu o “sistema de vendas Ford” e o “serviço Ford”. Em 1913, já fabricava 800 automóveis por dia.

Já em 1914, estabeleceu o salário-mínimo de 5 dólares por dia de 8 horas, quando, na maioria dos países, a jornada era de 10 a 12 horas, com salários menores. 

No ano de 1915, saiu das suas fábricas um milhão de carros. Em 1926, eram já 88 as usinas Ford, cujo pessoal ascendia a mais de 150 mil homens e mulheres. A fabricação já era, então, de dois milhões de automóveis por ano.

Henry Ford teorias e o “modelo T”

Mão escrevendo 'THEORY' e 'PRACTICE' em um quadro-negro com uma seta circular, representando as teorias de eficiência de Henry Ford.

Mas o mundo estava avançando. Novos tipos de automóveis foram aparecendo. E o “Modelo T” passou a não satisfazer às exigências do momento. Houve, pois, grande baixa na procura.

A empresa teve que dispensar milhares de operários. Em 1927, saiu das fábricas Ford o décimo milionésimo carro “Modelo T”. 

As usinas foram completamente remodeladas, e, após muita propaganda, os primeiros dias de 1928 assistiram ao lançamento do “Modelo A”, que iniciava nova etapa na evolução dos carros Ford. 

A fabricação em série, com linhas de produção adotada nas usinas Ford, não é invenção sua, mas um dos numerosos processos científicos que adotou, com maior êxito. 

Havendo velocidade prefixada para os andamentos das cadeias, o trabalho de montagem, nas fábricas, veio alterar em parte o estudado por Taylor e seus seguidores.

Isso no tocante à produtividade e ao seu estímulo, pois numerosos operários passaram a não poder produzir mais nem menos do que o prefixado, sob pena de prejudicarem a sincronização geral.

Neste ponto é que diferem as idéias de Ford e Taylor.

Enquanto que este tinha em vista racionalizar o trabalho visando à produtividade máxima, estimulando o operário para produzir mais, à vista de uma recompensa, Ford valorizava a sincronia ou produtividade ótima, onde se exigirá do operário que ele produza exatamente o que lhe foi atribuído.

Fazendo-se uma leitura dos textos do marxista italiano Antonio de Gramsci (1981-1937) sobre o Fordismo, verifica-se que a sua origem decorre da necessidade da economia moderna em potencializar sua organização para a produção e reprodução de capital de modo mais veemente.

Fordismo e a sociedade moderna

Nas sociedades modernas, o Fordismo representava a substituição dos grupos plutocráticos por um outro mecanismo de acumulação e distribuição do capital financeiro, fundado inicialmente sobre a produção industrial. 

Na visão de Gramsci, o Fordismo é algo geneticamente americano, pois na América não existia a velha estrutura social européia, que resistiu fortemente à sua adoção.

Na América, com uma composição demográfica mais racional, sem o peso das tradições européias, a primazia americana ficou com a produção industrial, que foi dominando progressivamente outros setores da economia, como o transporte e o comércio.

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Assim, existindo as condições preliminares satisfatórias, foi relativamente fácil racionalizar a produção e o trabalho, combinando o uso da força coercitiva, a persuasão pela propaganda, salários e benefícios sociais, e conseguindo deslocar sobre o eixo da produção toda a vida do país. 

A hegemonia nasce na fábrica e não tem necessidade, para se exercer, senão de uma pequena quantidade de intermediários profissionais da política e da ideologia.

 Na América, a implantação do Fordismo não implicou em substituição de um grupo social por outro. Tal fato não aconteceria em outros países, que dependiam da introdução de um novo agente social para afastar a velha classe plutocrática dominante.

A racionalização do trabalho envolve o estudo e o detalhamento minucioso de todas as suas etapas componentes. Isso resulta na necessidade de um homem alinhado com essa racionalização: o indivíduo precisa estar psicologicamente adaptado à produção fordista.

Na fábrica, o trabalhador desenvolve atividades automáticas, maquinais, que exigem notável dispêndio de energia física; trata-se de se fazer um trabalho coisificante, repetitivo.

O Fordismo necessita também ganhar vida fora de fábrica. Assim, é preciso que os operários conservem um estado físico e psicológico para não prejudicar a primazia da produção. 

Colegas de trabalho sorridentes em conversa casual, uma ilustração do impacto das teorias de Henry Ford no ambiente de trabalho.

O que é fordismo?

O Fordismo se estende da fábrica até a casa do operário, englobando um conjunto de proibições e prescrições morais.

Estas regras de comportamento precisam ser seguidas em vista do bem-estar da produção racionalizada.

Todas as “doenças” devem ser combatidas: o alcoolismo, a indolência, a resistência sindical.

Na visão de Finelle ( 2004, p.4) trata-se de construir uma nova visão do mundo.

Ou seja, “a partir de seus ritmos e de suas modalidades organizativas racionais e mecanizadas, a definição de um estilo de vida capaz de uma ética puritana, em oposição a comportamentos dissipados e improdutivos”. 

Veja também:

No Fordismo, a massa de operários não tinha como negociar as condições de trabalho e os salários.

Sob intimidação, tratava-se de aceitar ou não as condições impostas, resultando na construção na fábrica de um ambiente progressivamente autoritário que condenava ao desemprego os resistentes.

Os salários de US$ 5.00 por dia, de 1914, somente ocorreriam para os operários devidamente “aprovados” pelo Departamento Sociológico da Ford, depois de minuciosas análises de suas vidas pessoais e profissionais.

O modelo de trabalho adotado na Ford baseou-se primariamente nas idéias de Taylor e a supremacia da Ford prosseguiu até o início dos anos 1920, quando a General Motors, sob a inspiração da distinção e do individualismo, ampliou e diversificou a escala produtiva. 

A Ford efetuou a demissão de mais de 30% de seus operários em 1921 e teve que adaptar-se aos novos tempos.

Quais são os três princípios de Henry Ford?

Henry Ford estabeleceu três princípios fundamentais que guiaram suas inovações e práticas empresariais:

  1. Eficiência através da Padronização: Ford defendia fortemente a padronização nos processos de produção. Ele implementou sistemas de montagem e fabricação de peças padronizadas, o que permitia a produção rápida e eficiente de veículos.
  2. Trabalhadores como Consumidores: Ford acreditava que pagar salários mais altos aos trabalhadores criaria uma classe de consumidores com poder aquisitivo para comprar os produtos que fabricavam.
  3. Controle Vertical da Produção: ter domínio sobre todas as etapas da produção, desde a obtenção de matéria-prima até a montagem final do produto.

Esses princípios de Henry Ford não apenas revolucionaram a indústria automobilística, mas também influenciaram profundamente as práticas de gestão e produção em várias outras indústrias.

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Conclusão

As teorias de Henry Ford revolucionaram não apenas a indústria automobilística, mas também a maneira como entendemos a produção e a gestão nos negócios modernos.

Sua abordagem inovadora à produção em massa, a implementação de salários justos para melhorar a vida dos trabalhadores e a eficiência através da padronização e do controle vertical transformaram fundamentalmente o panorama industrial.

Assim, as teorias de Henry Ford permanecem um testamento de inovação, visão e influência duradoura no mundo dos negócios.

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