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Soft Skills e Hard Skills? Chegou a hora de falar sobre as Inner Skills

soft skills e hard skills

Por Marcelo de Elias, mestre em inovação e design. Conteudista especialista em mudanças, professor, escritor e fundador da Universidade da Mudança.

Talvez você já tenha ouvido falar nas soft skills e hard skills. Você já percebeu que muitas pessoas tentam desenvolver essas competências e nem sempre conseguem praticá-las?

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Tive contato com profissionais assim. São excelentes conhecedores de metodologias e ferramentas e muito bem qualificados em formações de primeira linha, mas com enormes dificuldades em relacionamento interpessoal e autocontrole emocional, entre outras habilidades sociocomportamentais.

Para minimizar as dificuldades, as empresas costumam patrocinar para esses colaboradores alguns programas de treinamento que envolvam trabalho em time, comunicação, inteligência emocional, entre outros temas relevantes para o desenvolvimento dos profissionais.

Para parte deles isso é suficiente para despertar novas atitudes, mas, para tantos outros, parece que tais programas não surtem os resultados esperados.

A performance de um indivíduo desse tipo continua limitada e, por muitas vezes, a permanência dele na organização pode gerar outros problemas na equipe, no clima organizacional, na relação com a liderança e com o cliente.

A reflexão é: será que o problema não seria algo mais “interno”? Será que a dificuldade não seria intrapessoal? Estou me referindo às INNER SKILLS. Você sabe a diferença delas para as demais?

O que são soft skills, hard skills e inner skills?

As Hard Skills são as habilidades técnicas e tecnológicas, como o domínio de uma ferramenta ou o conhecimento sobre alguma metodologia específica. Elas são mais fáceis de serem treinadas e avaliadas no processo seletivo do que as demais.

As Soft Skills são habilidades sociocomportamentais e típicas da interação dos profissionais com outras pessoas e com o entorno, como trabalhar em equipe ou empreender projetos em ambientes desafiadores. Estas são mais difíceis de serem desenvolvidas e analisadas pois precisam de alguma convivência, uma conversa mais profunda ou mesmo atividades dinâmicas durante o processo seletivo.

As Inner Skills são as habilidades interiores ou intrapessoais. Esse é um conceito ainda novo no Brasil, mas nesse mundo em que tudo muda tão rápido, será um assunto cada vez mais relevante no futuro próximo. As empresas estão percebendo a importância de desenvolver os seus profissionais enquanto indivíduos e não apenas enquanto um conjunto de pessoas.

Alguns autores já usaram algumas terminologias que se assemelham com as Inner Skills, como, por exemplo, “Superior Skills”, “Deep Skills” e “Shuttle Skills”. Todas as nomenclaturas direcionam para as questões mais transcendentes ou profundas, capazes de irem além das visões tradicionais das habilidades aplicáveis ao mundo do trabalho.

Provavelmente você encontrará sintonia entre essas habilidades e outros conceitos já conhecidos. Há quem perceba semelhança com algumas virtudes humanas, com as forças de caráter da psicologia positiva, com abordagens da espiritualidade ou outras correntes que visam o desenvolvimento de dentro para fora. Está correto quem pensar assim.

A verdade é que nem tudo é novidade, pois sempre foi e continuará sendo necessário olhar para dentro de si. Autoconhecimento e reflexões pessoais sobre propósito de vida e legado devem ser estimuladas para nos tornamos pessoas melhores. Entretanto, como um assunto das empresas e como ingrediente para a carreira, ainda é algo em expansão.

A novidade talvez seja essa: as pessoas estão considerando essas condutas, princípios, valores e práticas como elementos fortalecedores para o ambiente corporativo?

As Inner Skills têm se demonstrado, aos poucos, como um assunto relevante para o mundo dos negócios. Muitas empresas e profissionais estão percebendo que é a partir delas que conseguimos impulsionar muitas outras, especialmente as Soft Skills e até mesmo algumas Hard Skills.

Não duvido que, em breve, sejam reconhecidas como habilidades de negócio para as empresas mais bem-informadas sobre as mudanças nas relações com os colaboradores e orientadas para as pessoas.

Mesmo sendo algo interessante para as empresas, as Inner Skills dependem de nós mesmos para serem desenvolvidas. Elas servem de alicerce para outras pois quando estamos bem com nós mesmos, conseguimos lidar melhor com o outro e com as situações que acontecem ao nosso redor.

É inevitável associar as Inner Skills com as Soft Skills. Historicamente, as Soft Skills são definidas como um conjunto de competências comportamentais e sociais. Elas são, por muitas vezes, subjetivas.

Por serem bastante vinculadas ao relacionamento humano, alguns autores têm destacado um subgrupo delas e as vem chamando de Social Skills, que são as habilidades mais direcionadas na interação e comunicação com os outros. Na verdade estas habilidades sociais estão contidas no grupo das Soft.

Daí surge a dificuldade de entender a diferença entre elas e as Inner Skills que são ainda mais subjetivas e abstratas. Além da diferença ser muito sutil, na absoluta maioria das vezes as habilidades internas interagem diretamente com as Soft Skills e, especialmente, com as Social Skills.

A verdade é que existe uma intersecção entre as Soft Skills e as Inner Skills, principalmente porque, até então, as empresas não falavam frequentemente dessas competências interiores.

Muitas habilidades prioritariamente internas sempre foram classificadas entre as habilidades socioemocionais, como persistência, resiliência, entusiasmo e coragem. Entendo que não é importante tentar rotular ou classificar essas competências, buscando segregar quais seriam aplicáveis em cada grupo conceitual.

Não vejo como relevante, por exemplo, discutir se a paciência é uma habilidade intrapessoal ou interpessoal. Na verdade, ela se encaixa nas duas classificações, pois, apesar da paciência ser uma virtude intrínseca aos humanos, ela precisa do contexto exterior para ser exercida e exercitada.

A discussão não é sobre julgar e revisar cada uma das Soft Skills para decidir como elas deveriam ser nominadas, mas sim, buscar entender se as principais habilidades desejadas nos profissionais não seriam mais bem desempenhadas se, antes, não forem desenvolvidas algumas condições interiores.

O que devemos focar é que as Inner Skills servem de alicerce para as outras habilidades por meio da espiritualidade, interioridade, propósito, inspiração, autoconhecimento e consciência.

Envolve compreender e gerir aspectos altamente íntimos para desenvolver novas habilidades, valores pessoais e virtudes que resultarão em competências aprimoradas.

Enfim, o que são as Inner Skills?

Para ajudar a definir as Inner Skills, gosto de conceituá-las da seguinte forma:

“As Inner Skills são habilidades que servem como vetores de potencialização para outras habilidades e que dependem intrinsecamente de cada pessoa. Elas podem interagir com o ambiente exterior e com outros indivíduos, mas, em última instância, não dependem desses fatores para sua existência. Relacionam-se com a maneira que interpretamos, atuamos e administramos os nossos eventos internos a partir da consciência, propósito e visão” — Marcelo de Elias, 2021.

Posso complementar essa definição com outros pontos que devem ser considerados:

● Elas dependem da autoconsciência e controle de suas ações, independentemente de encontrarem os fatores externos favoráveis à sua prática;
● Servem de alicerce sobre o qual se constrói os relacionamentos interpessoais;
● Dependem de nosso autodomínio e se apoiam na interpretação favorável dos acontecimentos a partir do uso mais efetivo de nossas mentes;
● São possíveis de serem praticadas mesmo que estejamos sozinhos, já que não dependem da interação com fatores extrínsecos para sua existência;
● São mais complexas de serem compreendidas e analisadas, pois, para a maioria de nós, falta educação intrapessoal e não costumamos usar nossa consciência para observar nossos eventos intrapessoais e interpessoais;
● Podem ser desenvolvidas por todos, pois o cérebro humano é neuroplástico, porém, vão requerer esforços adicionais, já que várias crenças pessoais precisarão ser confrontadas;
● São a fonte primária do caráter e não apenas da personalidade ou imagem que buscamos demonstrar;
● São atitudes que farão com que estejamos mais motivados para desenvolver as Soft skills e Hard skills.
● Têm o potencial de impulsionar as Soft Skills e podem contribuir para a prática aprimorada de algumas Hard Skills;
● Podem ser encontradas na tríade entre “coração, espírito e mente”.

Por que dar a atenção para as Inner Skills?

É fácil perceber a importância das habilidades intrapessoais quando entendemos que elas servem como canal de ampliação de nossas habilidades profissionais. As Inner Skills nos dão mais condições de lidar e liderar os processos do nosso domínio interno.

Essa autoliderança dá condições de minimizarmos os distúrbios e desajustes internos que, se não forem bem administrados, facilmente perturbariam nossa produtividade e a busca de resultados na vida e no trabalho.

Como por exemplo, a falta de atenção e foco, reatividade negativa aos eventos externos, falta de percepção, preocupação excessiva, construção de narrativas mentais negativas, entre outros limitadores de performance.

Um exemplo disso é um profissional que é expert em tecnologia da informação. Talvez sua performance fique prejudicada, não apenas pela ausência de conhecimentos tecnológicos, mas pela falta de concentração para focar naquilo que precisa ser feito.

A mesma coisa acontece com o profissional que tem dificuldade de trabalhar em equipe, de receber ou dar feedback, de liderar pessoas ou de manter um ambiente equilibrado. É provável que faltem alguns elementos intrínsecos como autoconhecimento, percepção, consciência, entre outros. Essas são algumas Inner Skills.

Podemos afirmar que o verdadeiro potencial das habilidades intrapessoais se expandirá quando exercitarmos e compreendemos nossa autoliderança e maestria pessoal.

A psiquiatra inglesa Helena Lass em seu artigo científico chamado, em tradução livre, de “Desenvolvendo habilidades intrapessoais como uma forma proativa de sustentabilidade” explica que “na realidade, todos os humanos possuem um reino interno e vivem eventos intrapessoais diários, como sentir emoções, aprender, pensar, planejar, focar a atenção, ter a capacidade de investigar e obter um insight.

Nesse contexto, as habilidades intrapessoais se tornam nossos superpoderes para direcionar as mais diferentes ações. Quando somos os mestres de nosso domínio interno, temos a liberdade de estar bem e trabalhar bem, independente do entorno em que estamos inseridos”.

Em resumo, suas habilidades intrapessoais e interpessoais estão profundamente conectadas. Ambas têm forte contribuição para sua inteligência emocional e sua capacidade de comunicar suas necessidades, objetivos e ideias eficazmente para outras pessoas.

Sabemos que suas habilidades sociais são vitais para o trabalho em equipe, colaboração, liderança e influência, mas você não pode extrair a maior potencialidade dessas qualidades até desenvolver boas habilidades intrapessoais.

Stephen Covey, reconhecido escritor americano, afirma que existem duas maneiras principais de tornar as coisas melhores em sua vida: a primeira delas, e bastante difícil, depende de você buscar melhorar o mundo exterior, suas circunstâncias, seu ambiente e sua empresa. Apesar de não ser impossível, esse caminho é dificultado pelo fato de, nem sempre, esses fatores externos dependerem exclusivamente de nós.

A segunda maneira é buscar melhorar seu mundo interior. Covey chama de Círculo de Influência esse conjunto de ações que dependem exclusivamente de nossa iniciativa e proatividade. Foi ele quem escreveu no seu livro “Os 7
Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” que “sempre que achamos que o problema está lá fora, este pensamento em si é o problema. Damos ao que está lá fora o poder de nos controlar”.

Os dois mundos, exterior e interior, são importantes, mas é fácil perceber que tentar mudar o mundo exterior tem certos problemas, pois seu poder é limitado. Muitas vezes é difícil transformar as situações ou as pessoas em sua volta.

Por outro lado, melhorar o seu mundo interior não tem essa desvantagem. Você tem uma enorme influência sobre seus pensamentos, sentimentos, desejos e reações, mas não sobre esses mesmos fatores em outras pessoas.

Isso significa que devemos ignorar o exterior ou resignar-se em relação ao que não depende de nós? Não!

Significa apenas que, quando estamos intrinsecamente fortalecidos, teremos mais condições de influenciar o ambiente e agir como um agente de mudanças nas pessoas e nos contextos em que estamos inseridos.

O site Wisebrain listou algumas vantagens em desenvolver as Inner Skills, mas a lista poderia ser muito maior. A tradução abaixo é livre e respeita as ideias originais:

· Deixar de lado experiências dolorosas;
. Absorver os pensamentos positivos e construtivos;
. Desafiar os pensamentos que o fazem sofrer;
. Abrir a sua mente para novas ideias;
. Autoconhecer e desenvolver-se para ser cada vez melhor.

Vale uma explicação complementar ao que foi exposto acima. Apesar de alguns itens darem a impressão de que devemos ter resignação ou conformar-nos com as adversidades, na verdade, a ideia não é essa.

O texto original se refere aos sentimentos positivos em aprender com as dificuldades e em ser capaz de construir um futuro que não seja projetado negativamente pelas experiências difíceis do passado. As vantagens acima são orientadas para atitudes de resiliência e de positividade.

Soft skills

Exemplos de Inner Skills aplicáveis para a vida profissional

Alguns exemplos de Inner Skills que impactam nossas carreiras e negócios são esses abaixo.

Consciência

Significa ter visão clara do que é certo e errado. Ajuda a perceber se você está no lugar adequado e tendo as atitudes corretas. Ela contribui para tomar decisões e perceber se as ações estão alinhadas com seus princípios e valores.

Autoconsciência

Existem algumas definições possíveis, mas, para diferenciar da “consciência”, podemos dizer que é a capacidade de você se autoperceber, compreender o que e porque você estaria sentindo algo e qual o impacto disso em suas ações.

Desapego

Entender que existem coisas que não são para você e que a busca frenética por elas te deixará improdutivo e estressado. Não se limita às coisas materiais ou resultados imediatos, mas também é ter desapego das suas ideias, de ter sempre razão ou ter uma opinião imutável sobre tudo. Aprender a ouvir o outro de verdade, agindo empaticamente, também potencializa essa competência.

Percepção

Capacidade, muitas vezes subjetiva, de fazer a leitura e interpretação das situações e do ambiente. Também tem a ver com a capacidade de buscar a percepção genuína das intenções do outro, sem julgamentos enviesados.

Apesar do ambiente e as pessoas pertencerem aos fatores exteriores, essa capacidade é totalmente interna e depende da visão individual do mundo e de si mesmo.

Gratidão

Receber e acolher positivamente o bem, mesmo nas situações adversas. Ter gratidão com as situações que acontecem e entender que tudo tem seu momento adequado. Ser grato pela vida, oportunidades e aprendizados, mesmo que dolorosos.

Concentração

Ter foco naquilo que é importante sem deixar que o exterior atrapalhe. É estar em sua própria presença e conseguir dar atenção ao que vale a pena nos momentos adequados. Essa habilidade é potencializadora de algumas Hard Skills.

Energia pessoal (intensidade)

Potência e engajamento dedicados às prioridades. Canalizar um maior estado de motivação e entusiasmo para a execução das ações que poderão impactar positivamente o desempenho pessoal e o alcance dos resultados desejados.

Equilíbrio e Temperança

Saber ponderar e equilibrar a intensidade aplicada às ações, pensamentos e preocupações. Buscar equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Conectar-se com seus valores e princípios antes de tomar uma decisão.

Algumas outras possíveis Inner Skills

A lista pode ser mais extensa, principalmente se considerarmos algumas que classicamente são tratadas como Soft Skills. Lembre-se que o objetivo aqui não é reclassificar as que se encaixariam em ambas as definições.

É para apenas perceber que, mesmo naquelas que precisamos de fatores externos para vivê-las (o que seria possível interpretá-las como Soft Skills), são os fatores intrínsecos que garantirão os bons resultados:

● Abandonar sistemas de crenças que prejudicam;
● Autodesenvolvimento;
● Autoestima;
● Autoliderança;
● Automotivação;
● Autorrealização;
● Bom acesso à memória;
● Bom senso e coerência;
● Compaixão;
● Coragem;
● Discernir o importante do menos importante;
● Disciplina;
● Entusiasmo;
Felicidade;
● Força de vontade;
● Honestidade e ética;
● Intuição;
● Mudança de atitudes;
● Obter insights e gerar ideias;
● Ouvir empaticamente;
● Paixão;
● Percepção de necessidades do corpo;
● Persistência;
● Resiliência;
● Responsabilidade pessoal;
● Revisão de mentalidades;
● Tomada de decisão consciente.

Como as empresas podem estimular as Inner Skills nos colaboradores?

É claro que não é fácil para uma empresa desenvolver essas habilidades nas pessoas porque, como todas as demandas intrapessoais, dependem delas mesmas.

Mesmo não existindo uma fórmula única para tais desenvolvimentos, sabe-se que não serão ações coletivas que irão impactar todas as pessoas da mesma maneira e ao mesmo tempo. É provável que tal desenvolvimento requererá ações individualizadas e acompanhamento personalizado por parte das organizações.

Entretanto, algumas empresas têm promovido práticas positivas, na maioria das vezes coletivas, mas que podem impactar individualmente as pessoas.

A atenção à saúde mental dos funcionários, à qualidade de vida e ao projeto de vida dos colaboradores tem sido foco crescente em boas corporações.

Algumas empresas também possuem programas de mindfulness, psicologia positiva, espiritualidade, propósito pessoal, autoconhecimento e estimulando práticas, dentro ou fora delas, como yoga, meditação, sessões de autoconhecimento, atividades de consciência corporal e terapias individuais e em grupo.

Já são várias as instituições que promovem acompanhamento psicológico e outras práticas terapêuticas a fim de garantir o bem-estar emocional e o autoconhecimento de seus colaboradores. Muitas delas têm relatado os bons resultados colhidos com essas atividades, especialmente na produtividade das pessoas, engajamento e retenção de talentos.

Creio que a maior contribuição das empresas é incentivar seus colaboradores para a busca do autodesenvolvimento, evidenciando, através dos mecanismos internos de comunicação e ações das lideranças, como o feedback, a necessidade das Inner Skills para a performance profissional.

Cabe também ao Recursos Humanos estimular para que os Planos de Desenvolvimento Individuais contemplem componentes intrapessoais.

Inner Skills

Como desenvolver as Inner Skills?

A grande dúvida que muitas pessoas têm é a seguinte: as Inner Skills podem ser desenvolvidas? A resposta é sim! É claro que grande parte delas são características pessoais que podem estar naturalmente em você, seja pelos traços temperamentais, personalidade, valores e crenças pessoais. Há quem defenda a ideia de que muitos desse fatores podem ser genéticos.

Para aqueles que já possuem aptidão natural é mais fácil conseguir bons resultados com elas. Para outros exigirá muito mais esforço e dedicação para, ainda assim, alcançar resultados medianos. Isso não deve ser impeditivo ou justificativa para não buscar o aprimoramento dessas habilidades internas.

Quando conseguimos algum avanço, mesmo que pequeno, nas condutas ainda pouco exploradas, isso irá gerar um aprimoramento de performance significativo. É exponencial.

Como sugestão eu aqui apresento alguns passos para te ajudar autonomamente a desenvolver essas habilidades autonomamente:

Qual a sua missão?

Pergunte a si mesmo o porquê você existe e encontre sua resposta. Quando conclui qual é o seu propósito no mundo, você consegue ter mais clareza sobre as habilidades interpessoais que já tem e outras que terá que desenvolver para cumprir sua missão.

Coloque-se em primeiro lugar

Não é para ser egoísta, mas sim, estar bem consigo mesmo. Você só consegue ajudar o outro se ajudar-se primeiro. No avião o aviso que o comissário de bordo sempre faz é: “em caso de despressurização, máscaras de oxigênio cairão do compartimento superior. Por favor coloque primeiramente a máscara em você para depois ajudar o outro”.

Se você inicialmente tentar ajudar o outro e se complicar nesse processo, é bem provável que vocês dois fiquem sem oxigênio. A ideia é: comece por você! Onde você está errando e acertando? Onde falha e prospera? Colocando-se em primeiro lugar, você se torna a força promotora das mudanças que precisa.

Mantenha o equilíbrio nas 4 dimensões

No livro os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, Stephen Covey cita que todos nós temos 4 dimensões:

  • Dimensão física — seu corpo, a sua saúde.
  • Dimensão mental — seus aprendizados e desenvolvimento.
  • Dimensão socioemocional — suas emoções e relacionamentos.
  • Dimensão espiritual — seu legado, aquilo que é transcendente.

Ter o equilíbrio nessas quatro dimensões ajuda a desenvolver as Inner Skills, pois, assim, terá mais condições de ter gratidão, concentração, percepção e muitas outras habilidades internas que contribuirão com o sucesso e produtividade na sua carreira.

Abertura ao feedback

Quando está aberto legitimamente a entender o que o outro tem a dizer sobre você, fica mais fácil perceber o que precisa desenvolver em si. É preciso fazer isso sem armaduras ou barreiras. Você perceberá que o que precisará ser desenvolvido provavelmente será uma Inner Skill.

Cuidado com o passado

Muitas vezes não desenvolvemos habilidades interiores porque nos resguardamos por conta de situações do passado que não foram positivas. Assim, passamos a nos preservar mais, evitando relacionar-se com os outros e autoperceber o pleno potencial.

O seu passado é uma referência muito importante para desenvolver suas Inner Skills, mas cuidado para que ele não o limite de tentar novas abordagens por medo, insegurança e apego às velhas certezas.

Meditação e mindfulness

Praticar meditação e outras atividades de mindfulness trazem muito mais consciência física, corporal, mental e espiritual. Acredito que esse é um ótimo caminho para você colocar-se em sua própria presença e conseguir mais concentração para o seu dia a dia, além de mais consciência, autoconsciência e percepção das oportunidades.

Seja seu melhor amigo

Isso vai além de ter autoestima ou valorizar suas potencialidades. Os amigos de verdade te elogiam e incentivam, mas também cobram e fiscalizam. Aprenda a ouvir a sua voz interior! Saiba corrigir-se e fiscalizar-se.

Quer uma dica? Faça sempre um exame de consciência antes de dormir, assim você saberá onde precisa evoluir. E, claro, não deixe de celebrar suas conquistas.

 

capital humano

 

 

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Por: Marcelo de

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